Quem sou eu

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São Francisco do Conde, Bahia.
PsicoPedagogo.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 18 de março de 2023

21 de Março: Dia Mundial e Nacional da SD.

 

1 em 800 pessoas tem Síndrome de Down (SD), causada pela presença de 3 cromossomos 21 (em vez de ser apenas 2). Há 235 genes situados nesse cromossomo (21) que produzem (em dose tripla) proteínas que causam a SD (pesquisas recentes buscam “desligar” ou silenciar esse terceiro cromossomo 21 extra pelo aumento da formação de neurônios ou célula da medula óssea, também ofertando gonadotrofina (GnRH) e até modificando geneticamente camundongo para conseguir respostas de como devolver mais qualidade e tempo de vida para essas pessoas). 

Essa síndrome é uma condição genética que leva à incapacidade intelectual, mas não só. As principais comorbidades dessas pessoas, além da dificuldade cognitiva, são: prevalência aumentada de cardiopatia aumentada, leucemia, doença de Alzheimer precoce, infertilidade e perda de olfato. A causa da SD foi descrita pelo pediatra e geneticista francês Jérôme Lejeune, em 1958. 

Enfim, por mais respeito, inclusão e cuidados com essas pessoas!

domingo, 5 de março de 2023

Uber e 99: serviço de mototáxi.

As empresas de aplicativos de transporte Uber e 99 anunciaram, no início do ano, que passariam a oferecer serviço de mototáxi nas duas maiores cidades do país.

- é preciso elaborar estudos consistentes para embasar decisões (quais serão os impactos no trânsito e no sistema de saúde?);

- a regulamentação deve colocar segurança em primeiro lugar;

- “Essas empresas visam somente ao lucro, sem prestar as devidas contrapartidas aos trabalhadores e órgãos públicos”.

- A Uber disse que seu serviço de transporte de passageiro em motos começou em Aracaju em novembro de 2020 e funciona em 160 municípios brasileiros; e a 99 dez que 1,3 milhão já usa a modalidade (há muita demanda pelas motos como transporte complementar para deslocamento com origem ou destino em terminais de ônibus, trens e metrô).

- O serviço desempenha papel relevante para a sociedade: ocupação para muitos brasileiros, ampliação da oferta de meios de deslocamento; a concorrência funciona em prol do consumidor;

- A chegada das empresas mexeu com o mercado, obrigando taxistas a melhorar o serviço e a praticar tarifas mais competitivas.

Enfim, e a questão ambiental? Não seria mais democrático e sustentável investir em transporte coletivo? Afinal, em nome da liberdade individual o clima do planeta vem sofrendo as pressões com a emissão de gases poluentes.

Violência contra as mulheres.

Indicadores pioraram: os casos de violência contra as mulheres têm crescido no Brasil.

Apesar da legislação moderna, houve alta na violência contra mulheres. De agressões verbais a feminicídios, os responsáveis pela violência são em geral: o ex, companheiro atual, pai ou mãe. Um dos fatores que explicam o aumento é a resposta ainda tímida das vítimas, que geralmente não fazem nada ou buscam apenas a ajuda de familiares ou amigos.

03 causas para o agravamento do problema:

1.     O fim do financiamento a políticas públicas de proteção às mulheres (durante o governo Jair Bolsonaro);

2.     A pandemia, que afetou serviços de proteção e expôs as vítimas ao convívio com seus agressores por força do isolamento;

3.     A ação de movimentos ultraconservadores que estimulam comportamento machista.

Ações:

·       Legislação:

- Lei Maria da Penha.

·       Campanhas:

- “Chega de fiu-fiu”;

- “Não é não”.

·       Políticas de proteção.

- Estado e setor privados eficientes.

·       Eficiência das autoridades.

- Ativar delegacias das mulheres.

O comportamento masculino tóxico ganhou vulto. Seja através do assédio, com cantadas ou comentários desrespeitosos nas ruas, no trabalho, no transporte público ou em festas; seja através de ofensa verbal, perseguição, chutes e socos, espancamento ou tentativa de estrangulamento, ameaça com faca ou arma de fogo, lesão por objetos, esfaqueamento ou tiro...

