Quem sou eu

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São Francisco do Conde, Bahia.
PsicoPedagogo.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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terça-feira, 4 de abril de 2023

Os avanços da Inteligência Artificial (I.A.)

Queremos uma pausa nos experimentos com IA!

Carta assinada contra experimentos de IA já tem mais de 1300 signatários (cientistas, empresários de tecnologia e representantes do meio acadêmico), inclui, além do dono da Tesla, Steve Wozniak, Oxford, Cambridge, Stanford, Columbia, Google, Microsoft, Amazon e até o historiador Yuval Noah Harari.

·       Os sistemas de IA com inteligência competitiva humana podem representar riscos profundos para a sociedade e a humanidade;

·       A IA avançada pode representar uma mudança profunda na história da vida na Terra e deve ser planejada e gerenciada com cuidados e recursos proporcionais;

·       Laboratórios de IA travados em uma corrida descontrolada para desenvolver e implantar mentes digitais cada vez mais poderosas que ninguém – nem mesmo seus criadores – pode entender, prever ou controlar de forma confiável;

·       Os sistemas contemporâneos de IA estão se tornando competitivos para humanos em tarefas gerais, e devemos nos perguntar: devemos deixar que as máquinas inundem nossos canais de informação com propaganda e falsidade? Devemos automatizar todos os trabalhos, incluindo os satisfatórios? Deveríamos  desenvolver mentes não-humanas que eventualmente nos superassem em número, fossem mais espertas, obsoletas e nos substituíssem? Devemos arriscar perder o controle de nossa civilização?

·       Tais decisões não devem ser delegadas a líderes tecnológicos não eleitos;

·       Sistemas poderosos de IA devem ser desenvolvidos apenas quando estivermos confiantes de que seus efeitos serão positivos e seus riscos serão administráveis;

·       "Em algum momento, pode ser importante obter uma revisão independente antes de começar a treinar sistemas futuros e para os esforços mais avançados concordar em limitar a taxa de crescimento da computação usada para criar novos modelos". Nós concordamos. Esse ponto é agora.

·       Portanto, pedimos a todos os laboratórios de IA que parem imediatamente por pelo menos 6 meses o treinamento de sistemas de IA mais poderosos que o GPT-4 . Essa pausa deve ser pública e verificável e incluir todos os principais atores. Se tal pausa não puder ser decretada rapidamente, os governos devem intervir e instituir uma moratória.

·       A pesquisa e o desenvolvimento de IA devem ser reorientados para tornar os sistemas avançados e poderosos de hoje mais precisos, seguros, interpretáveis, transparentes, robustos, alinhados, confiáveis ​​e leais.

·       Paralelamente, os desenvolvedores de IA devem trabalhar com os formuladores de políticas para acelerar drasticamente o desenvolvimento de sistemas robustos de governança de IA. Estes devem incluir, no mínimo: autoridades reguladoras novas e capazes dedicadas à IA; supervisão e rastreamento de sistemas de IA altamente capazes e grandes conjuntos de capacidade computacional; sistemas de proveniência e marca d'água para ajudar a distinguir o real do sintético e rastrear vazamentos de modelos; um ecossistema robusto de auditoria e certificação; responsabilidade por danos causados ​​pela IA; financiamento público robusto para pesquisa técnica de segurança de IA; e instituições com bons recursos para lidar com as dramáticas perturbações econômicas e políticas (especialmente para a democracia) que a IA causará.

Urbanismo Social.

 

Urbanismo social tem a ver com o desafio de melhorar a qualidade de vida das pessoas nas periferias. Isto é, lidar com os problemas de moradias precárias, violência, falta de oportunidades... Pois, quando o poder público decide resolver o problema, vários obstáculos aparecem:

1)     Disputas políticas que fazem os projetos pararem, quando sai um prefeito e entra outro;

2)     O costume de chegar com o projeto pronto sem ouvir as necessidades da comunidade;

3)     E tem a falta de um olhar integrado, que consiga reunir, por exemplo, educação, cultura, esportes e emprego.

Enfim, no “Urbanismo Social” a busca de soluções passa pela comunidade, organizações da sociedade e o poder público. Você desperta a potência positiva da favela, a partir dos seus moradores.

O Pacote de Fernando Haddad.

O Novo Arcabouço Fiscal de Haddad.

A diferença de um Governo Progressista se faz sentir nas medidas tomadas para arrecadação. Enquanto a extrema-direita suga o dinheiro dos mais pobres e dos servidores públicos (área social e estatal), Lula deseja taxar onde os mais ricos pisam.

