Quem sou eu

Minha foto
São Francisco do Conde, Bahia.
PsicoPedagogo.
Obrigado pela visita! Volte Sempre!

"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

Arquivos do blog

sábado, 24 de abril de 2021

Censo Demográfico adiado 2020/2021.

A verba destinada ao Censo sofreu sucessivos cortes no Governo de Jair Bolsonaro:

Há risco da pesquisa não ser feita nem em 2022!

É uma operação que visita todos os domicílios brasileiros – são mais de 70 milhões de domicílios. Ele faz uma radiografia do país: revela quantos somos e como vivemos. Sem a atualização dessas informações, sobretudo com os impactos da pandemia em todos os setores das nossas vidas, a elaboração de políticas públicas e a distribuição de recursos podem ficar comprometidas.

Os dados do Censo afetam diretamente a vida do cidadão. Afinal, ele é fundamental para apontar a redistribuição do dinheiro aos municípios, para se saber o tamanho da pobreza no país e como ela se manifesta (que aponta o dimensionamento do Bolsa Família) e em todas as áreas de políticas públicas (Educação, Saneamento, Habitação), por exemplo, quantas crianças precisarão de escolas nos próximos anos, etc. Até planejar campanhas futuras de vacinação das crianças, dos adultos e dos idosos (é preciso ter conhecimento da estrutura etária do país para liberar a logística de distribuição das vacinas, vai fazer isso como? Com dados de 2010?). Tudo isso depende de dados que o Censo pode dar.

Sem informações fidedignas, não há como ter implementação séria de políticas públicas. Enfim, o Censo é essencial para o enfrentamento da Pandemia. Por isso mesmo não tem prioridade para Bolsonaro.

O Ministério da Economia reafirmou que não há previsão orçamentária para o Censo Demográfico. 

Orçamento sangrando...

Depois de muita discussão e impasses, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o orçamento deste ano com cortes de quase R$ -30 bilhões (R$ -29,1 bilhões)! Mesmo com a Pandemia, nem o Ministério da Saúde foi poupado.
 
·         Justificativa de Bozo: “segui as Leis de controle das contas públicas, nossa equipe econômica quer respeitar o Teto de Gastos” (segurança técnica e jurídica). Foi um remédio amargo necessário para adequar o orçamento às necessidades da Máquina Pública.
·         *Crítica:* O texto original aprovado pelo Congresso não previa dinheiro suficiente para pagar todas as contas obrigatórias, como salários e aposentadorias. Mas, as chamadas Emendas, verbas para obras e programas escolhidos pelos parlamentares, tiveram valor ampliado. Para agradar a base aliada, o governo manteve parte das emendas.
·         *O Ministério da Educação teve uma perda de R$ -3,9 bilhões,* que terá um grande desafio para a volta às aulas presenciais.
·         Para investimento em infraestrutura (moradia popular) e programas federais (Minha Casa, Minha Vida & Farmácia Popular) o governo destinou bem abaixo do esperado: geralmente passa dos R$ 100 bilhões, mas ficou apenas com R$ 74 bilhões.
·         Sem esquecer que estamos passando por uma crise sanitária que exige investimentos em manutenção do emprego, linha de crédito para micro e pequenas empresas e os gastos com a pandemia (as chamadas despesas extraordinárias, um mecanismo que garante a liberação da verba sem afetar o cumprimento do teto). O Governo já anunciou R$ 15 bilhões, mas até agora não disse quando começam as novas rodadas desses programas.
·         Outra ação que dependia da sanção do orçamento é o pagamento adiantado do 13º de aposentados e pensionistas do INSS, prometida pelo Governo Federal. Mas, até agora, não tem confirmação nem data para sair.
·         Os cortes no orçamento também adiarão o Censo Demográfico.
 

Enfim, foram muitos cortes essenciais, e há riscos de paralisação de serviços. E Bolsonaro vai inibir toda forma de protesto e manifestação, apagando incêndios, ou seja, será uma gestão feita no fio da navalha e no ardor do chicote.









 

 

sexta-feira, 23 de abril de 2021

A polícia vítima e a polícia que mata.

Em 2020, aumentou no Brasil o número de policiais assassinados. Em média, foi 1 policial assassinado a cada 44 horas. Um crescimento depois de 3 anos seguidos de queda.

Por outro lado, no ano passado, 5.660 pessoas morreram no país em ações policiais. Média de 15 mortes por dia!





quinta-feira, 22 de abril de 2021

Sonhos adiados...

Com a Pandemia, a maior parte das famílias de classe média brasileira teve alguma perda de renda. E precisou se adaptar...

Se a cidade mais rica do país é cenário de uma crise, as famílias brasileiras são os personagens. Sofrem primeiro os mais vulneráveis, e depois a chamada Classe Média. Com a pandemia estacionada, a maioria está vendo a vida andar para trás.

