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São Francisco do Conde, Bahia.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 20 de dezembro de 2015

Atualidades da Mídia: 2015/2016

·         Quase todos os brasileiros pretendem dá presente (93%), mas sem gastar tanto (por isso o valor das vendas deve cair 22%). Até a tradicional decoração natalina foi cancelada em muitos pontos visando a economia.
·         Bombeiros e brigadistas já trabalham a quase 2 meses para controlar o incêndio que não para de avançar na Chapada Diamantina. São muitos focos. A principal preocupação é com o Parque Nacional da Chapada Diamantina (13% já foram destruídos), uma das principais reservas ecológicas do país. Espécies raras estão virando cinzas.

·         A Justiça Federal determinou o bloqueio dos bens da Vale e da BHP, donas da mineradora Samarco. A medida é para garantir o pagamento total dos danos causados pelo rompimento da barragem em MG. 

E mais...


·         Aumento de impostos sobre eletrônicos e bebidas. Aí sobra para o consumidor. Celulares, computadores (produtos de informática: 9,25% as mais no preço bruto. O Governo quer com PIS e o COFINS uma arrecadação de R$ 6,7 bilhões em 2016, com perspectiva de perdurar até 2019), vinhos e bebida em geral estão mais caros (+IPI = Imposto sobre Produtos Industrializados: 10% para vinhos a 30% para uísques = R$ 1 bilhão para o Governo em 2016).

·         A mídia quer saber: o novo Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, fará o corte necessário de gastos que a economia necessita? A desconfiança perante a ele veio do fato de estar à frente de medidas que aumentaram os gastos do Governo. Ele defendeu uma meta flexível de economia para o ano que vem. O objetivo é tentar equilibrar as contas públicas e interromper o ciclo de queda da atividade econômica (da recessão da economia). Fica claro que a política fiscal será mantida. Seus dois grandes desafios são:
 A inflação, que deve fechar 2015 perto de 11% (o maior índice desde 2002);
- E a alta do desemprego.
- O grande problema imediato é: as pedaladas fiscais = empréstimos dos bancos públicos para o Tesouro Nacional, julgados ilegais pelo TCU. Essa dívida já está em R$ 57 bilhões. 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Obras do Porto Sul

Depois de 06 anos de muita polêmica, as obras do Porto Sul, aqui na Bahia, vão começar. A construção do porto deve gerar 2 mil empregos diretos na região, mas muitos ambientalistas reclama dos impactos ambientais. A autorização do IBAMA para retirar parte da Mata Atlântica era o passo que falta para o início das obras. 500 hectares serão desmatados para a construção do Porto Sul, na região de Aritaguá, em Ilhéus. O projeto está orçado em mais de R$ 2 bilhões, e é resultado de uma parceria público/privada. As obras irão começar no 1º semestre de 2016, e o porto deve ficar pronto em 03 anos.

Algumas empresas já fazem planos para escoar a produção por esse porto. Entre elas, uma multinacional produtora de minério de ferro. Para alguns, o Porto Sul é essencial para se redefinir a Geografia econômica da Bahia (alavancar a economia regional levando empregos e sustentabilidade). Enquanto outros, tratam-se de investimento inadequados para a região. 



Os vários pontos da polêmica do possível Impeachment de Dilma Rousseff...


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Novos dados do IBGE 2015/2016

- Menos da metade das famílias têm o padrão tradicional: marido, mulher e filhos (mas, esse perfil ainda é maioria no Brasil: casais com filhos: 42,9% em 2014, em 2004 eram 51%). 01 em cada 05 casais opta por viver como eternos namorados. Em 10 anos, a taxa de fecundidade no país caiu 18,6%. Em 2004, o índice de filho por mulher era de 2,14 (agora é de 1,74%). Em 15,1% dos lares a mulher é apontada como pessoa de importância e referência (em 2004, essa percepção era bem menor, apenas 3,6%). Embora a participação da mulher no mercado de trabalho tenha aumentado, a dupla jornada de trabalho não mudou. Há 10 anos, 09 em cada 10 mulheres chegavam em casa e continuavam trabalhando, 90,7% em2014. E quanto à mulher solteira sem filhos morando sozinha, esse grupo era de 10% em 2004 e agora subiu para 14,4% em 2014. 

A nota do Brasil foi rebaixada...