Enfim, por que, apesar da visibilidade maior desse tema na sociedade, os indicadores têm piorado? Só superaremos o problema quando evitarmos os crimes. E, para isso, é preciso agir em várias frentes. Porém, não adiantarão ações isoladas em bolhas se, no conjunto, as motivações sociais insistirem em reprimir as mulheres.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Padrão de mortalidade alterado.

Padrão de mortalidade foi afetado pela Covid-19.

A pandemia afetou o padrão de mortalidade de várias outras causas de morte, direta e indiretamente.

De forma direta, temos as comorbidades ou condições específicas que aumentaram o risco de morrer por Covid-19, como câncer, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, diabetes, hipertensão, transtornos mentais e comportamentais, obesidade, gravidez, doenças pulmonares e doenças do sistema renal. Portanto, as mortes por Covid-19 podem levar à redução da mortalidade por essas causas no curto prazo.

De forma indireta, algumas causas podem ter tido um excesso de mortalidade durante a pandemia devido às consequência da Covid longa, interrupções na atenção básica e ações preventivas, atendimento inadequado (escassez de equipamentos, pessoal e falta de leitos), aumento da má nutrição, redução da prática de exercícios físicos, diagnóstico tardio e potenciais consequências decorrentes da perda de emprego e redução de laços sociais.

De um modo geral:

·       Quedas na esperança de vida ao nascer em 2020, 2021 ou ambos os anos foram observadas na grande maioria dos países (uma exceção é a Austrália).

No Brasil: (obs: essas mudanças não foram uniformes).

·       Observamos um aumento nas taxas de mortalidade por gravidez, parto e puerpério, diabetes, hipertensão arterial e doenças renais;

·       A tendência de declínio das taxas de mortalidade por transtornos mentais se reverteu. O aumento das taxas de mortalidade por transtornos mentais e comportamentais foi mais acentuado entre homens na região Nordeste;

·       Flutuações típicas nas taxas por gripe, pneumonia e outras doenças respiratórias não foram observadas;

·       Houve redução para grupos de causas relacionadas ao sistema digestivo, rim e sistema urinário, neoplasias e coração e acidente vascular cerebral (enquanto mortes por doenças cardiovasculares aumentaram nos EUA durante a pandemia, no Brasil houve redução);

O Brasil retornará em 2023 aos níveis de mortalidade observados antes da pandemia. Entretanto, permanece a incerteza sobre a magnitude e a duração das consequências da Covid longa e do aumento da pobreza e da fome.

Enfim, vamos precisar de ações fundamentais para mitigar as consequências indiretas da Covid-19 em outras causas de morte. Entre elas:

A)   a equidade;

B)    a normalização dos atendimentos e serviços que foram interrompidos durante a pandemia;

C)    a melhoria do atendimento à saúde mental;

D)   o fortalecimento da atenção básica;

E)    a vigilância e o uso da informação para guinar políticas e programas.

Todo um investimento necessário para garantir a melhoria da saúde da população e a sustentabilidade futura do SUS!

domingo, 26 de fevereiro de 2023

5ª dose: vacina bivalente contra a Covid-19.

Mais uma dose

Campanha vacinal 2023: é preciso aumentar a cobertura vacinal no país! 

As novas vacinas bivalentes são versões adaptadas que ampliam a proteção, pois metade tem a mesma das doses anteriores (a Cepa original do Sars-CoV-2) e a outra metade o material da variante Ômicron (BA.1), feitas pelos laboratórios da Pfizer e da Moderna. Para determinados grupos, será indicada uma 5ª dose de reforço com elas (as outras 4 são com os imunizantes originais ou monovalentes, feitas com apenas a primeira versão do novo coronavírus). A vacinação no país adaptou-se às novas evidências científicas sobre a duração da proteção e necessidade de doses adicionais. Com isso, a proteção é ampliada.

