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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

COMO IDENTIFICAR UM MENTIROSO?

Essa é muito boa. Quem é que não gostaria de entrar na mente do outro e descobrir se ele realmente está falando a verdade ou não? Pois sabemos que nem só de verdades vive um homem, mas de toda mentira que lhe convém. O papinho do namorado, a lábia dos políticos, a conversinha “fiada” do vendedor, o discurso de um amigo... Tudo ao nosso redor está sujeito a verdades e mentiras. Então aí vão algumas dicas para ajudar você a sobreviver entre os Pinóquios.

Este assunto é bem delicado, e não vou lhe garantir que depois de lê-lo você poderá sair por aí gabando-se de ser capaz de flagrar mentirosos. Vamos lembrar que a experiência humana é rica e diversa demais para ser enquadrada em alguns sinais exteriores. Além disso, a mentira é companheira da espécie humana há tempo demais para se revelar facilmente. Mas valerá a pena. Se não nos fizermos peritos ou especialistas em detectar mentirosos, pelo menos nos fará mais precavidos.
Para mim, o pior tipo de mentira é aquele que sai de uma pessoa que você muito gosta, ama e confia. E essa pessoa mente sem sentir um pingo de culpa por isso. A mentira de fato aborrece, mas nem tudo destrói. Se a confiança vai para o ralo, pelo menos você se desilude logo de vez, sai das trevas da caverna e continua sua escalada rumo ao brilho do Sol.
Alguém pode MENTIR para você hoje e, como a mentira tem pernas curtas, fique esperto para algumas dicas de como perceber quando alguém não é sincero:

01.  Mentir, todos nós mentimos. Mas procure saber se a pessoa em quem você desconfia tem o hábito de mentir com frequência. Já dizia o velho ditado português: “O hábito do cachimbo deixa a boca torta”. A probabilidade de um enganador compulsivo tentar ludibriar de novo é altíssima.
02.  Não converse sobre assuntos sérios ao celular. É mais fácil mentir a alguém conhecido ao telefone do que cara a cara. Quase 40% das mentiras são ditas durante as ligações telefônicas e 27% em conversas presenciais. Apenas 21% de mentiras chegam em mensagens instantâneas enviadas por celular ou pelas redes sociais. Somente 14% das mentiras contadas por amigos, parentes e conhecidos chegam pelo e-mail.
03.  Quem abusa de “desculpinhas” o tempo todo, também costuma mentir sobre questões mais significativas. “O trânsito estava muito pior do que eu esperava, por isso me atrasei”. “Não liguei para você hoje porque eu tinha trabalho demais, nem notei meu celular”. “Sua mensagem foi direto para a pasta de lixo. Não sei o que aconteceu. Manda de novo, por favor”. São alguns exemplos das bastante prováveis.
04.  Provas, as valiosas provas. A pessoa simplesmente é investigada, já é suspeita de ter praticado determinado ato e ainda existem outros tipos de prova contra ela, faltando aí apenas a confissão definitiva.
05.  A maneira de falar. É ideal que a gente já tenha conhecimento da maneira de falar e de outros hábitos do suspeito. Assim, a mudança ou alteração do seu padrão comum de voz é um forte indício de distorção da suposta verdade que esteja defendendo. Alguém que não tem o costume e passa a gaguejar, por exemplo, durante o interrogatório já é muito para se desconfiar. Nos casos do comportamento, basta comparar se as atitudes têm a ver ou que sejam do mesmo conjunto da cultura do indivíduo suspeito de estar mentindo.
Vamos agora para o campo das “microexpressões faciais”: trata-se das reações faciais, corporais e verbais que fazem parte da natureza do ser humano. Pelo estudo da contração ou relaxamento dos 43 músculos dos rotos, é possível codificar e catalogar a gramática facial básica e universal da espécie humana. Ou seja, as sete emoções básicas (medo, tristeza, nojo, alegria, desprezo, surpresa e raiva) podem ser lidas nas expressões faciais dos seres humanos. Assim, existe universalidade nas expressões faciais de tristeza e alegria. Em todas as culturas as microexpressões básicas podiam ser facilmente associadas às mesmas emoções. Vejamos alguns exemplos:
a)      Demonstração de Desprezo: quando alguém quer demonstrar desprezo por outro alguém ou algo, geralmente faz um movimento involuntário com os lábios, esticando um lado mais do que o outro, produzindo um desenho assimétrico com a boca.
b)     Surpresa e Tristeza: um criminoso tende a fingir surpresa e depois tristeza ao ser interrogado sobre o destino da vítima. A surpresa é mais fácil de ser encenada. E um especialista é capaz de evidenciar as microexpressões faciais de uma pessoa que tenta fingir-se de triste quando não está. Aliás, só um ator de enorme talento e ainda assim depois de muita prática pode produzir todas as contrações musculares faciais associadas indelevelmente à tristeza.
c)      Desonestidade: Um desonesto sempre deixa marcas de sua mentira no próprio rosto, em sua fala, em seu corpo. Quer saber se um político corrupto está mentindo, por exemplo? Faça a ele uma pergunta totalmente inesperada, que o tire da zona de conforto, como um ‘por que o senhor teve de desviar dinheiro público?’, e note se sua face indica desprezo ou raiva, enquanto ele tenta se defender.