A classe média (Classe C) representa a maior parte do quinhão do consumo naquilo que entra nas residências. E foi pela via do emprego e da renda que o vírus entrou e contaminou a economia. E nessa doença que mina o crescimento da atividade, difícil dizer o que é causa e o que é sintoma. Com o prolongamento da pandemia e menos dinheiro no fim do mês, as famílias deixa de consumir, os empresários de investir e as chances de aberturas de vagas diminuem. É mais do que uma crise econômica, é uma tragédia social: as pessoas estão perdendo o seu status, autoestima, gente estudada que só encontra a porta do emprego fechada. É uma enorme frustração do ponto de vista pessoal, familiar, num sentimento de diminuição e rejeição dentro da sociedade. As pessoas estão tendo que desafazer das coisas que tem e conquistaram...  

·         08 em 10 famílias da Classe Média (Classe C) perderam renda na Pandemia.






Transbordamento...

A preservação do meio ambiente como uma forma de evitar novas pandemias.
 
O aquecimento global, as mudanças do clima são as ameaças mais temidas e discutidas no mundo. Mas, os riscos podem ir muito além. Cientistas alertam que a destruição do meio ambiente de hoje pode ser a nova doença, a pandemia de amanhã.
 
A saúde da população humana, a saúde animal e a saúde do ecossistema estão todos interligados. Então, com o desequilíbrio do ecossistema você cria essas oportunidades de transmissão, e assim você tem um aumento de chance, de exposição humana a esses agentes. É o caso da Zika, da Aids, do Ebola, etc.
 
60% das doenças humanas são zoonoses. E 75% (3/4) das doenças emergentes, também são zoonoses.
 
Assim, suspendam a venda de animais silvestres nos mercados! Mas, também, evitem o desmatamento, falhas nos manejos de criações, tráfico de animais e a aproximação sem cuidados da vida selvagem. Afinal, isso aumento o risco potencial de novas doenças.
 
Quando o homem devasta, extingue ou maltrata os vírus e bactérias que viviam em equilíbrio procuram novos hospedeiros. E o Brasil já é um país naturalmente rico desses microrganismos, chamados de zoonóticos (veja mapa abaixo). É o outro lado da nossa riqueza em biodiversidade.
 
Então vamos preservar, estudar e fazer vigilância são medidas importantes não só para o Brasil. A Pandemia da Covid-19 mostrou que o que acontece num lugar distante pode rapidamente se transformar numa crise sanitária e econômica global.
 
É preciso aumentar a capacidade de detecção e prevenção de novas doenças usando a ciência e a proteção do meio ambiente, são princípios da saúde única ou uma saúde. Conceito preconizado pela OMS, cientistas e ambientalistas.




 

 

 

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Pobres morrem mais de Covid-19.

 Eles não têm a opção de fazer quarentena. Ou partem para a sobrevivência ou morrem de fome! Assim, atrás de renda e sem home office, eles se contaminam e morrem mais de Covid-19. E é assim que os pobres desafiam às ruas o pão de cada dia.

Muito poucos das classes D e E tiveram a opção de se proteger; na A/B, quase 1/3 encontrou opção. Ou seja, os mais ricos e escolarizados no Brasil puderam se proteger bem mais que as pessoas de menor renda e pouca educação.

Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e São Paulo foram os estados mais afetados pela pandemia em termos de queda na ocupação. Na média, a taxa caiu 9,5% no Brasil em 2020, mas ela chegou a ceder 14,3% no Rio e 11,3% em São Paulo.

Estudos apontam que áreas pobres no país e bairros da periferia de São Paulo chegaram a ter três vezes mais mortes causadas pelo coronavírus do que outras regiões.
 
Quem menos pôde alterar o local e a forma de trabalho (indo para Home Office)?
 
·         Classes A/B: (renda domiciliar superior a R$ 8.303).
- 28% puderam alterar o local de trabalho durante a pandemia.
- Entre as profissões mais intelectualizadas, 44% alteram o local de trabalho.
- 95% têm computador em casa.
- onde estão os empregadores, trabalhadores da ciência ou intelectuais, dirigentes e funcionários públicos.
- 34% dos que têm ensino superior alteraram o local de trabalho.

·         Classe C: (que ganhou destaque nos anos 2000 e tem renda entre R$ 1.926 e R$ 8.303).
- somente 10,3% fizeram isso.
- A taxa cai para 8% entre os com ensino médio completo, que puderam alterar o local de trabalho.

