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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Fatura para 2023

 PARTE I: 

Por três motivos principais Bolsonaro está destruindo o Orçamento 2023 do Brasil. 1º) porque o país endividado e as pessoas afundadas num quadro fiscal hostil é mais propício empurrar reformas (administrativa e tributária); 2º)  com baixo crescimento e sem capacidade de investimentos públicos, o ambiente de negócios e a atração de investimentos ficam mais tranquilos e favoráveis à iniciativa privada e aos projetos de privatizações; 3º) a deformidade do processo orçamentário foi a forma encontrada por Bolsonaro para comprar apoio de parlamentares (do Centrão) e evitar o seu Impeachment. 

Expansão dos gastos públicos e desoneração tributária são algumas das decisões tomadas pela gestão Bolsonaro e pelo Congresso para garantir a continuidade do desgoverno diante de uma possível reeleição. Não conseguindo, o novo presidente terá mais dificuldades financeiras para governar.

1. Permanência do piso de R$ 600,00 para o Auxílio Brasil.

2. Corte de impostos. Desoneração permanente do ICMS sobre combustíveis, energia, transportes e comunicações (um tremendo choque de receita para Estados e Municípios de R$ 87 bilhões);

3. Desonerações de IPI (com perda de R$ 27,4 bilhões em 2023, destes, R$ 11,2 bilhões seriam da União e o restante, R$ 16,2 bilhões, dos Estados e dos Municípios);

4. Etc.

Tudo isso vai virar uma herança negativa de R$ 281,4 bilhões para o próximo governo federal de 2023. Só para sustentar a permanência do Auxílio Brasil em R$ 600,00 no ano que vem o gasto extra previsto é de R$ 60 bilhões! Com a inclusão de um possível reajuste de 10% no salário dos servidores públicos federais em março de 2023 (um gasto de R$ 25 bilhões), o valor total pode chegar a R$ 306,4 bilhões!!!

O caixa da União, Estados e Municípios estará mais reduzido no ano que vem.

Enfim, o custo da dívida pública vai subir em pelo menos R$ +63 bilhões em 2023. Um verdadeiro voo de galinha turbinado por um ciclo político-eleitoral. Quem vai pagar a conta é o contribuinte, sobretudo o trabalhador com mais perdas de direitos para gerar receitas e bancar essa festança eleitoral.

Para manter o Auxílio Brasil de R$ 600,00 no ano que vem e outros benefícios prometidos na campanha eleitoral, será necessária uma despesa além de R$ 70 bilhões. Como ficarão as contas públicas com tantos gastos adicionais? Como arranjar verbas para cumprir as promessas? Enquanto isso, a dívida pública avança em caminho perigoso. 

Enfim, a bandeira da seriedade fiscal está levantada abaixo de meio mastro.

PARTE II:

O próximo governo brasileiro, seja ele qual for, deve começar 2023 com R$ 178 bilhões a menos no caixa, devido às medidas eleitoreiras tomadas pela atual gestão cBozo/Guedes. Se somarmos um reajuste aos servidores públicos e as perdas dos Estados com a limitação do ICMS sobre combustíveis e energia, a conta vai a R$ 306 bilhões. Bolsonaro está criando um ambiente para a continuidade das reformas. Enfim, é um buraco cavado de grandes proporções para criar a oportunidade de fazer uma ampla reforma administrativa e tributária.

Funciona assim: no Governo cBozo/Guedes, o caos não é uma fatalidade, mas uma criação de oportunidades. Situações-limite são inventadas para forçar ou dar condições a mudanças estruturais. É a política do “quanto pior melhor” para empurrar mudanças estruturais. 

Vejamos:

·       A Reforma da Previdência só foi aprovada em 2019 devido ao estabelecimento do teto de gastos 3 anos antes (golpes dados em 2016 e 2017): o governo foi obrigado a buscar recursos dentro dos limites do Orçamento.

·       O mesmo pode acontecer em 2023, pois o governo precisará desesperadamente encontrar dinheiro. Com o argumento de que o Brasil precisa reduzir os custos de uma máquina pública inchada, vão empurrar a desastrosa reforma administrativa.

·       “A situação econômica difícil, com baixo crescimento e perspectivas negativas, é propícia para a Reforma Tributária – visando o ambiente de negócios e a atração de investimentos. A reforma tributária parece impossível, mas um quadro fiscal hostil nos dá a oportunidade de fazê-la” (Henrique Meirelles, hoje filiado ao União Brasil).

·       O Auxílio Brasil de R$ 600,00 só poderá continuar a ter esse valor se a Reforma Tributária (ou atualização da tabela do Imposto de Renda – I.R.) for aprovada. Na prática, é uma coisa condicionada à outra. 

