Quem sou eu

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São Francisco do Conde, Bahia.
PsicoPedagogo.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quinta-feira, 26 de março de 2015

08. Titanic Legendado (Celine Dion) - "My Heart Will Go On" ou "Meu coração vai continuar".

Orgulho Ferido...
“Construímos o navio para fazê-lo flutuar.
Não o construímos para colidir com um iceberg ou um penhasco.
Infelizmente, foi exatamente o que aconteceu.”

(Singela explicação de Alexander Carlisle, um dos engenheiros do Titanic).

Em uma quarta-feira, 10 de abril de 1912, da Inglaterra rumo a Nova York, colidiu a estibordo com um iceberg na região dos bancos gelados de Newfoundland por volta das 23h40min do dia 14. Ele partiu do cais de Southampton (Inglaterra), o Royal Mail Ship (RMS) Titanic (Vapor do Correio Real Titanic), construído pela White Star Line e pela Harland & Wolff, de Belfast, tinha como direção às cidades de Cherbourg (França), Queenstown (Irlanda) e, por fim, New York (onde se pretendia chegar na outra quarta seguinte, 17 de abril). Era o maior (269 m de comprimento) e mais pesado (46,328 milhões de Kg ou 46 mil toneladas) transatlântico já construído. O naufrágio não era uma hipótese para os projetistas: o Titanic poderia flutuar com até quatro compartimentos inundados. O iceberg, entretanto, rasgou cinco dos oito dele na colisão. Mas, O arquiteto naval Thomas Andrews, responsável pela concepção do Titanic, jamais poderia antecipar o fatídico destino que o aproximaria para sempre de sua principal criação (ele sucumbiu junto com o navio).

Os especialistas não compreendem o motivo pelo qual o Titanic não alterou sua rota, já que recebeu diversas mensagens pelo telégrafo alertando sobre a presença de icebergs flutuantes (notadamente na região 42º Norte e entre a 49º e 51º Oeste) na véspera da colisão. Mesmo sabendo do caminho potencialmente acidentado na rota do majestoso transatlântico, o capitão optou por manter a rota e a velocidade, confiando na calmaria do oceano - "o mar estava como grama", declarou o segundo oficial, tenente Charles Lightoller - e na observação de sua equipe na torre (que, entretanto, estava sem binóculos). Ao choque e à incredulidade pela notícia, soma-se agora, no rescaldo da acachapante tragédia, a ânsia pelas respostas às perguntas que não querem calar. “Como um gigante do porte do Titanic pode ter simplesmente afundado pelo choque com um iceberg? Por que o maior e mais moderno navio de nosso tempo não oferecia plenas condições de segurança a todos os seus passageiros?” Autoridades dos Estados Unidos e da Inglaterra se mobilizaram para investigar as causas do sinistro e atribuir possíveis responsabilidades.


Por mais pesado que seja um navio, ele se mantém na superfície da água por conta de um equilíbrio entre sua capacidade de flutuação, que o empurra para cima, e a gravidade, que o puxa para baixo. O ar presente nos dezesseis compartimentos do Titanic tornava o navio menos denso que a água. Isso, claro, até o momento em que a embarcação atingiu o iceberg. O rombo provocado pelo gelo perfurou o casco do navio e a água rapidamente ganhou cinco desses compartimentos, eliminando o ar dessas salas. A estabilidade foi obviamente interrompida. Com isso, a frente do Titanic, muito mais pesada por conta da inundação, começou a submergir, fazendo a traseira levantar para fora da água.

