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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Papa inicia visita de nove dias a três países latino-americanos

O papa iniciou viagem de nove dias a três países da América Latina - o Equador, a Bolívia e o Paraguai, marcados pela desigualdade, a pobreza e a pesada herança de regimes autoritários.

O primeiro papa jesuíta latino-americano cumpre a viagem mais longa desde que foi eleito, em março de 2013. A participação da Igreja Católica no debate democrático, o respeito pela identidade cultural de cada país, a proteção do ambiente e das famílias que sofrem são temas que o papa vai abordar. Apesar dos seus 78 anos, o papa não teve a menor dúvida ao escolher um programa intenso.

Jorge Bergoglio, que aos 20 anos foi submetido a uma cirurgia para retirar parte de um pulmão, vai mastigar folhas de coca para contrariar o "mal das montanhas", quando estiver em La Paz, a 3.700 metros de altitude. O papa vai celebrar cinco missas ao ar livre, esperando-se em cada uma entre 1 e 2 milhões de pessoas. Orações e cânticos serão entoados em línguas indígenas como guarani, quechua e amaira. O papa Francisco esteve no Brasil em julho de 2013 para a Jornada Mundial da Juventude, em uma viagem que tinha sido planejada durante o pontificado de Bento XVI.

A visita vai ser também um ato de reconciliação com a história colonial espanhola na região, em que o papa vai abordar a influência jesuíta e a criação, entre os séculos 16 e 18, de missões católicas, onde eram agrupadas populações indígenas, em uma tentativa de protegê-las e civilizá-las.

Jorge Bergoglio vai se encontrar com os presidentes Rafael Correa (Equador), Evo Morales (Bolívia), Horacio Cartes (Paraguai) e outros líderes.