·       Agora a possibilidade de crédito consignado para quem recebe o Auxílio. Isto é, endividar os já pobres com esse auxílio sem que haja teto de juros (o crédito que está sendo oferecido é de quase 5% ao mês, o que dá 80% ao ano). Um aposentado ainda tem o benefício, um servidor tem o salário e o BPC tem a renda vitalícia. E o que o beneficiário do Auxílio tem (o céu como o limite de juros)? É de enorme temeridade deixar os muito pobres se endividarem numa conjuntura como essa. Os pobres estarão expostos a mais exploração!

·       A crise também atrai investidor para o agro e setor corre para aproveitar momento de alta das commodities: ser sócio de uma fazenda e ajudar na produção agrícola, investir em “linha verde” como sugesta, supostas práticas sustentáveis, oferecer novos produtos financeiros...

·       O aumento do endividamento e da inadimplência em um cenário de inflação e juros altos deve dificultar ainda mais a retomada da atividade econômica em 2023. 

O Brasil começará 2023 num mundo em recessão. Usando o discurso do compromisso com uma política fiscal para afastar temores de calote ou moratória na dívida pública, vai sangrar ainda mais funcionários públicos e população. As crises estão sendo criadas para fragilizar o Estado e disparar contra o público a favor do privado. É por isso que temos que saber votar para reverter isso.

Enfim, além do legado de destruição e retrocessos sem precedentes na história brasileira, Bolsonaro deve deixa um Orçamento inviável como herança para seu sucessor. Quatro anos de completo desgoverno exigirão do futuro presidente escolhas ainda mais difíceis. 


PARTE III:

Dois orçamentos e uma Peça de Ficção

O orçamento do “candidato” e outro do “presidente”

Se Bolsonaro continuar sustentando as principais e mais caras promessas eleitorais dele, o rombo garantido no Orçamento de 2023 é de R$ 142,7 bilhões!

São elas:

·       Auxílio Brasil de R$ 600 - R$ 60 bilhões;

·       Correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) - R$ 17 bilhões;

·       Reajuste salarial para os servidores - 11,7 bilhões;

·       Prorrogação da desoneração dos impostos federais sobre o diesel, gás de cozinha (18$) e gasolina (36$) = R$ 54 bilhões.

As promessas do presidente estão aumentando à medida que a eleição se aproxima. Por fora ainda há cerca de R$ 19 bilhões com emendas parlamentares de relator – o Orçamento Secreto. Até dizer que já acertou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o fim da cobrança de impostos sobre ração de peixe a partir de 2023, ele disse.

Enfim, o custo de acomodar todas as promessas de Bolsonaro na peça orçamentária ruma a duas possibilidade: decretar o fim do teto ou ser mais um mero instrumento de campanha.


PARTE IV:

O teto foi alterado 5 vezes!

O teto de gastos (trava que existe para o crescimento das despesas com base na inflação) começou a ser furado com as gastanças irresponsáveis do presidente Bolsonaro. De 2021 pra cá, encobriu a gastança governamental com a PEC Emergencial de suposto socorro aos vulneráveis. Agora a conta chegou, com juros e correção monetária. E ela continua aumentando...

Como alternativa, discute-se a imposição de uma meta e uma banda de flutuação para a dívida pública na proporção do PIB. Ora, definir uma meta para o endividamento público pode ser perigoso em se trantando da administração atual. Com uma Dívida Bruta do Governo Geral de R$ 7,098 trilhões, o equivalente a 78,2% do PIB (o patamar de referência é 60% para economias emergentes - e assim quer Paulo Guedes para o Brasil, com tolerância de 10 p.p, ou seja, uma banda entre 50% e 70%), cada ponto percentual significa cerca de R$ 90 bilhões a serem cortados ou liberados, a depender da trajetória do endividamento. Essa é a 

quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil, por isso ela é referência para avaliação de risco pelas Agências Globais. 

A mídia não cansa de justificar a alta da inflação e dos juros no Brasil, com motivos outros, passando longe do tamanho do endividamento, principal razão do desequilíbrio econômico no país. Logicamente, Bolsonaro não está nem um pouco preocupado com políticas públicas necessárias para solucionar problemas históricos que ele ajudou a aprofundar. Como um governo estaria comprometido com o social se ele próprio promoveu um crescimento pífio, a falta de investimentos, os gargalos na saúde, a baixa qualidade da educação básica e o retorno da fome?

Bem mais simples que uma meta para a dívida, é o respeito ao teto de gastos já alterado cinco vezes pelo atual governo. A mais recente, em julho, serviu para autorizar gastos eleitoreiros (PEC Kamikaze) e dar algum fôlego a seu projeto de reeleição. Logo, se o teto foi violado, a meta para a dívida também o seria. Aliás, Dilma foi impeachmada por causa de uma única suposta infração dela. E agora, Bozo pentadesmoralizou o dispositivo e Guedes deseja destruí-lo de vez porque sua mira são receitas de privatização, como aconteceu recentemente com a venda da Eletrobras.

