Quem sou eu
"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).
"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).
“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).
“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).
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terça-feira, 27 de novembro de 2018
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
As novas diretrizes para o Ensino Médio foram homologadas pelo MEC. E agora?
Outra ideia é dá ao aluno a opção de escolher uma área de conhecimento com a qual ele se identifica muito, a fim de poder se aprofundar já no Ensino Médio. Quando estiver em vigor, a carga horária será dividida em duas partes: a maior parte (60%) será base dos conteúdos que todo mundo terá que estudar; e a outra (40%), serão cinco opções oferecidas ao aluno para ele escolher uma delas para se aprofundar (segundo o MEC, cada município deve se organizar para oferecer no mínimo dois itinerários).
Um dos argumentos utilizados para essas reformas é o da evasão no Ensino Médio brasileiro, que gira em torno dos 12%. Com os adolescentes e jovens supostamente “familiarizados” com as novas tecnologias e seus aparelhos eletrônicos, a proposta é tornar o ensino mais atrativo e conectado. Rai ai... Agora, estão eles preparados para aprender conteúdos escolares e acadêmicos usando a internet? Terão eles disciplina e responsabilidade para fazer as aulas à distância? As escolas públicas conseguirão se organizar física e pedagogicamente para tornar isso concreto, real e de qualidade?
Embora embelezada pela modernidade, essa mudança não deve ocorrer imediatamente. Depende da aprovação da nova BNCC para o Ensino Médio (que está em discussão no CNE – Conselho Nacional de Educação). Questão de tempo? Sim! Deve demorar aí uns dois anos para efetivar nas escolas e talvez uma vida toda para ter grau de eficiência e qualidade, sobretudo nas escolas das margens.
Segundo o CNE, a aula a distância terá obrigatoriamente a coordenação de professores e em muitos casos deve ser oferecida na própria escola (a maioria delas sem laboratório de informática decente até hoje, diga-se de passagem). Com essas propostas de mudanças, o ENEM também será modificado para avaliar os conteúdos específicos (os tais itinerários). Entretanto, o exame só será alterado a partir de 2021.
As escolas conseguirão se organizar para oferecer essas cinco opções aos alunos (os tais itinerários) com qualidade? As tecnologias salvarão o ensino? Viveremos para ver?!
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Surrealismo Político: prognósticos, poder e realidade...
Vejamos:
- Teoria
da Conspiração. A
mídia não fracassou nem é vítima. Pelo contrário, vem tendo êxito com a utilização da
mesma "psicologia obscura e dissimulada" que elegeu Donald Trump, sob a
falsa alegação do “também não esperávamos por essa”. Isso mesmo,
para driblar o povo e os intelectuais, a mídia se transformou no “inimigo
oculto”. A revista Veja, por exemplo, nasceu na Ditadura Militar que a
Globo apoiou. E o motivo maior de assumir esse papel está no tópico
seguinte:
- O
Capital. As
partes mais produtivas do pré-sal já foram entregues previamente, por meio
de leilões, a grandes empresas estrangeiras, retirando o protagonismo da
Petrobras. Essa eleição não significa apenas uma eleição. Estamos falando
de algo muito maior: a garantia do entreguismo do país, da privatização e
dos lucros de grandes empresas e empresários sugados a longo prazo.
- A
ditadura da subjetividade. A cultura do ódio que “legitimou” o
impeachment de Dilma Rousseff é o sussurro do “inimigo oculto”, pois se
relaciona pela voz íntima que fala ao inconsciente. Sempre me questionei
sobre o interesse da Globo “defender” abertamente a homossexualidade e
supostamente “combater” o machismo e o racismo (esses dias a novela
"O Segundo Sol" estava dizendo que "negro combina com
pobreza", a um título de exemplo). Hoje, encontro três razões para a
questão:
- Globo
alia a B e “une sem se juntar” com a Record (sem declarações: estão no centro do palco, mas "invisíveis" aos telespectadores distraídos com novela e muita música). É verdade que,
politicamente, a Globo se enfraqueceu bastante batendo injustamente no PT.
Por isso mesmo ela deixou de fazer cerimônia com o PSDB (com quem veio dividindo o poder econômico, mas que agora
o quer só para si. Aliás, a ideia de pacto com B é justamente essa: a Globo
quer conduzir a economia do país, coisa que B já deixou bem claro nas entrelinhas). É verdade que B não é esperto o suficiente para
imaginar um “pacto perfeito” com a Record
(a ideia foi da Globo). Também
é verdade que há anos ela vem disputando o mercado televisivo no Brasil
com a Record. Particularmente, do ponto de vista técnico, as produções da
Globo são muito melhores que as da Record (o nível de produção das telenovelas,
dos telejornais e dos programas de entretenimento como a nova plataforma
do Gshow que está investindo pesado em séries). Entretanto, a força da
Record vem do aspecto religioso, ponto que a Globo encontrou os mecanismos
para se aliar temporariamente (vide a ditadura da subjetividade acima). Em
resumo, a Globo engoliu a Record nessa eleição para colocar B lá. Ela bateu politicamente em
parte da população petista/esquerda e agora está USANDO a outra parte (o
das minorias historicamente
excluídas) pelo viés religioso moralista da Record (xeque-mate!). E
todo mundo acreditando que a Globo não tem lado, que apenas está fazendo a mediação do processo eleitoral, e que realmente se importa com os negros, os
marginalizados da periferia e os homossexuais, como vem discursando de
forma rala nos últimos anos (isso só até o segundo turno passar).