Sobre essa 5ª dose:

·       Aqui no Brasil, por enquanto apenas o imunizante da Pfizer está liberado pela Anvisa para a 5ª dose para grupos específicos de maior risco (grupos prioritários), recomendação e oferta pelo Ministério da Saúde;

·       Ela pode tanto substituir a 3ª ou a 4ª dose daqueles que estão atrasados (3ª dose no caso de crianças de 5 a 11 anos, adolescentes de 12 a 17 anos e adultos com mais de 18 anos; ou 4ª dose para aqueles com mais de 40 anos), como ser uma 5ª para quem está com o esquema anterior em dia e faça parte dos grupos prioritários definidos. O intervalo é de 4 meses após a última e pode ser feita atualmente em todos os postos de vacinação no país;

·       Por ora, o imunizante bivalente não será ofertado para a população em geral, apenas os grupos prioritários definidos abaixo (que precisa estar com o esquema vacinal de 4 doses em dias com o imunizante monovalente original seja da Pfizer, AstraZeneca, Janssen e Coronavac), pois, ainda não há benefício comprovado de ganho de eficácia com a imunização com reforço bivalente em comparação à formulação original;

·       Há dúvidas se será indicada uma nova dose (que para a maioria das pessoas seria a 5ª) do imunizante original. Isso é alvo de debate, mas ainda não foi decidido;

·       Em relação à possibilidade de uma vacinação anual, como a da gripe, ainda precisamos acompanhar mais a evolução do vírus da Covid-19 para entender;

·       Os grupos elegíveis para a bivalente, porém, não são os mesmos de etapas anteriores da vacinação contra a Covid-19. Pessoas com comorbidades, por exemplo, não estão contempladas. O mesmo em relação a profissionais da educação. Todos a partir dos 12 anos;

·       A bivalente da Pfizer (única aprovada pela Anvisa até agora) não estará disponível na rede privada para quem não for do grupo de risco, pois foi autorizada para uso emergencial e destinada preferencialmente para o SUS;

·       Além do reforço com a vacina bivalente contra a Covid-19 a partir dessa segunda-feira (27/02), também terá aplicação contra a gripe e multivacinação nas escolas contra poliomielite e sarampo;

·       A partir de março, será iniciada uma campanha de intensificação da vacinação contra Covid-19 para crianças e adolescentes de 6 meses a 17 anos. Entre as estratégias previstas estão a realização de duas semanas de atividades de mobilização e orientação nas escolas, da educação infantil até o ensino médio e o envio de comunicados aos pais e responsáveis sobre a necessidade de levar a caderneta de vacinação dos filhos para avaliação;

·       Estima-se para a Fase1 uma população de 18,7 milhões de pessoas desse grupo; a Fase2 está prevista para 6 de março. A Fase3, 20 de março. A previsão para vacinar os trabalhadores da saúde com a bivalente será no dia 17 de abril (Fase4); 

·       A vacina bivalente será escalonada em etapas, pois considerou os estoques disponíveis e os contratos com as fabricantes das vacinas. Campanha Nacional para a Vacina Bivalente para a Covid-19 - Veja as fases:

(FONTES: Jornal O GLOBO e Folha de São Paulo).

O Pequeno Príncipe Preto.

 A história gira em torno do menino negro que espalha as sementes da Baobá, que ele batiza de Ubuntu, por outros planetas, com o objetivo de mantê-la viva por meio da ancestralidade e de desenvolver uma relação de coletividade e união. Então, dentro do livro, ela passa toda essa sabedoria milenar para o menino, sobre a relação das suas transições, da sua cultura, do autoamor e do autocuidado, e principalmente, sobre ancestralidade.

Enfim, Ubuntu é um conceito de origem sul-africana que significa “sou o que sou pelo que nós somos.”

Meu Pé de Laranja Lima.

 Bateu, surrou, espancou, até que a vida lhe conseguiu tirar a inocência, isto é, a infância! 