Enfim, esse Governo não honra suas dívidas e nem respeita o seu povo. Jogou nossa credibilidade no lixo e não é digno de mais nenhum voto de confiança. Fora Bolsonaro! 

Para manter o Auxílio Brasil de R$ 600,00 no ano que vem e outros benefícios prometidos na campanha eleitoral, será necessária uma despesa além de R$ 70 bilhões. Como ficarão as contas públicas com tantos gastos adicionais? Como arranjar verbas para cumprir as promessas? Enquanto isso, a dívida pública avança em caminho perigoso. 

Enfim, a bandeira da seriedade fiscal está levantada abaixo de meio mastro.



domingo, 7 de agosto de 2022

Educação e diferenças inquietantes.

Além de outras mazelas, a pandemia também nos legou um retrocesso de aprendizagem. Nos últimos 2 anos de crise sanitária, muitos países direcionaram ainda mais recursos para as escolas. Enquanto isso, o Brasil foi na contramão. Ajudaram a piorar o quadro, os erros da política educacional dos quatro ministros que passaram pelo MEC do Governo Bolsonaro, com um escândalo atrás do outro, provocando a descontinuidade de programas e estagnando ou cortando investimentos!

Enfim, ainda assim, somos um país que gasta muito, mas gasta mal em educação.

O Brasil tem 45 milhões de alunos nas escolas públicas e 2 milhões nas universidades. Logo, o total em dinheiro é maior para a Educação Básica do que para o Ensino Superior. Ainda assim, a diferença é inquietante, pois o país investe US$ 3,4 mil por aluno/ano da Educação Básica (e há risco de que o valor caia). Enquanto isso, nações da OCDE aplicam US$ 10 mil (quase 3x mais).

Nas últimas 2 décadas, o Brasil triplicou o valor investido por aluno no ensino infantil, fundamental e médio (Educação Básica), mas chegou a números ainda incomparáveis a outros países. No mesmo período, por exemplo, a Coreia do Sul passou de cerca de US$ 3 mil para US$ 12 mil por aluno/ano. Portugal, de US$ 3,5 mil para US$ 10 mil; Austrália, de US$ 5 mil para US$ 11,5 mil.

O pior é que gerações evadem da escola ou terminam os estudos sem aprender contas básicas e cálculo de probabilidade nem encontrar ideias em um texto. Também é mediano o nível considerado básico em leitura (condição mínima para participar de uma vida social, econômica e cívica). É muito dinheiro investido em fracassos. Logo, tanto é preciso colocar mais verba no ensino básico, quanto é imprescindível que esse investimento seja em políticas cujas evidências já mostraram melhora da aprendizagem. Um grupo de políticas que conjuntamente trazem bons resultados são: escolas em tempo integral; alfabetização das crianças até o 2º ano (saltou de 25% para 41% o número de crianças que não se alfabetizaram em 2021); formação dos professores focada na prática; transformação da docência em uma carreira atrativa; primeira infância; educação profissional tecnológica voltada para as vocações da juventude; internet rápida para alunos e escolas.   

Quando o nível é do Ensino Superior, há uma inversão de prioridades. O País investe US$ 14.417 por aluno/ano (quase 4x mais o valor do aluno da Educação Básica), e acima da média dos países desenvolvidos que é de US$ 13.855 por aluno/ano. E isso não quer dizer que esses investimentos devam ser cortados ou transferidos do ensino superior para a educação básica. Isso não resolveria o problema das escolas, pelo contrário, prejudicaria mais ainda a pesquisa brasileira, feita essencialmente nas instituições estaduais e federais.

Qual o impacto disso na força produtiva de uma nação? No caso do Brasil, é que a imensa maioria da população está trabalhando abaixo do seu potencial porque o Governo falhou em garantir dinheiro e sua aplicação certeira à Educação. E a previsão é continuar errando e piorando, pois Bolsonaro/Guedes promoveu a redução do ICMS sobre combustíveis em campanha eleitoreira, e o veto a uma compensação aos Estados. Com isso, a educação deve perder ainda mais. O ICMS é o principal imposto financiador da educação no Brasil. A sua arrecadação alimenta o Fundeb, fundo que mantém o ensino básico. A estimativa de redução é de R$ 23 bilhões para a educação nos Estados. Ou seja, iniciaremos o ano de 2023 com os problemas agravados.  

Se tivéssemos que buscar exemplos ou conselheiros, em nível de país as referências seriam Finlândia, Estônia, Coreia do Sul e Cingapura. Estados e cidades brasileiros seriam o Ceará, Pernambuco e Teresina. Mas, a maioria do País ainda convive com escolas sem estrutura adequada, secretários de educação e diretores nomeados por indicação política, professores mal preparados e mal pagos. Enfim, uma escola em que não se aprende.