O que seria o inevitável aconteceu na noite de 14 e a madrugada de 15 de abril de 1912: foram 1.517 pessoas que morreram nas águas gélidas do Atlântico norte e mais de 700 vidas foram salvas. No total, 80% dos homens e 25% das mulheres morreram. Aparece então outra indagação: Por que os botes salva-vidas não foram lançados com suas capacidades máximas? Tivesse sido esse o desfecho, pelo menos mais 500 pessoas estariam salvas. Dos 890 profissionais em serviço, apenas 214 sobreviveram. Aliás, os 20 botes salva-vidas presentes no navio acomodavam apenas um número máximo de 1.178 passageiros - número que estava dentro da regulamentação inglesa para navios de mais de 10.000 toneladas, mas insuficiente para acomodar as 2.223 pessoas que estavam a bordo do transatlântico. A viagem inaugural do Titanic, um projeto fabuloso orçado em 7,5 milhões de dólares (e que tinha até 08 andares de cabines), rendeu uma das maiores tragédias da engenharia náutica e da navegação mundial. A velocidade e a potência, obsessão daqueles tempos, foram preteridas em detrimento do conforto e da grandiloquência. A preocupação com o bem-estar dos passageiros era tanta que, dos cerca de 890 membros da tripulação, mais de 500 eram garçons, cozinheiros e artistas em geral. Mas, em questão de sobrevivência, a maioria dos passageiros da primeira classe se safou (um índice de 60,5%, o maior entre todas as categorias do navio).

Na nossa aula de Química, o destaque vai para o diamante “Chave de Start”: Heart of the Ocean, Le Coeur de La Mer ou “O Coração do Oceano”. Este é o nome do mundialmente famoso colar presenteado à personagem Rose (Kate Winslet), peça chave responsável por desencadear a grande e famosa obra cinematográfica “Titanic”. A joia é fictícia e não existiu de fato no Titanic real, nem foi usado por qualquer um de seus passageiros, assim como não existiu o casal romântico e apaixonado do enredo da história. Ela foi desenhada e fabricada única e exclusivamente para o filme Titanic dirigido por James Cameron em 1997 (premiado com 11 estatuetas do Oscar), livremente inspirada no caríssimo diamante Hope (este sim, real e de coloração azul metalizada, graças ao elemento químico Bóhrio, avaliado entre US$ 200 e US$ 250 milhões). Este diamante encontra-se no Instituto Smithsonian, Washington, EUA. 

A peça foi feita pelos joalheiros de Londres Asprey e Garrard, através de uma pedra preciosa sintética, fabricada em laboratório, denominada Zircônia Cúbica (no valor de US$ 10.000), de cor azul, de grande beleza e brilho, mas de valor muito inferior ao real diamante. A história do diamante Hope ultrapassa 300 anos e carrega uma grande mistura de lendas e de supostas maldições, que relatam que essa joia trouxe muito azar (e até morte) aos vários proprietários ao longo dos séculos.

Enfim, o impacto que essa joia causa vem da sua beleza e a linda (e trágica) história por ela inspirada.


07. “Os maiores Diamantes do mundo e a extração em Angola - Fantástico”.

Angola é o 4º maior produtor de diamantes do mundo. Os concorrentes são:


1º) Botswana;
2º) África do Sul e;
3º) Rússia.

Angola é um país do tamanho do estado do Pará, que fica na costa ocidental da África. E onde se fala português. Metade das jazidas de diamantes do planeta está na África. Elas são encontradas nos leitos dos rios ou soterradas. Em cada caminhão de cascalho é possível encontrar de 05 a 10 diamantes.

Mas, para onde vão os diamantes de Angola? Em capacidade de lapidação e fazer joias, Índia, Estados Unidos e China. Também se vende para o Brasil. O desafio é transformar essa riqueza em benefícios para o povo angolano e não apenas para rebeldes (empresas). Depois do diamante, a outra grande riqueza é o petróleo.


Os diamantes mais conhecidos a nível mundial são os da:

1.      Índia.
2.      Rússia.
3.      França.
4.      África do Sul (diamante Culina ou “Estrela da África”, o maior do mundo: 3.106 quilates).


Embora esses países se destaquem, existem jazidas diamantíferas em mais de 20 países que produzem cerca de 20 toneladas de gemas de qualidade por ano.

