Putin vai anexar territórios ucranianos reconquistados, mas Ucrânia e Ocidente não os reconhecerão. As 4 áreas juntas representam 15% da Ucrânia e têm o tamanho de Portugal. A confirmação das anexações torna qualquer ação defensiva ucraniana um ataque contra o território russo, abrindo caminho para uma declaração de guerra.
Quem sou eu
"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).
"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).
“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).
“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).
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sexta-feira, 30 de setembro de 2022
Professor? Ausente!
Tragédia anunciada na Educação.
O presente prenuncia um futuro em que o professor, e não o aluno, faltará nas aulas. Isso porque, o Brasil poderá ficar sem professores se não investir na formação de docentes da Educação Básica. O cenário é de diminuição do número de graduados.
A partir de 2020, com o impacto da pandemia de Covid-19, a formação na modalidade Ensino a Distância ganhou destaque e passou a representar 73,2% dos novos alunos. Mas tem alto índice de abandono. Enquanto isso, o número de ingressantes em cursos presenciais de licenciatura diminuiu 37,6% nos últimos 10 anos. Em média, 1 a cada 3 alunos não termina a faculdade. O percentual de formados em licenciaturas cresceu apenas +4,3%. Assim, seja à distância ou presencial, a verdade é de que não estamos formandos novos professores.
A consequência é o eminente risco de déficit de 235 mil professores do Ensino Básico para daqui 18 anos (2040) no Brasil. Em menos de 20 anos, o paí precisará de 1,97 milhão de docentes. Mas, as projeções apontam que -20,7% desse total sofrerão debandada. Hoje, a proporção é de 20 estudantes com idades entre 3 e 17 anos para cada docente em atividade.
Enfim, motivos? Desinteresse pela carreira, baixos salários, más condições de
trabalho, desprestígio ou falta de reconhecimento da importância, precarização
ou falta de infraestrutura nas escolas e muito mais. Tudo isso é mais do que suficiente para não romantizar
a profissão de professor, que carece de políticas públicas sérias.
Alguns dados importantes...
quarta-feira, 28 de setembro de 2022
Tristeza tóxica.
Com a pandemia do coronavírus, há mais pessoas infelizes, solitárias e com altos níveis de ansiedade e depressão. E se isso não é nada bom para a mente, pior para o corpo! A infelicidade causa inflamações crônicas.
Cerca de 322 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão atualmente (dessas, 11 milhões só no Brasil).
Ser solitário e infeliz
adianta relógio biológico em mais de 1,8 ano! A infelicidade tem consequências
mais prejudiciais à saúde do que fumar (o tabagismo acelera o envelhecimento em
1,3 ano). Ser homem, morar e trabalhar em condições duras e viver sem acesso a
serviços de saúde também colabora para o declínio biológico mais rápido.
Inclusive não se casar está ligado a uma morte precoce (envelhece alguém mais
rápido em até 4 meses). A falta de socialização provoca efeitos na mente e
desencadeia alguns processos biológicos com potencial de depreciar a própria
qualidade de vida. A falta de interação e conexão social gera processos
inflamatórios crônicos no nosso corpo e interfere na nossa capacidade cognitiva.
Sozinhos, nosso cérebro fica mais em estado de hiperalerta e aumenta a produção
de cortisol e insulina, que desencadeia várias reações químicas e mentais
relacionadas ao estresse, gerando maior desgaste do corpo e da mente. E se a
qualidade do sono também não estiver boa, a degeneração da pessoa por dentro e
por fora também será certa, o que acaba fazendo-a envelhecer. Isso significa
que, além do colesterol e da hipertensão arterial, o estresse, a ansiedade e a
depressão também aumentam as chances de enfartar (sobe a arterioesclerose, que
é o acúmulo de placas de gordura, cálcio e outras substâncias nas artérias,
assim como podem levar à atrofia cerebral). Esses depósitos dificultam a
passagem de sangue dos vasos, o que chega a causar infartos, derrames, hemorroidas
e até morte súbita. A diminuição da imunidade e de fatores inflamatórios também
provoca outras doenças crônicas como diabetes, doenças pulmonares, hipertensão
arterial... E ainda tem a questão da hereditariedade e das condições
financeiras que criam mais vulnerabilidades. Uma vez danificado o relógio
biológico, aumentam os riscos de: Alzheimer, diabetes, doenças cardíacas,
câncer e inflamações crônicas que causam danos às células e órgãos vitais. Enfim,
a falta de uma rede de apoio de amigos e familiares gera todo um mal-estar
psíquico, colaborando para afetar o coração e a imunidade.
terça-feira, 27 de setembro de 2022
Máquinas: dominação ou subserviência?