Vamos extrair algumas proposições construtivas:

1.     No caso exitoso do Ceará, o estado instituiu um programa que há anos distribui mais recursos do ICMS para municípios com bons resultados na alfabetização. Qual foi o efeito disso? O Estado tem hoje boa parte das cidades no topo do ranking de educação.

2.     A Emenda Constitucional que instituiu o novo Fundeb, em 2021, traz uma nova regra: pelo menos 10% do que é repassado às prefeituras deve passar a ter critérios como resultados em exames e aumento da equidade.

3.     No Paraná, o profissional da rede só pode se candidatar para ser diretor de escola se for aprovado em um curso de gestão da secretaria da educação.

4.     O desempenho da escola em avaliações e a frequência dos alunos também podem garantir bônus de 14º e 15º salários para toda a equipe da escola.

5.     Cada escola é acompanhada por um tutor que assiste às aulas e auxilia toda a equipe. Todos os problemas que são diagnosticados pelo tutor, como falta de profissionais ou impactos da infraestrutura da escola no ensino e na aprendizagem, que levam a escola à não performa, é rapidamente apontado e solucionado.

6.     Em Teresina, que tem o maior Ideb do Brasil no ensino fundamental, todos os professores deixam de dar aulas duas vezes por mês para participar de cursos de formação focados nos erros dos seus alunos. Com a volta ao presencial, por exemplo, os docentes estão agora sendo treinados para retomar conteúdos.

7.     O exemplo maior tem que vir de cima. O MEC tem que reassumir seu papel de coordenação, voltar a ter parcerias com Estados e Municípios, olhar o País como um todo, para deixar de dependermos de cases de sucesso.

8.     Um grupo de políticas que conjuntamente trazem bons resultados são: escolas em tempo integral; alfabetização das crianças até o 2º ano (saltou de 25% para 41% o número de crianças que não se alfabetizaram em 2021); formação dos professores focada na prática; transformação da docência em uma carreira atrativa; primeira infância; educação profissional tecnológica voltada para as vocações da juventude; internet rápida para alunos e escolas.  

9.     Países desenvolvidos têm até 8 h/diárias de ensino. Mas, no Brasil, são só 20% das escolas de ensino médio em um formato com mais horas e não apenas as quatro habituais. Ou seja, é preciso impulsionar a política de escolas em tempo integral. Para isso, o MEC precisa enviar novos recursos para ajudar Estados em programas de tempo integral, cujo custo com aluno no início dobra. Estados precisam ajudar Municípios, e Municípios precisam se autoajudar, destinando verbas públicas na melhoria da infraestrutura física da escola (quadras poliesportivas, laboratórios de experimento e de informática, bibliotecas, videotecas, etc.) e suas equipes profissionais (professores especialistas, de apoio, de inclusão...). Afinal, uma escola de tempo integral tem um currículo diferenciado, com melhoria do desempenho e menor evasão. O currículo é voltado para o protagonismo do estudante, tem orientação de estudos, disciplinas eletivas e tutoriais.

10.  Vale destacar que reduzir investimentos em universidades afasta jovens pobres. E nem pensar em fazer mudanças para que as universidades possam captar recursos privados e cobrança dos alunos. É um disparate qualquer projeto que preveja o pagamento de mensalidades em universidades públicas. Não é só contraditório, mas contraproducente. Afinal, o Brasil tem só 17% da população com 25 anos ou mais com curso superior. Desejamos um país na direção do desenvolvimento, e a educação é o seu motor. Em tempo de revolução digital, ter uma formação só básica faz com que o jovem seja candidato a trabalhos precários e subempregos.   

11.  Para tudo isso, é preciso melhores professores, mais dinheiro e melhores investimentos. É preciso ter avaliação em serviço e muita formação. Muitos professores estão sendo formados em faculdades privadas à distância, sem qualidade ou focadas só na teoria. Investindo em educação e formação se aproveitará melhor o potencial da mão de obra, não só de professores, mas de todas as profissões que passam por eles e elas.

Nenhum fator isolado tem impacto grande na Educação. Investimento precisa caminhar de mãos dadas com boa gestão. Enfim, investindo na melhoria do sistema educacional, a gente vai mudar de patamar de crescimento, desenvolvimento e desigualdade.

Maré Rosa

O avanço da Esquerda na América Latina.

“Maré Rosa” é uma expressão criada pela esquerda para definir a ascensão em série de seus líderes na América Latina nos últimos anos. A expressão ganha cor e sentido no mapa.

A esquerda já guia 12 dos 20 países da região (que representam 60% do PIB total), incluindo as 6 maiores economias. Com Lula vitorioso nas eleições, o número subirá para 13. Isso mostra o crescente apoio às bandeiras sociais e a rejeição das políticas pró-mercado implementadas por governos depredadores.