·         Classe D/E: (renda até R$ 1.926).
- apenas cerca de 7,5% tiveram essa opção.
- estão principalmente os ocupados no setor de serviços, como funcionários de supermercados, vendedores e frentistas de postos.
- Quase 95% deles continuaram trabalhando no mesmo local na pandemia.
- Agora, no pior momento da pandemia no Brasil, não só o total de beneficiários do Auxílio Emergencial será muito menor como os valores foram reduzidos drasticamente.
- No ano passado, o benefício foi pago entre abril e dezembro (R$ 600 ao mês inicialmente, e depois R$ 300, a 66 milhões de pessoas), com R$ 293 bilhões empregados. A nova rodada (de R$ 250, em média, a 45,6 milhões) está prevista para durar apenas quatro meses e somar R$ 44 bilhões —​15% do total de 2020.​
- e a 6,6% entre os que têm apenas o fundamental puderam alterar o local de trabalho.
- nos distritos em que mais de 10% da população tem renda per capita menor que R$ 275, morreram 70% mais pessoas de Covid-19 que nas regiões mais ricas.
- As áreas com maior percentual de moradias precárias tiveram 53% mais óbitos.
- Em casas com mais de três pessoas por cômodo, a taxa de mortalidade foi mais que o dobro na comparação com domicílios menos densos.
- 79,6% dos óbitos registrados na cidade do Rio de Janeiro ocorreram nas áreas mais pobres —tanto pela saúde deficiente nessas regiões quanto pelas condições socioeconômicas precárias dos infectados.
- Não é só covid. Os pobres morrem mais de infarto, de derrame, de diabetes, de septicemia, de apendicite e pneumonia, para citar algumas patologias mais conhecidas. A pior doença no Brasil é a pobreza.

·         O jovem de elite já entra na faculdade sabendo programação. Sabe operar computador e teoria básica de ciência da computação. Quem for capaz de comprar um para o filho, que compre com salário de peão. Quem for capaz de fugir da privação cultural, que estude por osmose olhando propaganda. Quem conseguir acompanhar a moda de consumo dos nerds de elite, que se aculture e monte o próprio networking. Logo o preço do computador novo volta para 5000,00.

·         Transformando fatos em narrativas e narrativas em fatos.

·         Jogaram os mais pobres numa situação de miséria, sem poderem trabalhar, e agora vêm com essa versão: morrem mais de Covid. Vocês têm mesmo que se defenderem e sustentar seus pontos de vista, não é mesmo?

·         Para ter razão tem que ter compaixão e senso crítico, e coração e cérebro.

·         Bolsonaro teve razão? Quem jogou a população numa situação de miséria? Quem demorou a tomar providências em relação à vacina? Quem reduziu o auxílio jogando os miseráveis na rua em 2021? Ah, tenha paciência.

·         Interessante ver como as constatações mais óbvias são usadas pra validar condutas nefastas e atacar os oponentes. É óbvio que um caixa de supermercado, um cobrador de ônibus jamais iriam pra Home Office. O que poderia de fato ter mudado o curso do desastre que levará mais de 400 mil vidas? Um presidente sério, que fizesse um pronunciamento à nação dizendo a seriedade do que enfrentaríamos (que já podia ser visto na Europa). Uma campanha em massa pra alertar a população do perigo da doença.

·         Jogaram os mais pobres numa situação de miséria, sem poderem trabalhar, e agora vêm com essa versão: morrem mais de Covid. Vocês têm mesmo que se defenderem e sustentar seus pontos de vista, não é mesmo? Bolsonaro sempre teve razão.

·         Alguém precisa fazer o trabalho braçal ou manual em campo. O outro fica no administrativo, na supervisão. É assimétrico.

·         Só o proprio gadopobre nao vê isso. É intencional o abandono. Quem deveria cuidar do povo o abandona a própria sorte. Foragenocida!

·         Só tem um jeito: Acorda Brasil, fora imbecil!

·         E teleguiados batem palminhas!





 

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Dependência perigosa.

A Pandemia tem mostrado como é arriscado o Brasil ser vulnerável e dependente de importação de matéria-prima farmacêutica! No combate à Pandemia, vivemos na dependência de vacina, insumos e do principal ingrediente dos imunizantes – o IFA importado da China. Até máscaras e outros EPI’s ficamos dependentes de importação!

Já tivemos, e era para continuarmos tendo, mais autonomia! No final dos anos 1980, o Brasil era um dos cinco maiores produtores de Princípio Farmacêutico do mundo! Quando a gente teve a abrupta abertura de mercado, sem planejamento estratégico, aconteceu um grande desmonte dessa indústria ao longo dos anos 1990. Nós tínhamos pelo menos 5 institutos capazes de produzir vacinas, mas só sobreviveram dois: o Butantan (em SP) e o de Bio-Manguinhos (da Fiocruz, no RJ). Os dois juntos, produzem 17 vacinas, mas somente 04 são 100% feitas no Brasil (as outras 13 também dependem da importação do IFA).