06.  Nossos olhares são bastante expressivos. Só os seres humanos forçam lágrimas, por exemplo. Mas os olhos são ainda mais sutis. Todos nós, e não apenas os grandes romancistas, podemos ler no olhar de homens e mulheres sinais inequívocos de amor, ódio, raiva, alegria, tristeza, triunfo ou desdita, confiança ou desespero. Então, faça a leitura do olhar.
07.  Procure desconexões entre o que a pessoa diz e como se comporta. Se alguém garante que ama a esposa, mas seu rosto denuncia um sentimento de desprezo, pode se tratar de uma tentativa de enganar o interlocutor.
08.  A verdade não precisa ser fabricada. A mentira sim. Essa daqui pode ser aplicada à Internet, o Facebook, por exemplo. Quando você está teclando com uma pessoa e ela diminui a velocidade normal com que tecla, fique em alerta: é indicação razoável de que ela está do outro lado mentindo. Logo, todo mentiroso pego com a guarda baixa precisa ganhar tempo para se recompor e continuar com sua historinha falsa. Isso pode ser interpretado como alguém que precisa ganhar tempo, pois está fabricando uma história.
09.  Mentir cansa e o mentiroso tem dificuldade de manter a mesma história por longo tempo. Por isso ele pode estar sempre tentando “encantar”. Mentir é estressante, já que é preciso ficar atento, tenso, o tempo inteiro. Então o mentiroso pode ser uma pessoa surpreendente demais, exageradamente.
10.  Cabe lembrar que existe um detector de mentiras. Alguém já deve ter visto algum em filmes de investigação policial. Existe sim e está em uso pelas polícias dos Estados Unidos, as técnicas mais modernas podem chegar quase à perfeição. Entre eles estão os algoritmos, programas de computador capazes de analisar centenas de milhões de dados e tentar encontrar neles algum padrão significativo. É por meio de um desses algoritmos que o Facebook varre toda a sua rede de mais de 1 bilhão de usuários em busca de perfis falsos. As pessoas que fingem ser quem não são no Facebook podem ser desmascaradas, como os mentirosos do mundo analógico, por emitirem sinais da própria falsidade. Ao contrário dos perfis reais, os falsos tendem a dar explicações copiosas sobre por que eles são quem dizem que são. Eles precisam convencer e, ao se esforçarem muito, se entregam. É quase uma confissão de mentira, que são frase do tipo: “Para ser totalmente honesto com você...” ou “Nunca revelei isso antes, mas para você eu vou dizer...” ou ainda “Por que razão eu mentiria?... (Bem, que tal para evitar ser condenado ou para salvar seu casamento?)”.


     Alguns sinais podem ser percebidos na análise da fala, no rosto ou expressões faciais e nas posturas do corpo. Vejamos alguns sinais que podem estar associados a alguém disposto ou decidido a soltar uma mentira cabeluda:

11.  Tocar nervosamente a ponta do nariz, a região logo abaixo dos olhos ou cobrir a boca ao falar.
12.  Fugir da pergunta e evitar o essencial, dando excesso de detalhes sobre fatos desconectados do ponto central.
13.  Alguém que fala com correção, e começa a cometer erros gramaticais grosseiros quando o assunto central da questão é levantado.
14.  Afastar a cabeça ou jogar os ombros para trás como reação a uma pergunta direta são movimentos defensivos de que não quer responder (não necessariamente mentir).
15.  Fazer gestos incompatíveis com a emoção descrita revela um esforço mental enorme em não fugir do enredo inventado.
16.  Repetir a pergunta que acabou de ser feita integral ou parcialmente é sinal de que a pessoa quer ganhar tempo para construir uma história falsa.
17.  Manter todo o tempo os punhos fortemente fechados ou as mãos no bolso é indicador de que a pessoa não quer dizer algo que considera valioso para quem pergunta.
18.  Quem percebe que está dizendo coisas desconexas ou falsas tende a terminar as frases (mesmo as sérias) com um sorriso e encolher ligeiramente os ombros.
19.  Quando uma pessoa está mentindo, ela tende a fechar os olhos por mais tempo, como se procurasse internamente uma resposta.
Vamos agora dá uma de especialistas na detecção de mentiras e aprofundar o assunto ainda mais, e avaliar a capacidade de uma pessoa perceber a dissimulação alheia. Vamos aprender a identificar um mentiroso (ou uma mentirosa)?
A)    Todos os indicadores seguintes podem ser sinais de mentira: presença ou ausência de gestos ilustrativos, microexpressões faciais, sorrisos falsos e qualidade vocal (esse é menos confiável porque pode variar muito de pessoa para pessoa).
B)    O típico dissimulado costuma repetir uma pergunta inteira que lhe foi feita antes de respondê-la, a fim de ganhar tempo para preparar a sua história e se recompor antes de conta-la.
C)    Um mentiroso não vai evitar contato visual quando você lhe fizer uma pergunta. Quem não é honesto costuma intensificar ainda mais o contato visual por achar que isso o ajuda a convencer os outros.
D)    Um sorriso falso é checado pelos olhos, pois os músculos que rodeiam essa região, chamados de orbitais, não são tensionados. O sinal mais importante é a falta dos pés de galinha, marca registrada de um sorriso verdadeiro.
E)     “Para dizer a verdade...” Essa é uma possível frase de quem está mentindo ou omitindo algo. Mentirosos usas afirmações como essa para tentar reforçar a aparente honestidade do discurso. Honestos não precisam enfatizar que dizem a verdade – os fatos falam por si.
F)     Se você quer evitar que o dissimulado lhe dê uma resposta defensiva, você precisa saber elaborar um questionamento. O segredo para conseguir respostas honestas, especialmente em entrevistas e interrogatórios, é evitar conflitos. Pedir à pessoa que explique a história, sem parecer julgá-la, e usando frase como “O que fez você fazer isso?” em vez de “Por que você fez isso?”, faz com que ela se sinta menos pressionada e a deixa propensa a dizer a verdade.
G)    Quando uma pessoa mente, os indicadores de mentira provavelmente estarão mais no comportamento da pessoa ao contar a história do que nas palavras com que ela narra sua história. Quem mente foca mais como descrever a história de maneira convincente, pela fala, e acaba se esquecendo da linguagem corporal. Para interrogadores profissionais, as palavras representam só 7% da forma como as pessoas se comunicam, enquanto a linguagem corporal  e outras informações não verbais contam 93%.
H)    Raiva, tristeza, nojo, alegria, desprezo, surpresa e medo sãos as sete emoções expressas da mesma forma em todo o mundo, ou seja, são todas emoções universais, expressas com traços faciais similares por qualquer indivíduo, independentemente de seus hábitos e do ambiente em que cresceu.
I)       Apesar de a intensidade do contato visual não ser um indicador de mentira, vale ficar atento se o interlocutor começa a piscar em ritmo acelerado. Geralmente, pessoas que contam uma mentira piscam involuntariamente mais do que quando estão falando a verdade.
J)       Dentre essas 07 emoções, Raiva, tristeza, nojo, alegria, desprezo, surpresa e medo, o desprezo é a que se expressa de maneira assimétrica no rosto quando verdadeira. A expressão de desprezo envolve apenas um canto da boca, que é puxado para cima, e não os dois, e outras características do rosto ficam assimétricas quando se compara um lado da face com o outro.
K)    A mentira leva a pessoa a se estender muito na introdução da história que conta. O mentiroso incrementa a narrativa com detalhes insignificantes que antecedem o evento principal. Esses detalhes geralmente são verdadeiros, incluídos para aumentar a credibilidade e distrair o ouvinte.
L)     Se a pessoas só consegue contar sua história em ordem cronológica, isso é indício de que é mentira. Geralmente as farsas são contadas estritamente de forma cronológica. Assim o desonesto consegue harmonizar todos os detalhes de sua versão, sem se contradizer.
M)   Se alguém conta a história descrevendo expressões que revelam emoções, isso é indício de que é verdade. Os honestos se lembram do que sentiram enquanto contam a história, ao passo que os mentirosos evitam incluir esses detalhes na sua versão – por não terem sentido, de fato, as emoções que relatariam.
N)    Se a pessoa faz gestos ilustrativos ao contar uma história, isso é indício de que é verdade. Quem conta algo verdadeiro faz muitos gestos para ilustrar o que diz, ao contrário de um mentiroso, que estará tão focado na história inventada que se esquecerá de falsear suas expressões corporais.
O)    Se a pessoa acaba de contar a história fazendo um balanço de como aquilo a afetou emocionalmente, isso é indício de que é verdade. A pessoa provavelmente terminará seu relato com um epílogo que resume o evento e mostra como aquilo a afetou. O mentiroso não gosta de prolongar a história, por isso prefere terminar logo depois da parte principal.
P)     Se a pessoa conta o clímax da história com muitos detalhes, isso é indício de que é verdade. O evento principal da história é a pior parte para o dissimulado, por ser o momento decisivo, no qual ele convence ou não o outro interlocutor. Por isso, narrará a situação de forma geral e rápida.