·       O Programa de Lula dá destaque à cooperação entre países da América Latina e da África (que foi a tônica de sua política externa quando presidente).

Inclusive, essa guinada se explica por um profundo sentimento de decepção e desencanto com governos de direita que controlaram a região. Com falsas promessas de melhorar a vida do povo, a direita imperialista só tem aprofundado a fome, esfacelado as instituições públicas e o sistema jurídico, relativizado as leis em prol do mercado, transferido recursos públicos para o setor privado, arrombando as contas públicas, privatizados direitos e garantias fundamentais e aprofundado as desigualdades sociais. Isso só tem gerado mais desemprego, inflação e juros altos, queda da renda para os mais vulneráveis e centralização da riqueza em pequenos círculos fechados da elite (estagflação, a combinação perversa de inflação alta com estagnação econômica). Ou seja, só tem machucado com força uma região já altamente castigada pela pandemia do coronavírus. Com baixíssimos índices de confiança em relação ao sistema, duvidando dos aparatos midiáticos que manipulam a opinião pública e um tremendo mal-estar sanitário, social e ambiental, eleitores pródigos insatisfeitos, desalentados e frustrados retomam em massa à esperança de suas bases de origem – daí a “Maré Rosa”.

A economia dos países latino-americanos sempre foi relegada pelas grandes potências à condição de exportadores de matéria-prima (tanto, mas tanto, que os países latino-americanos estão entre os maiores exportadores de commodities do planeta!). Os mais vulneráveis e a baixa classe média desses países têm morrido de trabalhar para apenas sobreviver, abastecendo os grandes e tóxicos mercados econômicos mundiais. Com uma política de mercado ditando as regras nas economias locais, esses países têm buscado nas políticas públicas o caminho para superar a desigualdade. Foi assim que a classe média ganhou algum impulso na escala social, quando viu seus filhos ocuparem os bancos escolares do ensino superior, melhorar na renda e ter mais acesso ao consumo.

Acontece que as coisas não estão fáceis. A direita no poder cuidou para que o futuro não fosse favorável, abalado pelas dívidas públicas dos governos que mal conseguem pagar seus juros exorbitantes. Embora persista uma alta do preços das commodities produzidas e exportadas por nós, a região está tremendamente fragilizada. A acumulação de riquezas pelas elites, a digitalização da economia, os desafios sanitários trazidos pela pandemia, a perda de direitos trabalhistas, o salto da inflação e dos juros em todo o mundo, as tensões do Ocidente sobre o Oriente com as provocações da OTAN na Ucrânia e dos EUA com a China, o desequilíbrio climático que potencializa os problemas sociais, sobretudo para os mais pobres... Tudo tem trazido nuvens carregadas que pairam sobre a economia latino-americana.  

Com governos de centro-esquerda, esquerda e esquerda mais marcante, o regime e as lideranças desses países costumam ser rotulados e estigmatizados pela intolerância da direita, que os acusa de intervencionismo estatal na economia, baixo nível de renda da população e o alto grau de corrupção no setor público. Porém, é uma tentativa de varrer a sujeira deles para debaixo de nosso tapete.

Enfim, é só acompanhar com lupa os acontecimentos do governo de extrema-direita de Bolsonaro aqui no Brasil e sentir a queda na renda, a atrofia dos serviços públicos, os retrocessos democráticos e a condenação ao atraso com gigantescas perdas sociais, econômicas, ambientais e políticas que tivemos nesses duros e arrastados (quase) 4 anos.

Mais exportações do que importações.

Com a retomada da economia no pós-pandemia, as vendas do Brasil a países vizinhos da América do Sul dispararam (superávit)! No ano passado (2021) o Brasil exportou US$ 33,9 bilhões para os países sul-americanos e as vendas neste ano (2022) poderão chegar a US$ 41 bilhões (+21%)!!! O principal produto das exportações são ‘commodities’, manufaturados – automóveis, máquinas, equipamentos e alimentos.

Mas, o país também importa. 85% das importações é da indústria de transformação, e se concentram nas matérias-primas: trigo (da Argentina), cobre (do Chile), eletricidade (do Paraguai, da usina hidrelétrica binacional de Itaipu) e gás natural (da Bolívia).

Assim como o Brasil, os países vizinhos são, primordialmente, exportadores de matérias-primas também! Isso torna clara nossa posição de “quintal produtivo” dos países industrializados. 



Qual a diferença entre América Latina e América do Sul?

·       América Latina: termo usado aos países que falam o idioma derivado do latim. Territórios que falam idiomas não-latinos não fazem parte. 

A região engloba 20 países: 

Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.