Temos três tipos básicos de diamantes:

1.      Diamante joia;
2.      Diamante semijoia;
3.      Diamante industrial.

Agora podemos pensar nos motivos de altas guerras e violência na África – a ambição pelos diamantes. Sejam dos dirigentes, das empresas estrangeiras ou da elite local. A imprensa é silenciada e o poder e a corrupção de grandes empresas tentam impedir a informação sobre a realidade angolana em particular e da África em geral. 

terça-feira, 24 de março de 2015

05. “INMETRO vai regulamentar uso de substâncias químicas em joias e bijuterias”.

Curiosidade...

VÍDEOS:
Reportagem 01: “Laudo alerta para alta concentração de substância tóxica em bijuterias”.
Reportagem 02: “Inmetro vai regulamentar uso de substâncias químicas em joias e bijuterias”.


No mercado da vaidade, 
o que brilha pode virar isca e se transformar em perigo.


Pesquisa feita pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) em joias e bijuterias do país revelou a concentração de metais pesados (muitos são usados para baratear os custos), como chumbo e cádmio, em até 60 vezes acima dos níveis permitidos na Europa e nos Estados Unidos da América (EUA). São substâncias tóxicas que oferecem riscos à saúde do usuário e ao meio ambiente. Aqui no Brasil, até hoje, não há regulamentação sobre isso. A maior parte desses produtos vem da Ásia (chinesa, indiana, filipina e mexicana). Reportagem do fantástico (17/11/2013) mostrou que, segundo a Receita Federal, o Brasil importou nos últimos 05 anos, só da China, 29 mil toneladas de bijuterias (a porcentagem de cádmio encontrada nas peças é quase 4000 vezes maior do que seria permitido na Europa, 39,2%).


O Inmetro vai regulamentar (portaria com regras, além de fiscalizações mais rígidas por parte dos órgãos oficiais) até abril deste ano (2015) o uso de substâncias químicas nas joias e bijuterias (anel, brinco, correntes, colares, piercings, pulseira etc.) que são fabricadas e vendidas aqui no país. O Instituto está propondo o uso máximo de 0,01% de Cádmio (Cd) e 0,03% de Chumbo (Pb) nesses artigos no Brasil.

Em geral, esses produtos são revestidos de algum banho metálico que protege a migração dessas substâncias para o organismo, mas quando o banho não é de boa qualidade, e isso acontece nas joias mais baratas, elas se decompõem muito facilmente com a acidez do suor e podem ser absorvidas pelo organismo humano. O efeito é cumulativo e pode provocar doenças renais, no sistema nervoso central, doenças hepáticas, desencadear processos alérgicos em pessoas com predisposição (sabe aquela irritação na orelha ou aquela coceira constante no pescoço), defeitos de nascimento, deficiência de aprendizagem, câncer, entre outras. Além do mais, quando esses metais pesados são descartados indevidamente, podem contaminar o solo e as águas subterrâneas.

É importante destacar que as crianças estão entre as mais prejudicadas pelo contato com esses produtos constituídos de materiais danosos à saúde. "Engolir, chupar ou mastigar essas joias e bijuterias pode resultar em exposição ao chumbo, cádmio e outros metais pesados, que são conhecidos por serem tóxicos em determinados níveis de exposição".


Não importa se é joia ou bijuteria barata, é importante ficar atento no que vem junto com esses produtos. O país deve ter uma legislação consolidada proibindo determinados elementos tóxicos ou mesmo especificando quantidades seguras em produtos utilizados no cotidiano da população. O barato pode sair caro. Um consumidor consciente e atento tende a obter frutos duradouros a longo prazo. Procure sempre opções alternativas de acessórios potencialmente menos danosos à saúde, evitando assim a contaminação por tais substâncias. Não basta só se sentir mais bonito, é preciso também estar seguro e protegido.


COMO CUIDAR DAS BIJUTERIAS para conservá-las perfeitas por mais tempo?

- Bijuterias não são joias.
- Em geral sofrem banhos de metais que com o tempo podem oxidar e com o mau uso riscar, amassar ou perder alguma pedra.