Para equilibrar as contas públicas brasileiras, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz que o país precisa aumentar as receitas em até R$ 150 bilhões. De onde tirar essa grana?  

1)     Taxação de quem vende na Internet, driblando as regras tributárias (contrabando). Combatendo isso, pode-se gerar uma arrecadação extra de R$ 7 a R$ 8 bilhões.

2)     Proibir empresas que recebem incentivos fiscais concedidos pelos Estados, possam abater esse crédito da base de impostos federais. Apenas o dinheiro que vai para investimento e não custeio continuaria a ser abatido. Seriam mais R$ 85 a R$ 90 bilhões por ano.

3)     Cobrar imposto das apostas eletrônicas. Podendo gerar mais R$ 15 bilhões ao ano.

Outras medidas adicionais para compor a arrecadação virão. Afinal, o Governo deseja aprovar no Congresso a Reforma Tributária. E não será aumentar mais impostos para os pobres nem alíquotas para atingir esse objetivo. Basta cobrar apenas de quem não paga. A intenção é acelerar a queda dos juros e aquecer a economia.

Enfim, é meta do Governo Lula zerar o saldo negativo das contas públicas até 2024! E toma investimentos no social! Heheheheheeee...

segunda-feira, 3 de abril de 2023

Contrabando e Pirataria no Brasil.

Contrabando e pirataria cresceram no Brasil. Sonegação de impostos. Os prejuízos para o comércio e a indústria passaram de R$ 345 bilhões em 2022. Perda de arrecadação de impostos mais o que as empresas regularizadas deixaram de faturar. Associação Brasileira de Combate à Falsificação.

20 setores são os mais prejudicados. Os maiores são: 


Enfim, a fiscalização hoje tem dois desafios principais: 1) fiscalização das fronteiras; 2) a falsificação aqui mesmo, no território nacional. Outro desafio é o controle do comércio on-line, feito por empresas de fora do Brasil. O mercado clandestino também coloca em risco a saúde dos consumidores, pois em caso de intoxicação por um produto pirata os médicos ficam muitas vezes sem saber como ajudar os pacientes.

Mercado de trabalho e envelhecimento da população.

 

·       Um dos grandes desafios atuais do mercado de trabalho – o envelhecimento da população. Muitos países da Europa já recorrem aos imigrantes para preencherem as vagas que seus cidadãos não dão conta de preencher. Iniciativas de países, como Canadá e Portugal, para enfrentar o envelhecimento da população. Os governos estão recrutando imigrantes para o mercado de trabalho.

·       Quem faz a economia de um país girar quando os habitantes começam a envelhecer e se aposentar? O alto crescimento da população canadense deve 96% aos esforços dos governo canadense no recrutamento de imigrantes ao mercado de trabalho (que recebe + meio milhão de habitantes até 2025). Enquanto isso, Portugal é o 3º país mais velho da Europa, atrás da Itália e da Alemanha.



10 anos de PEC das Domésticas.

 

Já 10 anos, e a PEC das Domésticas não conseguiu reduzir a informalidade. 3 em cada 4 trabalhadores ainda não têm a carteira assinada (a cada 4 trabalhadores, apenas 1 está formalizado). A informalidade continua sendo um desafio. As dificuldades econômicas e a pandemia contribuíram para isso. Muita gente perdeu o emprego e voltou à informalidade. Hoje, no Brasil, 4.399.000 trabalhadores domésticos estão na informalidade.

Enfim, as trabalhadoras domésticas sem carteira assinada ganham 40% a menos dos que a com carteira assinada (IBGE).

Dados do IBGE mostram que o Brasil tem quase 6 milhões de trabalhadores domésticos. Um contingente maior do que a população inteira de países europeus, como Noruega, Dinamarca e Finlândia. 

Somadas, as mulheres pretas e pardas são maioria. 

“O trabalho doméstico sempre esteve presente na cultura brasileira, desde o período escravocrata. E, é muito importante que a gente reconheça essa PEC enquanto uma agenda de avanços de direitos”. 

Nesse mês de abril está completando 1 década a Lei que garante os Direitos Trabalhistas e empregados domésticos (promulgada em abril de 2013, Emenda Constitucional Nº 72, tornou obrigatório o que já era direito dos outros trabalhadores brasileiros). Foi uma conquista social de importância enorme no Brasil. Mas, nos últimos 03 anos diminuiu o número dos que trabalham com carteira assinada.