Tem muita coisa que a
gente está ouvindo, lendo e vendo por aí que não é produção puramente humana,
mas artificial. A inteligência tecnológica está cada vez mais presente na
música, na literatura e na arte, e nem nos damos conta. As infraestruturas
digitais contemporâneas são ousadas e muito presentes.
Dominação ou
parceria?
A nossa cultura
industrial parte do princípio de que a máquina vai sempre trabalhar para nós,
que ela será um escravinho doce. Ou, ao contrário, de que viveremos uma eugenia
maquínica. Mas não é nem um nem outro. Não devemos nem ser tecnofílicos, nem
tecnofóbicos. Nem amantes nem submissos, nem aversos e medrosos.
Cabe entender qual é a
relação entre criador e criatura, humano e máquina. Alguns acham ser de
parceria e de aprendizado, deixando para trás as discussões em torno de “autoria”
e “inspiração” únicas, e assinando as produções de forma colaborativa e
cooparticipativa. É um processo infinito, que amplia nosso olhar artístico e
nos faz repensar essa ideia do homem onipotente.
Enfim, a evolução da IA
na Arte não indica o fim da Humanidade, como temem muitos artistas, mas uma “mudança
na organização das ideias”. A invenção da caneta não transformou todo mundo em
um Machado de Assis. Talvez combinar algoritmos com criatividade humana nasça
coisas realmente inesperadas e novas, ou não, qual o problema? Para a Arte
nenhum, desde que elas não se voltem contra nós.
Cadê a Renovação dos 513?
Há risco do partido do cBozo (PL) e seus aliados (PP e Republicanos) superarem o PT na bancada da Câmara dos Deputados este ano. Os vermes inflaram o número de seus candidatos na corrida eleitoral, investindo no histórico das siglas e popularidade nas redes. E dinheiro público para isso não falta – ao todo, só o PL distribuiu R$ 161 milhões a seus candidatos à Câmara.
Enfim, é nisso que dá o fim das coligações e o aumento do fundo eleitoral:
só R$ 4,9 bilhões!
A renovação dos Deputados Estaduais caiu
em 17 estados e no DF. A renovação na BA foi pouca coisa. Pelo menos aí a onda
bolsonarista foi baixa, mas em outros 5 estados da nossa região foi expressiva.
Bom sinal!
Subfinanciamento da merenda escolar
Faz 5 anos que a verba transferida pelo MEC às escolas pelo PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) está congelada. Ela é calculada entre R$ 0,32 e R$ 2 diários por aluno, a depender da escola (se oferece apenas Ensino Fundamental ou se cobre todo o Ciclo Básico). Nesse intervalo aí, há muitas reduções e cortes. E isso acontece num contexto de crise social, em que a inflação tira muito de um lado e o desemprego nada repõe do outro. A consequência é diariamente desastrosa para 47 milhões de alunos...
FOME NAS ESCOLAS DA REDE PÚBLICA DE ENSINO! Aumenta o número de crianças e adolescentes de famílias de baixa renda que têm na merenda escolar a única alimentação do dia.
O MEC se desconectou dos problemas reais da educação para travar uma “guerra
cultural” contra comunistas imaginários. A falta de recursos no PNAE e a
omissão das autoridades resumem o governo Bolsonaro: inepto e insensível.
E não só isso...
Há muitas outras tesouradas no orçamento de 2023...
Após o ano de 2022 ficar marcado pelo maior número de mortes causadas pelo excesso de chuvas no Brasil em uma década, o governo Jair Bolsonaro propôs um corte de até 99% nos recursos voltados para obras emergenciais, redução e mitigação de desastres naturais (para cidades afetadas com excesso de chuvas).
A tesourada faz parte da proposta de Orçamento do próximo ano enviada ao Congresso Nacional. O projeto orçamentário distribui cortes também em outras áreas, como segurança hídrica, saneamento básico, infraestrutura e saúde indígena. Repare que o semiárido ou municípios que sofrem com a falta de água também são afetados, pois verbas são retiradas para medidas estruturantes e ações voltadas para a gestão de recursos hídricos, revitalização de bacias hidrográficas, reabilitação de barragens e acesso à água.
Enquanto faltam recursos para uma série de ações, foram reservados R$ 19,4 bilhões para as emendas de relator, que irrigam as negociações entre o Governo e o Congresso por meio do chamado Orçamento Secreto.
Enfim, precisamos de obras de drenagem, de contenção de encostas, de reconstrução de moradias, haja vista as clássicas cenas de políticos liberando recursos logo após o desastre acontecer. Não dá para trabalhar apenas com operações de socorro, isso desperta potencial político, mas não muda nada. É preciso antecipar esses problemas!
segunda-feira, 26 de setembro de 2022
Eleições vigiadas...