Evite:

- Passar cremes, perfumes, pomadas, bronzeadores ou outros cosméticos. Quando usar esses produtos, deixe-os serem bem absorvidos e só depois coloque suas bijuterias.
- Lavar as mãos ou a louça usando anéis – sabão, sabonete e detergente possuem componentes químicos que podem danificar suas peças. Além disso, alguma pedra pode acabar soltando.
- Pelos mesmos motivos descritos acima evite tomar banho com suas bijus.
- Atividades manuais que possam atritar a peça riscando-a ou amassando-a.    
- Manipular qualquer tipo de tinta, inclusive de cabelos, ou produto químico abrasivo. Cuidado com a acetona e com os removedores de esmalte.
- Usar bijuterias de metal banhadas na praia. O sal pode corroer e a areia arranhar.
- O cloro da piscina também pode estragar suas peças.
- Praticar esportes. Os aparelhos usados podem arranhar ou riscar e o suor pode danificar.

 Como guardar:

- Procure guardar todas as suas peças separadas e em lugares forrados com tecido ou papel de seda. Evita que embaracem, o que dificulta a escolha e pode causar rompimento de alguma peça e evita também o atrito constante, que pode ocasionar riscos ou mesmo quebrar materiais mais sensíveis.
- Colares compridos devem ser guardados de preferência pendurados. Evita que “embolem” e fica mais fácil de escolher, sem correr o risco que algum rompa na hora de desembolar.
- Tenha cuidados especiais com colares que possam deformar ou riscar quando guardados pendurados.
- Pérolas são muito frágeis e riscam facilmente. Se guardar vários colares juntos envolva cada um em papel de seda ou coloque em saquinhos de tecido.

Como limpar:

Na verdade o grande “vilão” é o suor, que é ácido e pode corroer o banho dos metais. Sempre que se usa colares ou pulseiras de metal e se transpira um pouco mais tenha o hábito de limpar as peças seguindo as dicas abaixo.

- Limpe suas bijuterias com uma flanela macia, friccionando levemente para dar brilho, mas cuidado se tiver pedras coladas, pois poderão soltar.
- Peças em metal podem ser lavadas com água e sabão neutro. Seque bem e depois faça um polimento com flanela. NUNCA DEIXE DE MOLHO.
- Peças que tenham pedras artificiais ou sintéticas como zircônias e cristais podem ser lavadas rapidamente em água fria e depois devem ser BEM secas. NUNCA deixe de molho ou faça uma lavagem demorada porque a cola que prende as pedras pode amolecer.
- Não use esponjas de aço ou qualquer outro abrasivo (polidores, pasta de dentes, cloro etc) para dar brilho. Exceto peças de prata que podem ser limpas com produtos adequados.
- Pérolas, corais e turquesas são pedras porosas que absorvem água. Devem ser limpas apenas com uma flanela seca.
- Bijuterias que tenham banhos de metal dourado ou prateado NÃO DEVEM ser limpas com aquelas flanelas apropriadas para limpar joias que vêm com produto polidor. O polidor acaba retirando o banho e estragando sua peça. Apenas peças de ouro ou prata maciça podem ser polidas com essas flanelas.

DICA!!!

É muito comum usarmos aquele brinco ou anel cheio de pedrinhas e de repente percebermos que está faltando alguma. Dá uma tristeza/raiva, não é mesmo? Para evitar que as pedrinhas caiam use um truque: passe uma camada fina de esmalte incolor em cima da pedra! Serve de proteção e a pedra não sai.

ATENÇÃO:

- passe somente em pedras que tenham brilho como cristais ou similares. Podem ser coloridas mas não podem ser foscas. Não passe em pérolas, turquesas ou corais.
- use esmalte incolor ou o alto brilho. Prefira usar o alto brilho porque seca mais rápido e facilita a aplicação.
- o esmalte/brilho deve ser de preferência novo. Não pode estar grosso.
- passe somente na pedra, o metal pode ficar marcado.
- passe uma camada bem fina.
- não passe em pedras grandes porque pode aparecer ou ficar marcado.
- não faça esse processo em peças que tenham garantia ou assistência da loja em caso de algum problema.