- Conhecer
o inimigo. A
direita não só conhece bem os princípios neoliberais e capitalistas, como
estuda a miúdo e detalhadamente a esquerda (e nesse ponto acho que o
PT/Esquerda ainda não soube fazer o mesmo a seu favor, estratagema que
sigo). Depois, infiltra-se nela para trazer à tona todas as suas
fraquezas. Duvido de espiões infiltrados na esquerda para desmoralizar sua
reputação ética. Parte da corrupção, dos escândalos e das delações foi
forjada pelo inimigo. A morte de Eduardo Campos nas eleições passadas,
mas, também, a morte de Marielle Franco e do Ministro Teori Zavascki, bem como
a manipulação do STF pela presidente Cármen Lúcia que por lá passou e
agora a estratégica posição da ministra Rosa Weber na presidência do TSE
(que, diga-se de passagem, foi o voto fatal da prisão de Lula) são
indícios disso. Essa questão leva à pior de todas:
- Manipulação
do TSE. O
maior risco que corremos é o de uma (parte, um empurrãozinho) votação
fraudulenta em B diante de um segundo turno bem pareado e disputadíssimo.
O impeachment, ou melhor dizendo, o golpe em Dilma e a prisão injusta de
Lula são sinais evidentes de que farão de tudo para evitar a vitória de Fernando
Haddad. Essa lição veio da reeleição de Dilma, pois eles sabem claramente
da chance do PT voltar ao poder. Não está descartado o “crime perfeito” de
uma eleição muito bem forjada. Portanto, se todos os aspectos anteriores
não forem suficientes para garantir a permanência da mídia/B/direita no
poder pelo viés "legítimo, transparente, democrático", esse mecanismo não está descartado como “última alternativa” (pois,
é muito mais interessante um ditador no poder pelas próprias vias “democráticas”,
muito bem forjadas, mas “justamente democráticas” e justificáveis. Todavia, se fizer necessário...). Quero dizer que, numa primeira tentativa,
a ideia é eleger Bolsonaro pela via “legítima” da Democracia pelo
termômetro das pesquisas de intenção de voto. Se não for possível, virá o
plano B (fraude das urnas que tentaram nos vender como 100% seguras).
- Quero
muito errar, e acreditar com firmeza que a nossa jovem democracia é
confiável e segura em seus sistemas de apuração com a vitória de Haddad.
Pois, se ele vencer, cairá por terra o sentimento que tenho de que “tudo está dominado e sob controle nas
mãos deles”.
- A
grande verdade. A
mídia está montando um grande cenário de "novela nacional" com
desfecho incerto de final de capítulo, o mesmo clima criado nas
eleições dos EUA. “Todo mundo esperançoso, primando por um resultado
(Hillary Clinton) e veio outro (Trump)”, supostamente surpreendendo as
próprias agências de notícias (mentira!). A mídia que joga no Brasil é
prima-irmã da dos EUA (tudo farinha do mesmo saco). Estou muito
pessimista, e se eu dormir hoje e acordar na próxima segunda-feira com
Bolsonaro no poder, não ficarei surpreso. Tomara que esse pesadelo não
aconteça! Mas, seria preciso não dormir, e permanecer em vigília constante
porque TODOS ELES ESTÃO AGINDO NA CALADA DA NOITE. Conseguiremos
permanecer acordados até ao final do segundo turno? E depois dele, teremos
alguma noite de sono tranquilo?
- Religião não serve para
justificar pobreza. Quando o governo ignora o povo e o desespero
bate à porta das pessoas o consolo vem da religião. A carência absoluta
(de bens, de educação, de trabalho e das condições dignas de vida) empurra
o povo para a fé porque ela simboliza a esperança em dias melhores. É
preciso acreditar em uma força superior, divina, que supostamente
oferecerá solução para problemas sociais de responsabilidade do Estado e
do Poder Público? São nos lugares muito pobres que costuma reinar a “fé
cega”. Portanto, a religião é uma resposta a alta necessidade de esperança
que pode até servir para a morte, o sentido da vida, a doença, o medo...
Mas, imprestável para canalizar a desigualdade social humana. Até nossa
crença precisa ser crítica, pois uma coisa é ter fé; outra coisa é ser
manipulado por ela. Empobreceu o povo brasileiro, de recursos e de
espírito, para então pregar o nacionalismo e os valores como salvação,
apelando à religião o golpe de misericórdia na democracia. Sendo assim,
não deixa sua fé colocar um ditador fascista no poder. É preciso observar
o contraste entre os que professam o amor pela pátria e aqueles que de
fato o praticam. Vote 13!







