Quem sou eu

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São Francisco do Conde, Bahia.
PsicoPedagogo.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Dólar e Petróleo nas alturas!

 

·         A alta do dólar afeta a produção dos eletrodomésticos e eletrônicos. Elas importam insumos da Ásia que chegam aqui de navio. E o aumento dos custos na indústria contaminou o varejo na forma de inflação. Se a renda disponível começa a pesar no bolso das famílias - a inflação come renda e isso diminui a capacidade de consumo (de qualquer coisa, inclusive bens). Com a renda menor, não dá para consumir bens e serviços (mas compor as despesas básicas e perdas). 


·         Viajar de avião fica quase 60% mais caro em 1 ano. Aliás, o querosene de aviação é um dos maiores custos das companhias aéreas (teve alta de +91,7%).

·         O preço do petróleo no mercado internacional atingiu o maior patamar dos últimos 3 anos. Os efeitos disso, os brasileiros já têm percebido claramente. E atualmente há pouco investimento na produção de petróleo.

·         O impacto chega para quem já está lutando contra muitas dificuldades para conseguir sobreviver.



domingo, 10 de outubro de 2021

Tema da Redação do ENEM - 2021

 Qual será o tema da redação do ENEM - 2021? 

Chutes e palpites: 


1.  A segurança das crianças no mundo virtual. 

O isolamento e o distanciamento social trazidos pela pandemia de coronavírus em 2020 afastaram as crianças das interações físicas e presenciais da escola. Do outro lado, trouxe os desafios de ministrar aulas à distância com a modalidade do ensino remoto. Nesse cenário, os pequenos ficaram mais expostos aos recursos tecnológicos e ao meio virtual. 

As redes sociais, e não só elas, têm vantagens mas também possuem sérios perigos. Polemizadas pelos discursos de ódio, fake news, polarizações políticas e outros conteúdos inapropriados, as crianças ficam sujeitas a receberem esses impactos negativos em sua formação cognitiva, emocional e psicossocial. Até recentemente, o Facebook pretendia lançar um "Instagram só para crianças", e o produto não veio à tona porque a empresa foi acusada de priorizar o lucro e não a segurança de seus usuários. Podem as empresas privadas decidirem sozinhas o que as crianças vão acessar na rede? As plataformas de conteúdos diversos para adultos que invadiram os lares e as famílias brasileiras estão preocupadas com ferramentas que filtram o alcance e o impacto no mundo infanto-juvenil? Pais, professores e responsáveis estão preparados para lidar com a segurança das crianças frente aos perigos que moram no mundo virtual? Nossa legislação protege as crianças desses riscos?

E que perigos são esses? O da pornografia, da pedofilia, de abusadores e da erotização explícita; o do tráfico de crianças e órgãos; dos conteúdos de ódio, violência  e fake news; da violência explícita, dos jogos violentos e videogames com conteúdos vis; dos filmes, novelas e todo azar de produções inapropriadas. Isso mostra que, se o mundo virtual apresenta inseguranças é porque nosso mundo real é cheio de ameaças. Assim, para proteger as crianças no mundo virtual é preciso resguardá-las primeiro no mundo real. Afinal, a segurança começa em casa e continua nas redes. 

Desse modo, existe uma outra ponta, é importante destacar. Um contingente enorme de crianças e adolescentes estão livres desses perigos porque simplesmente ficaram excluídos do mundo virtual. Acesso a recursos tecnológicos não é um forte para as crianças e adolescentes pobres das famílias brasileiras que sequer conseguiram acompanhar o ensino remoto por falta de condições e ferramentas. Mas aí existem outros riscos também do lado de cá: o da exposição à violência doméstica e da brutal desigualdade que expõe as crianças à exclusão digital. Assim, é verdade que precisamos proteger as crianças do mundo virtual, mas é preciso protegê-las também do mundo real e suas injustiças sociais. 

Enfim, estamos todos preocupados com a saúde física diante dos grandes riscos trazidos pelo coronavírus e os impactos da Covid-19 em nossas vidas, e não é por menos. Mas, há outra epidemia silenciosa nos lares brasileiros. Ela advém da exposição das crianças aos perigos do mundo real que saltam para o mundo virtual, e que ameaçam seu desenvolvimento físico e psicossocial. É da vida e da saúde integral, esses dois direitos fundamentais trazidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que devemos cuidar com legislação e fiscalização, desde a tenra idade, tanto nas redes como fora delas. 

