Aristóteles reconhecia que a psique humana é constituída de ego, id e superego. E que o id (pulsões, instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes visando o prazer) era o elemento contrário ao princípio racional, ou seja, a luta contra a racionalidade e lhe oferecendo resistência. E essa luta incessante é complexa porque é invisível [“Mas ao passo que, no corpo, vemos aquilo que se desvia da direção certa, no caso da alma não o podemos ver”]. Como a felicidade foi definida como atividade da alma conforme a virtude perfeita, no homem continente esse elemento irracional deve obedecer ao princípio racional, sendo ainda mais obediente nas pessoas temperantes e valorosas. Acreditando que o elemento irracional pode ser persuadido pela razão, está a indicar o fato de aconselharmos alguém, e de exortarmos e censurarmos de um modo geral.
Quem sou eu
"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).
"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).
“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).
“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).
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terça-feira, 20 de março de 2012
A Felicidade...
Aristóteles reconhecia que a psique humana é constituída de ego, id e superego. E que o id (pulsões, instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes visando o prazer) era o elemento contrário ao princípio racional, ou seja, a luta contra a racionalidade e lhe oferecendo resistência. E essa luta incessante é complexa porque é invisível [“Mas ao passo que, no corpo, vemos aquilo que se desvia da direção certa, no caso da alma não o podemos ver”]. Como a felicidade foi definida como atividade da alma conforme a virtude perfeita, no homem continente esse elemento irracional deve obedecer ao princípio racional, sendo ainda mais obediente nas pessoas temperantes e valorosas. Acreditando que o elemento irracional pode ser persuadido pela razão, está a indicar o fato de aconselharmos alguém, e de exortarmos e censurarmos de um modo geral.