Pode parecer muito detalhe e muito trabalho, mas depois de um tempo tudo fica meio automático. Garanto que vale à pena. Quantas peças antigas que cuidamos direitinho não voltaram à moda e usamos novamente?

segunda-feira, 23 de março de 2015

04. Uma nova abordagem de estudo da Química.

Profº Neilton Lima.
Heróis Eternos 2015!
Meus queridos estudantes da Educação de Jovens e Adultos – EJA III...

Vocês iniciaram uma batalha visando à vitória de concluir a etapa final da formação básica. Essa é mais uma luta que os torna heróis. E no transcorrer desse confronto, a intenção é ampliar nossos conhecimentos e nossas experiências para três metas fundamentais: ingressar e permanecer ativo no mercado de trabalho, participar da sociedade e avançar em estudos superiores. Ou seja, venceremos essa batalha, mas a guerra só está começando.

O processo de vida natural e social é dinâmico e se transforma com a morte. Isso dá sentido à nossa luta diária: a formação de uma base mais sólida para compreender a complexidade do mundo físico e seus fenômenos, reivindicar nossos direitos nele, praticar com responsabilidade nossos deveres e atuar com ações positivas na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

As Ciências nos fornecem modelos que permitem a previsão de fatos, possibilitando intervenções que trazem melhor qualidade de vida. E aí a Química se faz presente e necessária, pois possui vários campos de atuação, mantém relações com a Biologia, a Física, a Matemática e demais áreas das Ciências. A Química engloba o domínio dos princípios da matéria e das substâncias (propriedades, constituintes e interação) e conhecimentos sobre produtos químicos, suas reações e transformações, o que têm permitido a humanidade lidar com as diversidades de sua existência. Aprender Química não é simplesmente memorizar fórmulas, decorar conceitos e resolver exercícios. Aprender Química é também entender como essa atividade humana tem se desenvolvido ao longo dos anos, como os seus conceitos explicam os fenômenos que nos rodeiam e como podemos fazer uso de seu conhecimento na busca de alternativas para melhorar a condição de vida pessoal, da nossa família, da sociedade e do planeta. Ou seja, mais do que o domínio de fórmulas, precisamos saber aplicá-las no dia a dia e resolver problemas desafiadores da existência da vida. Logo, fazer uso do raciocínio lógico, de conhecimento teórico e experimental, de habilidades e muita capacidade de leitura e interpretação.

Precisamos de boas armas para travar essa guerra, por isso buscaremos estratégias e conteúdos relevantes para a sua formação como cidadão crítico. E já podemos apontar e sugerir: buscar uma mudança de atitude em relação ao consumismo, ao destino do lixo, à poluição atmosférica, ao uso indiscriminado de agrotóxicos e de produtos químicos. Precisamos compreender os problemas relacionados às mudanças climáticas que ameaçam nossa existência e se envolver de forma consciente e crítica com esses temas, discutindo problemas sociais e atitudes para assegurar a vida das nossas e das futuras gerações. Trata-se de um enforque à Química ambiental, mexendo nesses temas que demonstram os impactos da tecnologia química na sociedade e que apontem o desenvolvimento de ações que conciliem desenvolvimento tecnológico, qualidade de vida, preservação ambiental e justiça social.

Enfim! Vamos procurar fazer um trabalho conjunto e de parcerias, conciliando conhecimento teórico e conhecimento prático. Um aprendizado sério e crítico, sem nem por isso deixar de ser prazeroso, dinâmico e divertido. Aliás, precisamos ser participantes ativos nas situações comunicacionais da vida contemporânea. Aprender a trabalhar em equipe, a respeitar opiniões divergentes, a expor um ponto de vista e a ouvir o ponto de vista alheio, aprender a discutir um problema e a buscar uma solução em conjunto são habilidades muito requisitadas atualmente na vida social e no mercado de trabalho.