Tipos de mentira:
01.  Mentira Social: é aquela facilitadora da convivência, usada para fugir de um jantar indesejável, para recusar um convite ou para justificar um atraso. Pouca gente se incomoda com ela. Quando a praticamos ou quando nos aplicam uma delas não chega a ser nenhuma tragédia, embora esse tipo de mentira seja moralmente tão condenável quanto as enganações mais sérias.
02.  Mentira Intolerável: todos são ruins, mas essa corrói a coesão social e abala os alicerces da vida em comunidade. É a do criminoso que mente para escapar de punições, por exemplo. Ou a do demagogo que esquece o eleitor no dia seguinte ao da eleição. Ou ainda a da autoridade municipal que, para não perder o emprego, minimiza os danos de uma enchente ou a gravidade de uma epidemia de meningite.
03.  Mentiras Ofensivas: são aquelas ditas para afastar uma pessoa ou grupo de pessoas de algo valioso, de modo que o mentiroso usufrua sozinho. É a mentira do hominídeo, por exemplo, que direcionava os outros caçadores para o lado errado, roubando assim do rival a chance de dividir com ele mais tarde um naco de carne defumada. De forma boa, uma “mentira benigna”, enquadram os grandes dribladores do futebol ou do basquete, que fingem uma intenção e executam outra para se livrar de um defensor. De forma má, uma “mentira maligna” estão os falsificadores, os inventores de esquemas de investimentos fajutos e os malandros de todos os calibres.
04.  Mentiras Defensivas: essas são ainda mais clássicas, como aquela contada pela criança que quebrou um vaso caro e põe a culpa no vento. Mas é também a do assassino que nega ter estado com a vítima no momento em que ela foi morta.
De um jeito ou de outro, muito ou pouco, você vai mentir neste ano. Você também vai ouvir muitas mentiras em 2014. Isso porque a mentira é um recurso puramente humano, tão privativo da nossa espécie quanto a fala e a negociação. Nenhum outro ser vivo tem o dom da fala. Nenhum outro conhece os mecanismos da troca. A capacidade de falar, negociar e mentir foi sendo refinada durante a trajetória evolutiva humana até chegar a seu ápice na figura de um político treinado por um marqueteiro em ano eleitoral, por exemplo.
Esse assunto ainda ganha mais importância quando lembramos que os mais de 22500 candidatos aos mais diversos cargos eletivos vão se esmerar em ganhar seu voto usando, para isso, aquelas conquistas evolutivas da espécie que eles tão bem dominam. Mas é possível detectar qualquer mentira? Teoricamente, sim. A evolução dotou a espécie humana da capacidade de fingir, mas não, com exceção talvez dos poetas e dos grandes atores, de fazê-lo completamente.
Dizem os pesquisadores: um terço de todos os currículos profissionais contém pelo menos uma informação inventada. E pior: 83% dos recém-formados tentam enganar o entrevistador quando se candidatam ao primeiro emprego, e não se sentem culpados por isso. Ainda segundo eles, usando-se de todas as suas armas, consegue-se apontar um mentiroso em 90% dos casos. Em condições ideais, as taxas de sucesso podem chegar a 95%. 
Uma pessoa sem nenhum treino específico é capaz de identificar que está sendo alvo de uma mentira pouco mais da metade das vezes (54%). Nesse patamar ela consegue até atingir um índice de 67%. Os homens, afeitos a mentir oito vezes mais que as mulheres sobre seus próprios feitos, de modo a demonstrar suposto (e muitas vezes risível) sucesso. Os especialistas, usando de todas as suas armas, conseguem apontar um mentiroso em 90% dos casos. Em condições ideais, as taxas de sucesso podem chegar a 95%.
Com muita prática, flagrar a mentira se torna algo automático, como dirigir um carro. Se a mentira é inevitável, o melhor é ficar prevenido para a sua possibilidade, cedo ou tarde teremos que enfrentar sua dor, desilusão, mágoa e sofrimento. Ser capaz de perceber os sinais exteriores da mentira ajuda cada um a ser mais honesto consigo mesmo e com os demais. Saber quando alguém mente é uma maneira também de aprender a se educar para não mentir. Nós crescemos emocionalmente se somos capazes de identificar a falta de sinceridade de um interlocutor.