O menino Zezé, filho de uma família muito pobre, cria um mundo de fantasia para se refugiar de uma realidade exterior áspera. Assim é que um pé de laranja-lima se torna seu confidente, a quem conta suas travessuras e dissabores. No hostil mundo adulto ele encontra amparo e afeto em algumas pessoas, sobretudo em Manuel Valadares, o Portuga, uma figura substituta do pai. A vida, porém, lhe ensina tudo cedo demais. Enfim, é um livro para rir e chorar com as dores e as delícias da inocência arrancada de uma criança, “precocidades” de alguém que um dia fomos – curiosa e traquina, ingênua e inteligente ao mesmo tempo, movida pelo enorme desejo de aprender com as precariedades da família, do mundo da rua e da vida. “Esse passarinho cantante no nosso interior que vai indo embora quando vai chegando a ‘idade da razão’, um ‘pensamento’ que cresce e toma conta de toda a nossa cabeça e nosso coração. Vive em nossos olhos e em tudo que é pedaço da vida da gente”. Enfim, do mundo de fantasisas de uma criança para o vazio do desinteresse dos adultos (graças à consciência sobre a morte?). Sem encanto, o pé de Laranja-Lima vira uma árvore qualquer. Era difícil recomeçar tudo sem acreditar nas coisas. O que mata a fantasia de uma criança é a consciência da morte. Eu perdi, roubaram, levaram, eu dei... Tudo isso é diferente do entendimento de que “a vida me tirou”. Porque a vida sem ternura não é lá grande coisa.

Como destruir a infância?

·       Brincar é coisa de bebê, seu filho precisa estudar: troque a brincadeira criativa com bonecos, massinha e desenho por aulas particulares. Vale reforço escolar, línguas, culinária, coaching;

·       Ocupe a agenda com treinamentos para que ele possa ser um excelente executivo no futuro. Afinal, ele vai viver num mundo altamente competitivo;

·       Nada de brincar livremente com outras crianças: melhor ter um adulto comandando a atividade;

·       Dê um celular aos 8 anos e deixe que ele escolha o que vai fazer. Não se preocupe com o tempo de uso nem com o conteúdo, assim ele se torna rapidamente um viciado;

·       Permita que ele seja exposto ao ódio, à intolerância e ao consumismo que reinam na Internet. Melhor ainda: ele vai interagir com golpistas, predadores sexuais. Talvez acabe até sofrendo ou praticando cyberlbullying. Ou, cereja do bolo, aprendendo sobre sexualidade da forma mais inapropriada possível, com perfis falsos nas redes e aplicativos;

·       A publicidade é muito eficiente para acabar com a infantilidade. Ela é onipresente nas telas, inserida de forma indistinguível com o conteúdo. Passando horas na TV, vídeos e jogos seu filho será educado por publicitários, mais que por professores ou pela família. Imagine se você liberar programas de TV com classificação etária para maiores. O resultado é fácil de prever...

·       Ele vai aprender os melhores valores e ideais do mundo adulto: fama fácil, materialismo, narcisismo, sexismo, preconceito, futilidade, consumismo, hipervalorização da aparência e de marcas. E claro, sem o discernimento de um adulto para que possa proteger a si mesmo;

·       Escolha uma escola de turno integral, conteudista e tradicional, e de preferência muito focada na aprovação no Enem. Coloque-o em atividade de “treinamento” no contraturno escolar: idiomas, computação... Esqueça teatro, expressão corporal e música. É importante também que ele tenha muito dever de casa diariamente – afinal, o ócio é a oficina do diabo;

·       Compre somente roupas e brinquedos da moda; faça festas em casas de luxo ou em limusines e salões de cabeleireiro. Ensine sua filha a se maquiar, a ser magra, afinal de contas ela precisa ser sexy no futuro; mostre ao menino que ele precisa ser forte, agressivo, dominante e que não pode chorar. Se tiverem amizades com o sexo oposto, diga que estão “namorando”;