·       América do Sul: São 13 os Países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, França (Guiana Francesa), Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.



sábado, 6 de agosto de 2022

Estelionato Sentimental

Câmara aprova Lei que muda o Código Penal e cria um novo tipo de crime: “estelionato sentimental” – quando um golpista finge que busca um relacionamento amoroso ou afetiva, mas para tirar bens ou dinheiro da vítima

A pena prevista vai de 02 a 06 anos de prisão. O campo preferido deles são os aplicativos de relacionamento (se a fraude for eletrônica por clonagem de aplicativos, pode pegar pena de até 8 anos). Se for contra pessoa idosa ou vulnerável, a pena poderá ser triplicada.

Geralmente o(a) golpista estuda a vida da vítima, descobre os seus pontos fracos e daí vai seduzindo: o afago, falando o que precisa ouvir, promessas afetivas e sexuais.

Além de prejudicar a vítima na parte financeira, também lhe causa prejuízos na personalidade e nos sentimentos. Não se pode sentir envergonhado por cair nas armadilhas desse crime. Denuncie!

ALIANÇAS PARTIDÁRIAS

 

A maioria dos partidos da mesma coligação mantém uma identidade ideológica em comum. No entanto, o principal motivo para os acordos não são ideologias, mas fortalecer o financiamento e a propaganda das candidaturas. O que norteia fortemente esses acordos não é a ideologia, mas um interesse sobretudo de dispor de um tempo de TV maior e o acesso a recursos. Isso é fundamental para os partidos que queiram se apresentar.

1º Lugar: PT (Lula e Alckmin)

·       Partidos que apoiam o ex-presidente darão capilaridade nos Estados e maior tempo de TV para o petista. Conseguiu formar o maior bloco partidário na disputa presidencial.

- PSB, Solidariedade, PSOL, Rede, Avante, PCdoB e PV (e em mira o PROS).

- Juntas, as legendas elegeram 130 deputados federais, 12 senadores e oito governadores em 2018.

- A bancada na Câmara é o principal critério para a divisão do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, o que significa que Lula terá mais exposição midiática que seus concorrentes.

- o impacto eleitoral do aumento do Auxílio Brasil para R$ 600,00 e outros benefícios sociais articulados pelo governo e que começam a ser pagos em agosto.

- o ex-ministro Aloizio Mercadante, que coordena o plano de governo de Lula.

- O ex-presidente também conta com o palanque de candidatos do MDB, do PSD e do PDT, principalmente no Nordeste.

- Pesquisa do Datafolha divulgada na semana passada mostrou Lula com 47% das intenções de voto e Bolsonaro com 29%. Ciro Gomes (PDT) apareceu com 8%, Simone Tebet (MDB) com 2% e Vera Lúcia (PSTU) com 1%. Os demais não pontuaram.

- Lula não conseguiu o apoio formal de nenhum partido de centro ou centro-direita, apesar das conversas com MDB e PSD. Ciro Gomes permaneceu isolado no PDT.


2º Lugar: PL (Bolsonaro e Braga Netto)

·       Bolsonaro conta com seu próprio partido, o PL, e mais dois:

- a segunda maior aliança com o PL, +2 partidos.

- a cúpula petista evita subestimar a capacidade eleitoral de Bolsonaro de diminuir a vantagem e levar a disputa para o segundo turno.

- o Progressistas e Republicanos também vão apoiar a tentativa de reeleição de Bolsonaro. Em 2018, os partidos elegeram 101 deputados federais, sete senadores e um governador.

- Antes considerado como apoio garantido a Bolsonaro, o PTB decidiu de última hora lançar o ex-presidente do partido Roberto Jefferson na eleição presidencial. Jefferson está em prisão domiciliar por ter ameaçado ministros do Supremo Tribunal Federal.Sua candidatura “não se opõe” à reeleição do presidente Bolsonaro e que ela combate a abstenção, “preenchendo alguns nichos de opções ao eleitorado direitista”.

- Além de ter perdido o PTB, Bolsonaro sofre com dissidências em seus palanques. O Progressistas está na mesma coligação que o PT no Mato Grosso, Maranhão, Espírito Santo, Pará e Pernambuco. O Republicanos também não está inteiro com Bolsonaro e em Pernambuco apoia Lula.

 

3º Lugar: MDB (Simone Tebet e Mara Gabrilli)

·       A candidatura de Simone Tebet tem apoio de três partidos e pode chegar a quatro.

- Além do MDB da própria senadora, do PSDB e do Cidadania, nesta sexta-feira, o Podemos anunciou que aderiu à chapa de Tebet.

- Os quatro partidos elegeram 82 deputados federais, seis governadores e 11 senadores há quatro anos.

- O próprio MDB de Tebet possui uma ala no Nordeste que apoia Lula e outra, mais concentrada no Sul, que está com Bolsonaro.

- Em diversas ocasiões, a senadora do MDB declarou que o grupo que não apoia sua candidatura tem “cheiro de naftalina”.