Servir, cuidar, amparar, proteger... Porém, o cuidado que ofereceu a tanta gente não rende o registro na Carteira de Trabalho. Por quê? 

Porém, mesmo com os avanços, os desafios ainda são enormes. Afinal, o salário médio da doméstica ainda é -61,3% menor em relação ao de outros trabalhadores. E hoje, 3 em 4 dessas profissionais trabalham sem carteira assinada. 



Bolsa Família 2023!

 O ponto forte do Bolsa Família sempre foi o foco: fazer o dinheiro chegar a quem mais precisa. Foi isso que permitiu a um programa que custava em torno de 0,4% do PIB gerar R$ 1,78 por cada real nele investido (FGV Social).

Assim, é um instrumento vital na redução da pobreza extrema no Brasil:

“Pelos últimos dados do IBGE, havia em dezembro do ano passado 12,47 milhões de brasileiros em situação de miséria ou pobreza extrema, definida pela renda mensal per capita de até R$ 208 mensais. Se o novo Bolsa Família já estivesse em vigor, haveria 3 milhões a menos de pobres e miseráveis”.

Tudo bem, mais recursos! Mas, não pode perder foco e eficácia. É preciso cobrar contrapartidas: frequência escolar e carteira de vacinação.

“Além do valor de R$ 600,00 destinados a cada família, serão distribuídos R$ 150,00 por criança de até 6 anos e R$ 50,00 por filho de 7 a 18 anos ou gestante. O benefício médio, pelas contas do governo, ficará em R$ 714. O orçamento à disposição do Bolsa Família, que já havia triplicado de R$ 35 bilhões para R$ 100 bilhões, recebeu novo incremento para R$ 175 bilhões. Como resultado do pente-fino no Cadastro Único dos beneficiários de programas sociais, o governo afirma ter retirado do programa 1,5 milhão de famílias. O objetivo é atender 20,9 milhões de famílias ou cerca de 55 milhões de brasileiros”.

Por que assim? Porque é preciso um benefício variável para crianças e jovens até 17 anos, maior nas faixas de 15 a 17, para que possam concluir o Ensino Médio. Outra ideia é um Benefício de Superação da Pobreza Extrema, para complementar uma quantia mínima por integrante da família.

No curto prazo, o aumento do Bolsa Família favorecerá as economias locais de regiões rurais. O efeito agregado deve ser mais diluído, mas ainda assim deverá aumentar o consumo das famílias em torno de 3%. Será um alento. Mesmo assim, ao tentar atender 55 milhões ante uma população de 12,5 milhões na pobreza extrema, o programa poderá trazer mais popularidade merecida ao governo Lula e mais dignidade necessária ao povo carente desse país!

Enfim, baixa às desigualdades sociais no Brasil!  

domingo, 2 de abril de 2023

Esse Novo Ensino Médio...

 

Puseram uma estreita camisa de força no Ensino Médio. De um lado, amarrou o ensino integral com ampliação da carga horária e, do outro, um nó de reformulação do currículo com formações específicas.

Com um currículo dividido em 2 blocos, no 1º com matérias básicas, como português e matemática; no 2º com disciplinas de formação técnica, profissional ou programas interdisciplinares para aprofundar o conhecimento. Nos 03 anos, a formação básica ficou com uma carga máxima estipulada em 1.800 horas/aula - que precisam ser o piso alocado para as disciplinas, não o teto, de modo que os alunos recebam a formação básica essencial.

Com a expansão da carga horária, os itinerários formativos acabaram ficando em algumas escolas com uma grande proporção da carga horária. Preocupados com o vestibular, alunos têm protestado com razão. Ainda que bem-intencionada, a estrutura desses itinerários formativos ficou demasiadamente flexível, dando margem ao surgimento até de cursos para fazer brigadeiro.

Enquanto isso, o desempenho dos alunos do 3º ano é sofrível. Está estagnado desde 2001, segundo o Saeb. Os estudantes com nível adequado não passam de 10% em Matemática e de 30% em Português.

Ou seja, é preciso repensar esses itinerários formativos. O técnico não pode se sobrepor ao formativo. O que fizeram com os componentes das Ciências Humanas? O governo federal (MEC) tem de aumentar o apoio aos estados para que prestem mais ajuda aos professores, formados para atuar numa escola distante da necessária para um ensino médio humano, social e crítico, não apenas profissionalizante e técnico. É preciso ainda promover mudanças profundas na formação inicial e reforçar programas de atualização continuada. Um novo currículo é paralelo com a formação continuada de professores e infraestrutura para viabilizá-los.