- O Brasil perdeu o selo de bom pagador, chamado de “Grau de Investimento”;
- Oficialmente, segundo a Agência de Risco Fitch Ratings, investir no Brasil agora é arriscado;
- A recessão na economia brasileira está mais profunda do que se previa;
- Taxas de desemprego mais altas;
- Aperto no crédito;
- Confiança em baixa;
- Inflação alta;
- Tudo isso está puxando para baixo o consumo;
- Incertezas políticas;
- Mal-estar no setor de construção civil;
- Corrupção na Petrobras;
- Tudo isso atingiu o investimento;
- O ambiente externo continua difícil para o Brasil;
- Queda preços nas commodity;
- A desaceleração na China;
- As condições financeiras internacionais mais apertadas;
- A situação política do país dificulta a solução dos problemas econômicos;
- As repetidas mudanças nos objetivos fiscais minaram a credibilidade da política fiscal;
- A maior incerteza política nas últimas semanas provoca ainda mais dúvidas sobre a habilidade do governo de conseguir aprovação no legislativo para economizar os recursos necessários (para pagar a dívida pública) em 2016;
- A análise da abertura do processo de Impeachment contra a presidente Dilma Rousseff é mais uma camada de incerteza no ambiente político difícil, de baixa popularidade da presidente, e com relações desgastadas entre o Governo e o Congresso;
- E a Fitch ainda indicou que pode rebaixar de novo a nota do Brasil;
- O Brasil não é mais seguro para investir (e quem diz é a segunda maior agência do mundo, a primeira foi a Standard & Poor’s, em setembro). O impacto disso é: na hora que as empresas quiserem pegar crédito elas pagarão mais caro por isso. Todo país que não tem, sonha com um grau de investimento, pois ele traz mais dinheiro, investimento e confiança ao país. O Brasil conseguiu esse título em 2008 depois do Governo Federal adotar medidas para equilibrar as contas e controlar a inflação; mas de lá para cá a política econômica mudou: os gastos públicos aumentaram (os investimentos no social), a inflação subiu e a confiança caiu, e agora, o que o Brasil levou anos para conseguir, pode levar muito mais para reconquistar.
- O Banco Central dos EUA, Federal Reserve, anunciou um aumento na taxa de juros americana, (entre 0,25% a.a. e 0,50% a.a). Os juros haviam sido baixados em 2008 para ajudar o Brasil a se recuperar da crise financeira. Essa notícia é negativa para o Brasil porque torna o mercado norte-americano mais atraente aos investidores, que podem decidir colocar menos dinheiro na economia de países emergentes, como o nosso;
- O que acontece na economia brasileira é a tempestade perfeita: o cenário é muito ruim, praticamente estamos parados, entrando em um novo ano de recessão, com juros e inflação altos;
- Como a crise política e a crise econômica não começaram hoje, muitos investidores já haviam saído do mercado brasileiro;
- A falta de enfrentamento dos problemas;
- Acreditar que a saída é fácil;
- O erro de acreditar que a crise está lá fora e não vai chegar no Brasil;
- O erro de que não precisamos subir juros para combater a inflação;
- Acreditar erroneamente que a gente combate a inflação segurando o preço da gasolina;
- Tudo isso é resultado da política econômica do atalho: não deu certo, faz intervenção no setor atalho. É nisso que dá acreditar numa saída fácil para um problema difícil;
- Para que o Brasil possa resgatar a confiança: a reforma na Previdência, a tributária, a trabalhista, têm que ser encaradas para que o Brasil possa resgatar a confiança;
- A grande crise chegou;
- O Governo pediu para ser rebaixado porque de forma sucessiva foi mudando a meta fiscal, até construir um déficit primário, sem fazer nenhuma economia para pagar juros da dívida, o que levou a mais uma agência a rebaixar a nota do Brasil. Quem semeia vento, colhe tempestade;
- A crise política está interferindo no cenário econômico;

- Foi uma grande discussão sobre a redução da economia que o Governo tem que fazer para pagar juros da dívida. Inicialmente, a proposta era uma economia de R$ 34 bilhões/2016 (equivalente a 0,7% do PIB), mas o Governo pediu para reduzir para R$ 24 bilhões (equivalente a 0,5% do PIB). Essa diferença de R$ 10 bilhões será remanejada para o Programa Bolsa Família, que corria risco de uma diminuição em seus recursos.