Um tema muito pertinente!



sábado, 9 de outubro de 2021

Inflação disfarçada: menos produto, mesmo preço.

A crise econômica no Bolso do Brasileiro.  

- Fabricantes diminuem a quantidade dos produtos nas embalagens, mas não o preço. Ou seja, você paga o mesmo, mas leva menos. “A explicação está na inflação: a saída para cortar os custos seria diminuir o que vem dentro dos pacotes no tamanho, na quantidade, no volume ou no peso, mas sem alterar os preços. O cliente leva menos e paga o mesmo valor”. Uma estratégia ilegal de esconder a inflação.

- uma viagem de carro custa até +50% do que há 1 ano atrás. E não é só por causa do combustível... Está caro viajar e se divertir.


Vacinação em 2022

 O Ministério da Saúde apresentou o Planejamento para a vacinação contra a Covid-19 no ano que vem. A proposta prevê as vacinas que já possuem registro definitivo no Brasil: Astrazeneca e Pfizer.

A Coronavac e a Janssen não estão no planejamento porque ainda não têm o registro definitivo no Brasil. 

"No novo cenário de 2022, é preciso levar em conta outras características: resposta imune na população mais vulnerável e duração de proteção. Isso parece tender melhor para as vacinas de "vetor viral" e as vacinas de "RNA mensageiro" uma melhor performance (daí estar de fora até agora a Coronavac e a Janssen, por exemplo).





Lista de Predadores da Imprensa

 NO CENTRO: O COMPROMISSO COM A VERDADE E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE INFORMAÇÃO. 

O jornalismo livre, independente e baseado em fatos serve para proteger contra o abuso de poder, mentiras e propagandas de guerra. As redes sociais têm sido usadas para espalhar desinformação e manipular o debate público, espalhar informações falsas e assediar oponentes e manipular discussões políticas. Afinal, a liberdade de expressão é uma condição básica para garantir a Democracia e a paz duradoura. O trabalho incansável em busca da verdade, que incomoda autoridades, que corre atrás de fatos e que informa a população. Enfim, é morrer defendendo o direito de se expressar livremente. Afinal, jornalistas estão sendo impedidos de fazer o seu trabalho, ora sendo processados, intimidades, assediados ou até mesmo mortos e sua linha de frente, fazendo sua missão de informar seus leitores, ouvintes ou telespectadores.

- jornalismo profissional, independente, comprometido somente com a verdade, investigativo, livre e baseado em fatos... Público informado. O jornalismo imparcial nunca foi tão importante como nos dias de hoje. Coroar a cobertura em prol os Direitos Humanos.

- momento particularmente desafiador: ataque de chefes de Estado com pretensões golpistas, totalitárias e que espalha Fake News e acusam a imprensa de mentir.

- 937 jornalistas assassinados nos últimos 10 anos e 387 repórteres presos por causa do seu trabalho. Arábia Saudita, Índia, Irã, Síria, Hon Kong... Mordaças na mídia.

- É sintoma de um mundo que só não estar pior também por causa da imprensa.

- Lista de predadores da “Liberdade de Imprensa”.

- Repórteres sem Fronteiras.

- Críticas sem fronteiras.

- sequestros, ameaças, torturas e outros atos impensáveis. Cada predador tem um método preferido. O propósito é sempre o mesmo: evitar a qualquer custo uma crítica.

- Por mais que alguns desejem a censura, o público tem direito à informação

·         Existe uma lista com 37 predadores da liberdade de imprensa, elaborada pela ONG Repórteres sem Fronteira. Este ano, quem entrou para essa lista, foi o presidente Jair Bolsonaro.

No mapa, em vermelho, países onde a situação dos jornalistas é ruim. E em marrom, muito ruim! 

sábado, 2 de outubro de 2021

Os EUA chegam à marca dos 700 mil mortos pelo coronavírus.

 

- Isso já supera os da Gripe Espanhola (que matou 675 mil pessoas entre 1918-1919).

- Maior parte das vítimas é de pessoas que não quiseram se vacinar. Nesses, os casos só se multiplicam. “É a pandemia dos não vacinados” (Joe Biden).

- A vacinação estacionou por causa do movimento antivacinas e do negacionismo (em relação à pandemia).

- O país de 330 milhões de habitantes tem doses de sobra para vacinar a todos (um dos países que mais compraram vacinas no mundo).

- A epidemia de Covid-19 já se tornou a mais letal da história norte-americana.