Enfim, a direita quer que fique como está. A esquerda deseja mudanças, necessárias e urgentes!

quarta-feira, 29 de março de 2023

O padrão de ataques em escolas.

São mais de duas dezenas de atentados contra escolas brasileiras em 20 anos.!

Padrão do medo: a violência nas escolas.

·       Massacres em escolas estão ligados às Redes Sociais;

·       Os ataques têm características de agressões inspiradas no extremismo de direita;

·       Os agressores mostram influência de discursos e atitudes da extrema direita, disseminados por grupos na Internet;

·       As intenções violentas são anunciadas nas redes, geralmente exaltando outros atacantes e acompanhadas do uso de símbolos associados a neonazistas (usam os mesmos símbolos e as mesmas referências);

·       Há uso de acessórios incomuns, como máscara negra com o desenho de uma caveira cobrindo o rosto (símbolo associado a supremacistas raciais dos EUA);

·       As ações governamentais devem considerar e tratar esses episódios como de extremismo de direita e não terrorismo (termo que vem sendo usado pela literatura especializada e pela ONU);

·       Todos os casos tiveram ações com grupos, o que pode ser uma dupla. Existe uma núcleo do ataque e uma comunidade favorável;

·       Há motivações ocultas. O agressor alega ter sofrido bullying, ser alvo de chacotas por alguma característica (cabelo, porte físico, etc.), internalizando aí um perfil de violência;

·       Eles recebem ajuda ou são incentivados por terceiros a cometer os atentados (via redes sociais)?

·       Há sinais de desestruturação familiar (pais que brigam em casa e que agridem o estudante, criando nele revolta e ódio);

Como prevenir?

·       Comunidades escolares e parentes precisam ser ensinados a identificar mudanças comportamentais nos jovens e a observar o conteúdo digital consumido por crianças e adolescentes (o aluno agressor de Elisabeth Tenreiro já planejava o ataque há cerca de 02 anos e vinha tentando comprar uma arma de fogo, “eu tinha uma tesoura, além da máscara, e treinava os golpes em um travesseiro”);

·       Criar grupos terapêuticos e espaços de acolhimento em escolas, com psicólogos (“guardei muita tristeza e ódio”);

·       Regulação emergencial para retirada de postagens na Internet com conteúdos sobre ataques a escolas. Há publicações com ameaças que precisam ser rapidamente banidas. As plataformas precisam monitorar as postagens e excluir os conteúdos, a exemplo do que já é feito em casos de pedofilia. É preciso discutir de forma mais ampla e profunda o tema com representantes das empresas.

·       O Ministério da Justiça também colocou no ar uma página da Internet para receber denúncias e informações sobre ameaças e ataques a escolas: mj.gov.br/escolasegura. Todas as denúncias são anônimas e as informações serão mantidas sob sigilo. 

“De certa forma, ao cometer um crime pavoroso, eles saem da condição anônima de jovens rebaixados, se inscrevem nessa história de assassinos célebres e conseguem o reconhecimento que tanto procuram. Por meio de um expediente criminoso, conseguem se fazer ouvir e externar sua dor – inflingindo uma dor imensa às vítimas e suas famílias. A busca de reconhecimento pelos pares deve ser o que faz com que os atentados aconteçam em escola (e não em centros comerciais ou noutros locais públicos). Querem se comunicar e impressionar outros adolescentes –e não nós, os adultos”. 

·       O que move adolescentes e crianças a cometer assassinatos em massa? Os agressores normalmente (mas nem sempre) têm problemas mentais, de tipos diversos, e enfrentaram um período recente de forte adversidade social (bullying, desemprego ou humilhação) ou agravamento de sua condição psicológica. Só de uns para cá alguns respondem a essas situações planejando e executando massacres.

·       Há nos agressores um sentimento de onipotência na idealização dos massacres. Há aí uma imaginação de exercício de poder de vida e morte sobre os colegas, como um Deus.

·       Há uma busca de reconhecimento, uma espécie de redenção, de salvação por meio do crime mais abjeto. Muitos agressores participam de comunidades virtuais com outros jovens que cultuam massacres passados. Algumas dessas comunidades parecem ser organizadas por adultos (um instigador).

·       Há uma realidade subjacente de sofrimento e opressão que é a verdadeira causa destes atentados. Estamos falhando enquanto sociedade. É bastante claro que não se trata apenas de distúrbio psicológico dos agressores, mas de um a moléstia social do nosso tempo.

·       Instituições investem em detectores, seguranças armados, treino e catracas.