·       Nada de parque e pracinha, isso é perda de tempo. Se for sair de casa, que seja para um shopping. Leve nas lojas mais caras, compre roupas com logos de marcas e faça um lanche num fast food que associa comida lixo aos super-heróis e personagens infantis. Assim, bem cedo ele terá doenças de adulto também: diabetes, hipertensão e outras;

·       Contrate logo o psicólogo para o resto da vida – ele vai precisar. Começando na adolescência, que vai ser bem difícil e turbulenta. Afinal, o estresse tóxico resultante de todas essas escolhas vai danificar sua saúde física, mental e emocional;

Tem se tornado cada vez mais frequente em nossa sociedade a prática da adultização da infância, ou seja, o extermínio da inocência. A infância é uma fase essencial da vida, determinante para as etapas seguintes, e deveria sem muito bem vivida.

Uma infância saudável e feliz é plena de afeto, simplicidade, natureza, brincadeira livre e movimento, escola boa (que não precisa ser cara), comida natural, convívio com amigos e com a família, estímulos culturais bacanas, histórias. Essa é a melhor maneira de promover uma adolescência e vida adulta mais leves, felizes, produtivas, com bem-estar e cidadania. A gente colhe na vida adulta o que planta na infância. E ela deve ser preservada e cultivada.

Enfim, a infância continua durando os mesmos 12, e é lá que mora a magia.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

1 Ano de Guerra da Ucrânia.

 “O Ocidente quer acabar com a Rússia”. Essa constatação de Putin foi acompanhada da ajuda financeira e militar à Ucrânia em um ano de guerra, e fez Moscou ficar de fora do acordo Novo Start, tratado nuclear que limita a manipulação de ogivas pelas EUA e Rússia através de inspeções de ambos os lados. Tudo suspenso!

Ambos os países detêm cerca de 90% das armas nucleares do mundo. Os EUA tinham 1.420 ogivas implantadas e 659 sistemas de lançamento estratégico implantados em 1º de setembro de 2022. Já a Rússia tinha 1.549 ogivas implantadas, atribuídas a 540 lançadores estratégicos implantados.

É claro que os EUA desejam enfraquecer o seu maior rival. Afinal, ninguém forneceria US$ 30 bilhões em 12 meses por nada (os aliados de Zelensky doaram US$ 13 bilhões). De coletes, fuzis a uniformes e alimentos, de baterias antiaéreas a blindados e mísseis portáteis antitanque, de lança-granadas e obuses a sistemas múltiplos de foguetes, o governo ucraniano agora demanda caças. Não pediram ainda armas atômicas (kkkk). Tudo indica que a constatação de Putin não está equivocada. Em vez de armas e munição, por que não ajudar financiando hospitais de campanha ou locais de acolhimento dos refugiados? Afinal, os meios bélicos são uma ferramenta civilizada para a paz? É dessa forma que se prova preocupação real com os civis e os fugitivos da guerra? Civilizada ou preocupada talvez não seja, mas Biden acha que é muito ÚTIL.

Como entender essa guerra indevida e ao mesmo tempo justificada senão como um “pós-guerra”, ao lado da pós-modernidade, da pós-verdade e de outras pós? Afinal, Kiev também está sendo muito bem instruído e amparado pelo uso estratégico da informação. Bombas de palavras fazem desse conflito uma guerra híbrida. Os ucranianos ainda estão de pé graças a esse apoio mais amplo. Logo, sim, Putin está correto. O Ocidente de fato quer acabar com a Rússia.

Enfim, conseguirá?

Beija-Flor arrebentou!

A escola carioca de samba Beija-Flor, de Nilópolis, levou à Sapucaí um desfile-manifesto aguerrido e imponente: propôs uma nova narrativa para a Independência do Brasil. O seu “grito dos excluídos” tocou em temas sensíveis e causas importantes, como desigualdade social, violência contra a mulher e liberdade de expressão. Foi um ativismo na avenida para resgatar as manifestações genuínas dos que lutam de verdade pelos Direitos Humanos. Enfim, uma verdadeira lição de igualdade!