Missões estrangeiras.
Uns 100 observadores internacionais de 7 missões.
Eleições no Brasil serão acompanhadas de perto por um número recorde de observadores internacionais. São instituições, centros ou organismos internacionais com ampla experiência em análise da transparência no processo eleitoral. Eles conversarão com autoridades e eleitores, visitarão locais de votação e participar de debates.
Ela continua matando os + fracos...
Quem são os condenados?
A Covid-19 segue matando, agora de forma “aceitável” e silenciosa. Só nos 20 primeiros dias deste mês de setembro, 1.540 brasileiros perderam a vida em decorrência dela. Se por um lado houve o arrefecimento da pandemia, do outro há uma centralização em grupos específicos.
E os óbritos concentram-se em grupos específicos: 9 em 10 mortos pelo coronavírus não se vacinaram 3 vezes. Brasileiros sem 3ª dose são 89% dos mortos por Covid. Além dos que não concluíram o esquema vacinal, fazem parte também desses grupos as pessoas com idade acima de 60 anos (83% das vítimas), os pacientes com doenças crônicas ou imunossuprimidos (79,46% das vítimas).
Quase metade da população brasileira foi mais inteligente e hoje está imunizada de forma tríplice. São 103,7 milhões de brasileiros que garantiram as 3 doses. Porém, de um jeito ou de outro, a Covid-19 veio para condenar os “condenados”. Isso significa que a pandemia ainda inspira cuidados especialmente aos que têm problemas de saúde e sem esquema de vacinação completo.
Precisaremos imunizar as pessoas periodicamente. A pandemia voltou
a apresentar uma característica detectada em seu surgimento: a centralização da
letalidade em grupos específicos. Para os familiares e contatos de pessoas
desses grupos com quadros mais delicados de saúde, a máscar de proteção segue
como um artigo fundamental para a preservação.
Enfim, só estamos num relativo controle pandêmico da Covid-19. Essa queda da preocupação com a Covid-19 reflete uma tentativa de retomada da normalidade, embora isso não signifique que a realidade de fato tenha se tornado menos desafiante e perigosa.
Mãe antes dos 14 anos.
Problema Social.
Cresce no Brasil o número de abortos legais feitos em meninas menores de 14 anos. Em 2021, pelo menos 4.240 crianças nasceram de mães nessa faixa etária. Incluindo as mães que já tinham completado os 14, são 17.316.
Quais são os fatores?
1. Geralmente por conta de violências
sofridas no âmbito familiar, ou por pessoas conhecidas, e há todo um tabu;
2. Em geral são meninas pobres e
negras, perféricas, que não têm acesso à informação, à educação em sexualidade;
3. Os serviços especializados de aborto legal estão concentrados em grandes centros, são poucos e não são acessíveis.
De acordo com a legislação brasileira, qualquer relação sexual com menor de 14 anos é considerada estupro de vulnerável. A interrupção da gravidez é permitida no país em três situações: risco de morte para a mãe, feto anencéfalo e gravidez fruto de estupro.
Embora haja somente 114 centros especializados em aborto legal, todos os serviços hospitalares com atendimento em ginecologia e obstetrícia deveriam atender às mulheres que demandam o procedimento, quando se fizer necessário e de acordo com a lei. Entretanto, o baixo número de abortos legais em comparação com o universo de nascimentos nesta faixa etária sugere que a realidade afasta meninas de exercerem seu direito.
Há uma falha na formação dos profissionais da saúde e também
do Direito, seja por negligência ou omissão deste tema nos currículos ou por
parte do Estado em não colocar o assunto em pauta. Isso tudo acontece porque
aborto é crime no Brasil, e a criminalização incentiva uma estigmatização
social. Profissionais de saúde não querem lidar com o tema por medo de serem
estigmatizados. Isso aconteceu com muito mais força no governo Bolsonaro. O
governo busca criar obstáculos ao direito de interrupção da gravidez nos casos
assegurados pela lei. A proibição do aborto é uma das pautas conservadoras
defendidas pelo presidente que são reforçadas na campanha deste ano.
Despesas Eleitorais
Candidatos investiram mais neste ano em impulsionamento em redes sociais do que na eleição de 2018. As despesas com pessoal também explodiram.
Isso mostra que as redes sociais continuam tendo papel
de protagonismo na disputa eleitoral. A campanha virtual está turbinada de
conteúdos eleitorais. Também, com o fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões... A
publicidade no Google passou de R$ 4,6 milhões para R$ 24,9 milhões. O Facebook
recebeu R$ 19,4 milhões para R$ 39,7 milhões.