Um bom ano letivo para todos nós! 

03. Música - "Eu te desejo" (Flavia Wenceslau).


Qual é a moral dessa história para a nossa vida?

Nesse “Ano Letivo de 2015”, o que é “O PRINCIPAL” 
que você não deve se esquecer?

domingo, 22 de março de 2015

02. TEXTO: Não esqueça O PRINCIPAL.

Conta uma lenda, que certa vez uma mulher pobre com uma criança no colo, ao passar na entrada de uma caverna, escutou uma voz misteriosa que lá de dentro dizia:
- Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não esqueça o principal. Lembre-se, porém de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre! Portanto, aproveite a oportunidade, mas não esqueça o principal...
A mulher entrou na caverna, e lá encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas joias, pôs a criança no chão e começou a juntar ansiosamente tudo o que podia em seu avental.
A voz misteriosa então, falou novamente:
- Você só tem oito minutos.
Esgotados os oitos minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora. Lembrou-se então, que a criança ficara lá dentro e que a porta estava fechada para sempre!
A riqueza durou pouco, e o desespero durou para toda a vida.
***  ***   ***    ***    ***  ***   ***    ***   ***  ***   ***    ***
Qual é a moral dessa história para a nossa vida?
Nesse “Ano Letivo de 2015”, o que é “O PRINCIPAL” que você não deve se esquecer?

Moral da História:

Trata-se de uma metáfora da condição humana que nos convida a refletir sobre a lista de prioridades que estabelecemos para a nossa existência cotidiana. Além dos bens materiais, a vida também é feita dos "tesouros da alma", como o conhecimento e os valores morais. Precisamos bater metas, atingir objetivos, cumprir tarefas, valorizar a família e os amigos e realizar sonhos porque a vida é feita de conquistas, mas precisamos tomar o devido cuidado de não ser distraídos pela ganância e deixar de lado os itens realmente essenciais.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Como a mídia e a oposição gostaria de Governar...

Três cenários para o segundo mandato da presidente Dilma:
1.      OTIMISTA: Rápida elevação do potencial de crescimento:
- rejeitar as ideias econômicas equivocadas;
- ser uma líder com humildade para reconhecer erros;
- rever convicções;
- abandonar a fracassada política econômica;
- escolher nomes respeitados para a equipe econômica;
- aprovar reformas;
- eliminar a contabilidade criativa nas contas públicas;
- ser transparente nos subsídios;
- restaurar a autonomia do Banco Central e o papel do Itamaraty na política externa;
- demanda nova abertura da economia;
- outras medidas para aumentar a produtividade;
- o resultante choque de credibilidade restauraria a confiança na economia.
2.      PESSIMISTA: Considera manutenção do estilo centralizador:
- preservação da política econômica;
- continuidade da excessiva intervenção na economia;
- insiste-se nas desonerações tributárias seletivas e nos subsídios em favor de certos setores;
- a inflação não sai de controle, embora permaneça muito alta;
- piora a já delicada situação das contas externas;
- o Brasil perde a classificação de grau de investimentos, tornando mais difícil e mais cara a captação de recursos externos;
- o potencial de crescimento cai para 2% ao ano ou menos;
- o desempenho do PIB fica bem abaixo da média anual de 1,6%;
- explicações conjunturais: a demanda externa baixa por causa do crédito escasso, a crise de confiança que barrou os investimentos e a queda nas exportações;
- explicações estruturais: inclui os custos de infraestrutura e logística, a falta de mão-de-obra qualificada e a carga tributária pesada;
- reverter o mau-humor e destravar os investimentos, que neste ano ficaram muito fragilizados;
- recompor a credibilidade na economia, uma ação de melhora na transparência fiscal, menor intervencionismo nos setores de atividades, a busca na meta de inflação (trazer de volta a confiança);
- oferta maior de energia elétrica para ter um custo menor, qualificação de mão de obra, integração com as cadeias produtivas mundiais, a fim de que possamos absorver mais tecnologia na nossa produção, pensar numa simplificação do sistema tributário e rever a proteção efetiva para a indústria.
- as instituições orientadas pela oposição podem desmoronar e assim confirmar o temor de muitos segmentos que é o de entrarmos no desastroso clube dos chamados países bolivarianos.
3.      MEIO-TERMO: Rebaixamento da classificação de risco do país.
- As agências vão rebaixar o país devido o se grau de investimento, mas nem tanto;
- O país não envereda por caminhos perigosos;
- Não haverá colapso da economia;
- O PT não assumirá hegemonia.
CONCLUSÃO: A base desse cenário são instituições fundamentais que podem evitar consequências de más escolhas políticas. Trata-se de um conjunto formado por democracia consolidada, Judiciário independente (ao menos na maior parte dos tribunais superiores), sociedade de classe média e intolerante à inflação, mercados financeiros sofisticados e integrados aos fluxos financeiros globalizados e imprensa livre e independente. Esse conjunto emite “alarmes de incêndio” de distintas origens que são disparados pelo trabalho de jornalistas, por uma piora da avaliação de riscos no mercado financeiro e pela mobilização da opinião pública contra a má gestão do governo. A exemplo de países avançados, as instituições brasileiras não garantem a escolha dos melhores líderes, mas limitam a permanência dos maus governos por muito tempo.