Como reagir e tratar esses casos?

O que fazer para preveni-los?

Por que se tornaram frequentes no Brasil?

- A disseminação de uma cultura de violência e uma crise geracional de saúde mental entre jovens, ambos potencializados pelo “território livre” das redes sociais, além de dados conjunturais brasileiros como a facilitação do acesso às armas.

- Clima de violência é fruto dos instintos despertados pelo bolsonarismo.

- O novo Governo precisará reduzir arsenal em poder da população. A facilitação da compra de armas também alimentou o crime organizado – e a sociedade continua mais ameaçada. O destino de boa parte das armas compradas legalmente tem sido as organizações criminosas, graças ao “liberou geral” ou à permissividade das novas normas do Governo Bolsonaro relativo ao acesso às armas. Os CAC’s ou supostos “cidadãos de bem” têm usado registros legais para abastecer o já extenso arsenal de milícias. Enfim, da fábrica ao crime.

- Tamanho e letalidade do arsenal. A facilitação para compra, posse, porte e transporte de armas e munições promovida no governo Bolsonaro fez disparar os números. De dezembro de 2018 a julho de 2022, a quantidade de armas com CACs subiu de 350.683 para 1.006.725, um aumento de 187%. Mudanças na legislação permitiram a cada CAC comprar até 60 armas. Assim, está em circulação um arsenal, que inclui armas pesadas, como fuzis, cujo uso deveria permanecer restrito.

- Histórias banais que se transformaram em tragédias porque havia em cena uma arma.

- A tarefa não é nada fácil. O Governo precisará agir em várias linhas, como dificultar a compra de novas armas e de tentar conter a profusão de CACs, além de agir para reduzir o arsenal existente. Afinal, com tantas armas nas mãos de cidadãos sem treinamento para usá-las, ou de milicianos e traficantes treinados em suas guerras particulares, a sociedade permanece sob risco constante.

Enfim, “é dever dos municípios manter a segurança nos ambientes escolares municipais e, o atentado em escolas, só evidencia a falha da prefeitura”. Afinal, é dever dos agentes municipais evitar o acesso ao ambiente escolar de pessoa que porta arma ou que ponha em perigo a vida das pessoas.

sábado, 18 de março de 2023

“O fruto da eterna juventude”.


Goji berry (ou baga de goji, em português) é tida como o novo “elixir da juventude”. É uma pequena fruta vermelha com origem na China antiga (onde já era utilizada para fins medicinais, aumentar a longevidade e tratar problemas respiratórios e cardiovasculares), desidratada se assemelha às passas, com sabor doce, conhecida por fortalecer o sistema imunológico e prevenir o envelhecimento das células do corpo. Virou atração do momento por concentrar grandes quantidades de antioxidantes e possuir composição nutritiva completa, com macro e micronutrientes. Consumo viralizou entre adeptos de um estilo de vida saudável, e pode ser encontrada em pó, em suplementos e ingrediente em doces.

A fruta vem de uma planta conhecida como Lycium barbarum, um tipo de arbusto característico de climas temperados, que cresce de maneira selvagem no Himalaia e nas regiões do Tibete e da Mongólia, na Ásia. Ela gera energia e mantém os tecidos vitais do corpo: 65% são carboidratos, 15% proteínas (incluindo todos os aminoácidos essenciais) e 10% de gorduras insaturadas. Também contém minerais como o potássio, cálcio, zinco, magnésio e ferro. Componentes antioxidantes e anti-inflamatórios que retardam o envelhecimento celular e protegem a microbiota intestinal, grupo de microrganismos alojados no cólon, responsáveis por regular as funções do organismo e mantê-lo em equilíbrio. À lista, unem-se também as vitaminas do grupo B e C, necessárias para fortalecer o sistema imunológico e prevenir o desenvolvimento de doenças e infecções. Além disso, a fruta ainda é aliada da visão, pois possui carotenoides (pigmentos orgânicos que dão cor aos alimentos, como no caso da cenoura, do tomate e da gema do ovo) e flavonoides, compostos naturais que fazem parte das plantas, e que protegem o cérebro e o coração. Graças às suas substâncias, o goji berry é usado para tratar doenças como diabetes, auxilia na perda de peso e no cuidado da pele.

Enfim, são diversos os benefícios estéticos e físicos da frutinha, graças ao seu alto índice de componentes bioativos. Todavia, consuma com moderação (15 mg) e dentro de uma dieta saudável, pois ainda não há evidências científicas acabadas sobre o seu consumo a longo prazo.