sábado, 1 de fevereiro de 2014

“República Federativa da Periferia do Brasil” – com “P” maiúsculo. Zôôôrra Total

Periferia... São pessoas com orgulho atrelado ao consumo. É formada pelas classes C, D e E – classe média e baixa. Universo de 155 milhões de pessoas (parcela que representa a maioria da população brasileira). Um contingente de pessoas que vem se consolidando como um gigantesco exército de consumidores. No ano passado (2013), eles gastaram, com produtos e serviços em geral, 1,27 trilhão de reais. Conforme levantamento do instituto Data Popular, só os jovens de classe C consumiram em 2013 algo em torno de 129 bilhões de reais, contra 80 bilhões das classes A e B e 19,9 bilhões da D. Como se calcula, tem um poder de compra que a poria no G20 do consumo mundial, ocupando a 16ª posição no ranking das nações que mais gastam (o Brasil está hoje na sétima posição). Estaria, dessa maneira, à frente, por exemplo, de Suíça e Holanda. E compram tanto porque, pela primeira vez, essas famílias conseguiram romper com a história de pobreza de seus antepassados. Nesse sentindo, estão deixando a miséria para trás e se inserindo na sociedade por meio do consumo: estão conseguindo gastar com supérfluos, como viajar de avião, ter um smartphone, etc. Ainda conforme o levantamento, a referência às viagens aéreas e aos telefones móveis conectados à internet ganha peso quando se analisam alguns dados recentes: 54% dos que tomaram um avião em 2013 pertenciam às classes C, D e E, que, por sua vez, têm em mãos 58% dos smartphones habilitados.
Durante décadas, houve pouca mobilidade social no Brasil. Pobre era pobre e classe média era classe média. Nos últimos anos, a ascensão social foi rapidíssima. Compreensível: entre 2002 e 2012, a renda familiar média dos 25% mais pobres cresceu 45%! (a dos 25% mais ricos subiu 13%). E os ricos, invejando ou debochando, tiveram que engolir o orgulho ferido de vê os pobres também tendo o direito de consumir. É aquele deboche feito no programa “Zorra Total” e em personagens de reviravolta nas novelas da Globo. O que aproxima os moradores das periferias brasileiras é a aspiração de ascender socialmente e ter acesso a bons serviços e a uma vida confortável. Desse desejo decorrem outras aproximações. A autoestima elevada e o orgulho mencionados antes (autoestima... Autoestima... Em cima, em cima!) estão por trás de um sentimento que se espalha e une diversas periferias: o apego às origens. Na verdade, o sonho de consumo do morador de bairros pobres se divide em três: ou morar onde vivem os integrantes das classes A e B (mudar para um local melhor) ou frequentar os lugares que eles frequentam (shopping centers, por exemplo) ou o orgulho de viver no subúrbio (agora com o crescimento econômico), mesmo que enriqueçam, não querem mais sair das periferias por uma questão de identidade cultural.
Muito dessa atitude de apego às origens está ancorado no empreendedorismo que, cada vez mais, se faz notar entre os integrantes das classes menos abastadas. De um total de 11,7 milhões de brasileiros que moram nas periferias, cerca de 20% se sustentam com a exploração de um pequeno negócio próprio. 47% dos empreendedores iniciaram a atual atividade há menos de 03 anos! Ou seja, tem o incentivo do governo aí. Os programas sociais e a distribuição de renda, acompanhados por maior escolaridade e oportunidades de educação, estão fazendo, aos poucos, as pessoas a saberem pescar. Estão se tornando empreendedores autônomos. Então podemos dizer que são duas coisas conjugadas: apoio do governo e esforços da população. Pois se lembrarmos das políticas sociais que tiraram 30 milhões de pessoas da pobreza entre 2003 e 2009 e do aumento real de quase 70% do salário mínimo entre 2003 e 2012. A maioria dos brasileiros situados nas classes mais baixas (87%) atribui a seus próprios esforços a melhora de sua vida, de acordo com o Data Popular. Melhora possível graças à mão governamental (Lula e Dilma) + trabalho + família + fé...
Os baixos valores de ganhos nunca deixaram de ser o fruto de uma má distribuição da renda. Apenas 5% dos brasileiros ganham um salário maior do que 4000 reais por mês e só 1% ganha acima de 11000 reais. Logo, seria equivocado identificar apenas 5% da população como classe média. No mundo, não é diferente. 54% da população mundial ganha menos do que a classe média brasileira.
Mas uma das conclusões mais importantes que se pode tirar daqui é o fato de que com isso tudo não se está querendo dizer que, diante de indicadores tão expressivos, a vida das classes menos favorecidas tenha alcançado padrões escandinavos. Em 2012, 3,2 milhões de domicílios das classes C, D e E não tinham água encanada; 9,2 milhões seguiam sem coleta de lixo e 19,4 milhões sem coleta de esgoto. Vive-se na periferia o paradoxo de ter um celular de última geração e ser obrigado a carregar uma lata d’água na cabeça. É a tal da diversidade (e também das diferenças) regionais. A periferia, com “P” maiúsculo, comporta distintas periferias, com “p” minúsculo. Na avaliação dos serviços públicos, numa nota de zero a 10, as classes C, D e E dão nota 4 para a segurança e a saúde; 4,5 para o transporte e 5 para a educação. E não imaginem total despreocupação política, mesmo a dos rolezinhos, pois ela reflete o pensamento das classes de menor poder aquisitivo: embora 54% de seus integrantes avaliem que o Brasil seria melhor sem partidos políticos, 81% consideram a política um assunto importante e 67% confiam que o voto pode mudar o país.
Ou seja, o debate não será mais tão focado no legado de cada partido, mas sim no que eles podem oferecer para o futuro. O jovem dessa classe emergente não está interessado no que Lula ou FHC fizeram; quer um político que melhore as condições de vida dele.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Segredos Revelados da Criatividade