O gatilho seria a aprovação de lei sobre o “controle social da mídia”, um disfarce para a censura com a qual sonham alas radicais do PT. O canal que aciona os “alarmes de incêndio” seria obstruído. Até agora, essa ameaça tem sido bloqueada pela ação da imprensa e de outros formadores de opinião, entre os quais o Congresso. Novas tentativas, ocultas sob o mandato de “regulação econômica da mídia”, muito provavelmente disparariam reações, inclusive movimentos de rua, que impediriam a aprovação da medida. É baixo, pois, o risco de entrarmos no clube.





domingo, 9 de novembro de 2014

Análise do Filme “A Cela”

Por Neilton Lima (Especialista em Psicopedagogia)

A cena inicial do filme faz uma acentuada quebra da realidade, quando o cavalo de verdade se transforma em um cavalinho de brinquedo típico de um parque de diversão. Estamos diante de duas interpretações: 1) estamos dentro do fantástico mundo da mente de uma criança, cheia de fantasias e imaginações; 2) estamos dentro de uma mente esquizofrênica, incapaz de distinguir realidade de fantasia. Na fase inicial do desenvolvimento infantil, as crianças costumam mesclar o imaginário com o real, brincando de casinha e de bonecas, por exemplo, como se fossem elas fazendo o papel de gente grande. Aos poucos, à medida que vão amadurecendo, essas experiências delirantes vão se esvaindo e preparando as crianças para entrarem no mundo adulto. Mas, a mente esquizofrênica, parece não passar por essa etapa de desmembramento e transição. O esquizofrênico continua mergulhado em seu mundo de delírios e imaginação.
Geralmente a esquizofrenia é acompanhada do transtorno bipolar. A principal diferença entre as duas condições é a aparente falta de emoções na esquizofrenia e os sentimentos extremos dos pacientes bipolares, que alternam entre a depressão e a euforia. A falta de moções fica clara na crueldade como o serial killer Carl mata as suas vítimas (em sessões lentas de tortura e desespero afogadas em uma cela de vidro), o que revela uma mente muito mais do que esquizofrênica, uma mente psicopata. A bipolaridade fica expressa em muitas cenas opostas, que fazem entre si um contraponto durante todo o filme: a imensidão de um deserto solitário X um aquário de tortura; uma mente cheia de vida, brilho, ternura e acolhimento X uma mente sombria, cheia de mortes, ódio, torturas e rancor; uma mente divina X uma mente diabólica; uma criança ingênua e inocente X um adulto malicioso e cruel.