·         Entre os países do G20, o Brasil lidera a lista com o maior número de mortes por milhão/habitantes: com 2.788 óbitos.

1.      Brasil

2.      Argentina

3.      Itália

4.      México

5.      EUA

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Índice de Educação à Distância (IED).

Na pandemia, o crescimento forçado do Ensino à Distância impôs um desafio aos Estados brasileiros, principalmente os que têm orçamento menor.

Pesquisadores de varias instituições se reuniram para avaliar o desempenho das Secretarias de Educação na oferta do Ensino Remoto durante a Pandemia. Para tirar nota boa, os Estados precisam tirar nota boa em alguns critérios: oferecer os meios de canais adequados para os estudantes acompanharem as aulas de casa. E garantir o acesso dos alunos ao conteúdo. Acima de tudo, tiveram que fazer uma cobertura ampla, ou seja, oferecer os serviços para os alunos de todas as séries.

Para comparar os investimentos no ano passado (2020) e neste ano (2021), a pesquisa concluiu: o Índice de Educação à Distância: notas de 0 a 10. Repare que a média do país no ano passado foi baixa, e neste ano melhorou. As melhores notas ficaram com Secretarias de Educação de maior orçamento (o Estado de SP, por exemplo, criou um centro de mídias com 5 estúdios e transmissão de 23 horas de aula por dia).


Crítica: falta de atuação do Ministério da Educação na coordenação dos projetos. Foi totalmente omisso nesse plano nacional. O MEC poderia ter determinado um critério de como atuar na educação para prevenir que acontecesse um aumento de desigualdade entre quem tem mais e menos recursos.

 A Paraíba tirou a melhor nota do país (PB = 8,9), e com orçamento modesto mas bem administrado. Gastou com tecnologia o dinheiro economizado com o fechamento das escolas: a) viu as necessidades do professor para que ele pudesse realizar suas aulas em casa; b) melhorou a conectividade do aluno; c) melhorou o acompanhamento dos estudantes usando tecnologia - aparelho celular, internet, etc.

 Enfim, é preciso coordenação e construção de um plano nacional. Sem isso, só se aumenta a desigualdade educacional, o que é muito ruim. A antiga estrutura física da escola precisa melhorar, e a do ensino remoto mais ainda! 

domingo, 26 de setembro de 2021

Chega a ser 3x mais!

Considerando os casos confirmados oficialmente, mais de 10% da população brasileira já foi infectada (mais de 21 milhões de casos). Porém, são apenas números oficiais, pois na realidade o Brasil testa muito pouco sua população se comparado a outros países. 

Assim, certeza que o número de infectados é bem maior (especialistas estimam 30 a 60 milhões de casos na realidade do país)! Ou seja, uma subnotificação tão expressiva e irresponsável (fora de controle) que dificulta o planejamento adequado das ações: não se sabe onde existe maior transmissão da doença, onde é necessária intervenção incisiva, não há contenção da transmissão. Enfim, ações mais específicas do poder público ficam a desejar.









Ao todo, um prejuízo de R$ 172.034.208,14!!!

A CGU, órgão do Governo Federal encarregado de defender o patrimônio público, encontrou muitos exemplos de desperdício de dinheiro público no Ministério da Saúde no ano passado. Foram vários flagrantes de quantidade grande de remédios e vacinas incinerados ou extraviados. 

Com a destruição, foram desperdiçados R$ 21.247.214, 55. Foram mais de 25 toneladas de vacina Pentavalente e quase 4 toneladas de vacina Tríplice. No total, em 10 meses, foram jogadas no lixo quase 30 mil toneladas de medicamentos. 

Milhões de doses de vacinas perderam o prazo de validade antes de serem usadas, principalmente contra a Febre Amarela e a Hepatite, além de medicamentos de alto custo. Também descobriram que 66 doses de um medicamento chamado Eculizumabe (soliris), de alto custo, mais de R$ 12 mil reais a dose, sumiram! Saíram do estoque sem destino conhecido (prejuízo de R$ 840 mil). Também sumiram equipamentos como, 336 respiradores (mais de R$ 18 milhões).


Todos esses recursos públicos que foram desperdiçados poderiam ter sido usados para salvar vidas durante a pandemia, que é a maior crise sanitária da nossa época! Descaso, despreparo e desperdício.!!!Tamanha incompetência já deveria ter chutado Bolsonaro e sua trupe do poder!