- O PSDB, que indicou a senadora Mara Gabrilli para ser vice da emedebista, também tem alas que já estão com Bolsonaro ou Lula.

 

4º Lugar: UNIÃO BRASIL (Soraya Thronickee e general Santos Cruz)

·       Já a senadora Soraya conta apenas com o União Brasil (partido de ACM Neto).

- Mas, mesmo sem fechar aliança com outro partido, sua sigla, resultado da fusão entre PSL e DEM, elegeu 81 deputados federais, cinco governadores e oito senadores em 2018.

- A situação se repete no União Brasil, cujo presidente, Luciano Bivar, abriu um canal de diálogo com o PT.

- O partido também já declarou apoio a Bolsonaro no Distrito Federal, Amazonas, Acre, Mato Grosso e Rio.

- Soraya minimiza os acordos regionais e diz que não vê problema em dividir palanque. “Tranquilo, palanque para todos”.

- E a terceira via não conseguiu se viabilizar em sua inteireza, uma vez que o União Brasil desembarcou das negociações com MDB, PSDB e Cidadania e terá uma candidatura própria

 

5º Lugar: PDT (Ciro e vice-prefeita de Salvador Ana Paula Matos)

É o típico caso dos partidos que lançam mulher como quebra-galho. 

·       Já Ciro, que está em terceiro lugar nas pesquisas, só tem o PDT. O partido elegeu 28 deputados federais, dois senadores e um governador em 2018, colocando o cearense em quinto lugar no ranking das alianças partidárias.

·       Mais uma vez o PDT vai para a disputa presidencial com uma chapa pura, formada apenas por pessoas do partido. Além de vice na chapa, Ana Paula vai ajudar na coordenação do Plano de Governo de Ciro. 

·       A candidatura do PDT só fica na frente, em termos de tamanho, do PTB de Roberto Jefferson, que elegeu 10 deputados federais em 2018, do Novo de Luiz Felipe d’Avila, que elegeu 8 deputados, da Democracia Cristã, de Eymael, que elegeu um deputado, além do PSTU de Vera Lúcia, do PCB de Sofia Manzano e do Unidade Popular de Leonardo Péricles, que não elegeram congressistas.

O inferno inflacionário

Por que desajustes de preços espalha-se por diversos países avançados e emergentes? 

Razões:

·       Principalmente por causa dos desmandos cometidos em Brasília, como a gastança eleitoreira, a política econômica sem rumo, a insegurança dos investidores e a consequente sobrevalorização do dólar.

·       Para o Governo Bolsonaro/Paulo Guedes, a inflação mundial tem servido como justificativa para os desajustes internos, mas qualquer problema originário de fora apenas complicará um quadro doméstico já pouco animador. Afinal, os desarranjos nacionais são explicáveis pelas condições dos ganhos domésticos, muito mais desigual no Brasil.

·       Efeitos econômicos da Pandemia:

- afrouxamentos das políticas fiscais em 2020 e 2021, na tentativa inicial de estimular a recuperação das atividades deprimidas na crise sanitária.

·       Aumento global dos preços da alimentação (+13,93%) e da energia (+40,7%).

·       Guerra na Ucrânia, grande exportadora de grãos.

·       A inflação está disseminada por todos os continentes, mas de forma desigual, atingindo mais duramente as populações mais pobres, com duras condições de emprego.

·       Vejamos alguns exemplos:

- Turquia: 78,6%

- Argentina: 64%

- Brasil: 11,9%

- África do Sul: 7,4%

- Bélgica: 9,6%

- EUA: 9,1%

- Reino Unido: 8,2%

 Para conter o surto, mais veneno: elevação dos juros e dificuldade para expandir o crédito. Aí reduz o ritmo de negócios e impacta a criação de empregos. A renda cai e o custo de vida sobe. Multidões de famílias pobres enfrentam o duplo desafio de suportar uma inflação em queda apenas gradual e sobreviver numa economia menos dinâmico.

Enfim, inferno!

A disputa pelo Sentido.

É possível reunir adversários históricos?

Fiesp, Febraban, CUT, UGT, CGT, Iasp, UNE e outras entidades se juntaram no mesmo manifesto com assinaturas. O manifesto é o “Em defesa da democracia e da Justiça”, que defende as eleições e o Judiciário. Inimigos históricos, que sempre tiveram e continuam a ter posições ideológicas opostas, assinaram juntos o novo manifesto.

O que essa miríade de entidades juntas significa?

Significa que, quando há algo valioso em comum a defender, o país supera divergências e consegue dialogar. Mesmo num ambiente político marcado pela polarização, a defesa da democracia é um consenso civilizatório inegociável. A democracia une profundamente o país?