Jennifer Lopez vive Catherine, terapeuta infantil que trabalha em um centro de pesquisa onde se desenvolve um projeto de "transferência sináptica". Ou seja, uma porta para que a atriz penetre na mente de seus pacientes – crianças que entraram em coma e não retornam à realidade por algum trauma ou barreira psicológica. Uma vez lá dentro, ela passa a obedecer as regras desse universo psicológico criado pelo paciente, e sua função é ajudar e convencer essa criança a superar seu trauma e se libertar dele. Desse ponto de vista, “A Cela” pode ser interpretada como a própria mente que pode se tornar uma verdadeira prisão, cujas correntes são os próprios pensamentos frustrantes que bloqueiam e aprisionam o seu dono, tornando-o uma presa ou vítima das próprias experiências da vida.

As vítimas se parecem com bonecas e usam coleiras (feitas por ele para insinuar que lhes pertencem). São submetidas a um tratamento químico com alvejantes (cloro e ferrugem) para perderem a melanina e ficarem albinas como o cachorro dele. Depois de mortas são abusadas sexualmente. Ele carrega consigo e coleciona bonecas, algumas metamorfoseadas de animais, com cabeças de pássaros. Toda a sessão de tortura e sofrimento das vítimas é gravada, a situação que mais dá prazer ao Carl. Ele também praticava a suspensão corporal (uma forma de se reconfortar com a ausência de peso, como flutuar na água). Na 8ª vítima ele entra em coma depois de um ataque.

Uma das cenas mais pontuais do filme é quando finalmente Catherine consegue dialogar com Carl, na mente dele. Ela então conhece uma parte da sua infância sofrida vivida aos 06 anos idade: o abandono da mãe, os castigos e os maus tratos cruéis do pai, as cenas de sexo explícito acompanhadas de machismo e homofobia forçadas pelo pai e o traumático batismo judeu que viveu – Carl foi mergulhado várias vezes em um rio, na presença de várias pessoas, onde o garoto imaginou que estava sofrendo uma tentativa de afogamento. Todas essas experiências traumáticas parecem ter reforçado ou contribuído para o desenvolvimento da sua personalidade sombria e perversa.

A técnica até então praticada de uma mente para outra, recebe uma terceira pessoa – o agente do FBI também entra na mente de Carl quando a equipe percebe que Catherine está em perigo. Carl consegue dominá-la e aprisioná-la em sua mente, acessando o lado obscuro de Catherine. Nesse momento o feitiço se volta contra o feiticeiro, ou seja, assim como Catherine tentava acessar o lado bom de Carl, Carl acessa o lado ruim de Catherine. O filme levanta uma polêmica: existe um pouco de bondade na maldade, assim como existe um pouco de maldade na bondade, de tal modo que nenhum dos lados é puro e isolado definitivamente. Ao que tudo indica, em nossa mente são guardadas experiências boas e experiências ruins. E essas experiências estão mescladas. Muitas vezes nosso lado mau tenta falar mais alto, mas resta acreditar que somo muito melhores do que ele. A criança e o adolescente que fomos ainda estão presentes no jovem e no adulto que tornaremos. O ser humano é uma soma das fases e das experiências de vida. Todos nós temos uma história de vida pessoal. Nela estão as marcas e as raízes do nosso caráter, dos nossos medos, dos nossos sonhos, dos nossos traumas e das nossas frustrações. Precisamos conhecer melhor a nós mesmos a cada dia. Precisamos ser nossa própria libertação.

 O filme termina com a inversão do processo, algo sempre desejado pela Dr. Catherine: ao invés dela entra na mente do Carl, ela leva Carl para a mente dela. Meu mundo, minha mente, minhas regras... O seu mundo ou o mundo em que você vive é saudável? Será que você não está precisando conhecer um lugar diferente? Você acredita que existe uma parte de si mesmo que você não mostra a ninguém? Eu acho que todo mundo tem esse lado dentro de si. Todo mundo tem algum motivo para ser o que é. Mas nem sempre temos as razões saudáveis para continuar sendo. Chega um momento da vida que é preciso mudar para simplesmente tentar viver melhor.