Enfim, precisamos ter mais investimentos nos atuais e em novos institutos, desenvolver autonomia para produzir nossos próprios insumos e uma indústria nacional forte capaz de competir com os importados. Para isso, investir pesado em Ciência, tecnologia e Educação, que vai não só gerar capacitação e mercado de trabalho no campo da indústria farmacêutica como também desenvolvimento em todas as áreas relacionadas. Isso é inteligentemente estratégico, certo governantes?!

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Os efeitos da Pandemia no Brasil.

 

·         Pela primeira vez, os registros de mortes superaram os de nascimento em 2 regiões e 8 estados.

·         Num universo de 100 mortes, mais da metade é decorrente da Covid-19.  








terça-feira, 13 de abril de 2021

Comércio Eletrônico

Com mais tempo em casa por causa do novo coronavírus, o comércio eletrônico cresceu muito. O número de empregos no mercado digital é 6x maior do que antes da pandemia!

Mais de 150 mil lojas virtuais foram criadas durante esse período de Pandemia! E a previsão do setor é que o novo patamar do comércio eletrônico e os empregos que ele criou, se manterão mesmo depois do fim da crise sanitária.

Consumidores se adaptando ao novo jeito de comprar, e os comerciantes se acostumando a novas possibilidades de vender



Estimativa: nos próximos 2 anos, o Brasil vai precisar de pelo menos 500 mil profissionais da área de tecnologia.

- o apagão foi causado pela transformação digital, acelerada pela Pandemia.

- comércio eletrônico, serviços de entrega, home office, comunicação, muitos serviços migraram para a Internet, e é preciso mais gente para manter esse mundo virtual.

- não tem mais volta, a gente terá que caminhar pra frente e se adaptar cada vez mais para a utilização dessas diversas plataformas de um mundo e vidas digitais e conectadas. 

·         À medida que os compradores trocavam:
- as prateleiras do comércio pela do mercado eletrônico.
- o restaurante pelo delivery.
- o escritório pela casa...
·         “Home Office” = é luxo de poucos brasileiros. Embora a pandemia tenha deixado um cenário de crise, quem ocupa uma vaga no topo do mercado de trabalho o vírus só mudou o jeito de trabalhar.
·         Os dados mostram que foi mais fácil manter o emprego e a renda para quem tem o currículo com nível superior.
·         A massa mais afetada do mercado de trabalho está nas ruas ou à espera de clientes: profissionais com pouca qualificação (mais facilmente descartadas pelo mercado de trabalho) ou trabalhadores informais (sem proteção nenhuma). Foram os primeiros a sentir a crise e ainda esperam sinais de recuperação. Quando bate a crise, sente imediatamente os efeitos em seus rendimentos.
·         Mulheres negras estão mais no mercado informal, tem menos garantias trabalhistas e com a Pandemia ficam numa situação mais vulnerável. São as primeiras a perderem o emprego.

·         Uma sociedade desigual e sem mobilidade, é uma sociedade mais estagnada. Quando você combate a pobreza de maneira eficaz, todo o ecossistema social prospera. Famílias com dinheiro aumenta o consumo e a produção. “Nós não somos um país pobre, somos um país extremamente desigual!”. 



quarta-feira, 7 de abril de 2021

EDUCAÇÃO: Relatório da Comissão da Câmara.

Estamos na maior crise que a educação já viveu no último século!

Um relatório da Câmara dos Deputados sobre os trabalhos do Ministério da Educação identificou uma redução nos investimentos durante a Pandemia. Exatamente quando aumentou a dificuldade de acesso dos estudantes mais pobres.

Num ano em que a Pandemia levou cidades a fechar escolas e adotar o Ensino Remoto, o Programa Educação Conectada do MEC, que tem o objetivo de ampliar a conexão de internet nas escolas, teve menos da metade das verbas do ano anterior (quando não havia pandemia).

Em 2020, o Governo também reduziu a verba de investimento em infraestrutura das escolas, que poderia ter financiado reformas e novos equipamentos para a retomada das aulas.


Também houve corte na Educação Superior (em 2020), na ordem de mais de R$ 134 milhões na verba de apoio a Universidades Federais. O Governo reduziu até os recursos repassados a Estados e Municípios para a preparação do ENEM/2020.


Também houve problema na gestão interna do próprio MEC, como a pouca experiência da Equipe. Os atuais ocupantes de cargos estratégicos do MEC são menos qualificados do que os de gestões anteriores. Por isso estamos assistindo a uma deterioração da capacidade de ação do MEC.

Se no meio de uma Pandemia e da clara necessidade de se fazer investimentos, nenhum passo mais concreto foi dado, quando é então que isso vai acontecer?