É verdade que há muitas diferenças e embates no dia a dia da política. No entanto, mesmo com todas as discordâncias, o diálogo é possível. Na hora de defender a democracia, as entidades foram capazes de agregar esforços, sem titubear, em prol de um mesmo ideal. 

A campanha de Jair Bolsonaro é golpista. Como ele ataca o regime democrático? A) colocando em dúvidas, sem nenhuma prova, a lisura do processo eleitoral; B) ameaçando e confrontando o Poder Judiciário.

Despertou, então, uma impressionante reação, plural e apartidária, em defesa do regime democrático. O mundo empresarial, junto com o setor financeiro e ao lado das centrais sindicais, além de instituições profissionais e inúmeras organizações do terceiro setor, como os movimentos negro, feminista e estudantil. Perfeito? Não! 

Entretanto, uma ressalva: diz que o manifesto tem um caráter apartidário. Mas, se o capital fosse um partido, isso não seria verdade. Fiesp e Febraban têm campo de interesse próprios: assinaram o documento em defesa da democracia porque “já que não existe liberalismo, economia de mercado ou propriedade privada, valores tão caros à entidade e ao setor industrial, sem que exista segurança jurídica, cujo pilar essencial é a democracia e o Estado de Direito”, então vamos assinar e almoçar supostamente juntos.

Enfim, no fundo, continuamos bem separados e delimitados. Seria esse o sentido maior do 7 de setembro neste ano – o sentido do capital?

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Desejos e Tragédias

“Há duas tragédias na vida: uma, de não alcançar o nosso desejo, outra, de alcançá-lo” (Bernard Shaw).

O protagonista do livro de Dino Buzzati, Giovanni Drogo, espera por toda a vida num quartel distante a chegada do inimigo para assim mostrar seu heroísmo e alcançar a glória. Mas, o tártaro não chega nunca, e quando ele se apercebe disso, já é tarde demais. O que isso significa?

Significa uma alegoria sobre a busca da glória, do reconhecimento, da celebridade ou de até um inimigo real que dê sentido à vida. A questão é que, às vezes, o tártaro chega. E aí?

E aí que, quem se joga de corpo e alma em busca de um desejo precisa estar ciente que o sonho pode trazer consigo também pesadelo. É o que mostra o trágico personagem Fausto e o gênio demônio Mefistófeles na obra de Goethe. Por exemplo, quem busca a celebridade deve saber que está negociando sua privacidade; quem anseia pelo conhecimento, pode estar cedendo em troca a ingênua felicidade; quem deseja o dinheiro a qualquer preço pode terminar atolado na corrupção.

Enfim, assim como o desejo é o combustível da vida, a morte é a combustão do desejo. Tão bom, tão tentador e tão paradoxalmente cheio de consequências, com as quais temos que saber lidar!

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

As duas últimas décadas (de 2002 a 2022).


·       O que foi destaque no jornal nas duas últimas décadas (2002-2022)?

- região de conflitos, Brasil de oportunidades, mas ainda aprisionado em problemas históricos.

- vimos nascer novas gerações e tecnologias.

- discutimos religião.

- após 3 décadas de guerra, a ocidentalização de Cabul (Afeganistão).

- tempos de paz em Angola, após 40 anos de conflito.

- perfil do Irão: entre o fervor religioso e o programa nuclear.

- Índia: o hinduísmo como um estilo de vida.

- visita do papa Bento XVI ao Brasil: os desafios do catolicismo (2007)

- o agronegócio como principal polo de empregos (2004)

- novas Gerações, ansiosas e conectadas.

- Geração Z

- Conecte

- Brasil de desigualdades: estradas mal conservadas (2005)

- Raposa Serra do Sol

- José Saramago (2007); Angela Merkel (16 anos de chanceler alemã);

- Obama eleito presidente (2008)

- Apagão no Brasil (2009)

- Tragédia no Morro do Bumba (RJ, 2010)

- Acidente com o avião da TAM (SP, 2007)

- Massacre em Realengo (escola carioca, 2011)

- Guerra no Iraque (2003)

- Furacão Katrina (EUA, 2005).

- Morte de Michael Jackson (2009)

- Brasil e penta na Copa (2002)

- Ataques terroristas em Paris (2015)

- Desabamento de prédios no Rio (2012)

- Rompimento da Barragem em Mariana (2015)

- Retirada das tropas americanas do Afegnistão (2021)

- Rompimento da barragem em Brumadinho (2019)

- Morte de George Floyd (2020)

- Manifestações 13 de junho (2013)

- Operação Lava Jato (2014 a 2021)

- Prisão e soltura de Lula – Moro cai.

- Impeachment de Dilma Rousseff (2015-2016)

- Atentados, acidentes, impeachment, operações policiais.

- Pandemia de Covid-19 (2020)

- Informar e desmentir

- Desinformação e Fake News.

- Pedalada sanitária