Por Neilton Lima
Professor, pedagogo e especialista em psicopedagogia.
01.  Seu cérebro vasculha dados na memória e cria associações entre eles. Quanto mais dados, mais chances de surgirem conexões inusitadas e ideias criativas. Cada novo conhecimento é como um ingrediente extra. Com mais opções, dá para criar mais receitas novas. Devorar cultura agrega valor ao banco de dados do cérebro e aumenta as chances de recombinações criativas. Logo, cultura inútil pode ser útil no princípio do caminho até uma boa ideia. Referência ajuda. Quando vira inspiração, então, faz muito mais. Veja de desenhos a documentários. Faça cursos inúteis;
02.  Grandes ideias brotam em contextos históricos e culturais propícios. E muitas vezes se apoiam em ideias anteriores. Mas ninguém é criativo sozinho. Grandes cabeças são obras do contexto em que vivem. Contexto + Interesse + Necessidade = IDEIA. É assim que o cérebro funciona: ou usa as associações já existentes ou cria novas – e é daqui que surgem produtos criativos (ideias novas). Logo, ter ideias é juntar pontos (X + Y = EUREKA!). Uma ideia só nasce se três partes colaborarem: 1) indivíduo (se domina o assunto); 2) sociedade (com repressão, as ideias podem demorar a ser incentivadas) e; 3) campo social (quais conhecimentos sobre isso já estão disponíveis). Ou seja, o mundo precisa colaborar.
03.  O cara pega uma coisa e aplica na outra: isso é criatividade. Então você tem que estudar de tudo. Se não existe cultura inútil, qualquer hobby pode ser de grande valia. Buscar referências também se aplica ao que você pode estudar. Não se prender a cursos que tenham a ver com o trabalho ajuda a aumentar a variedade de associações que geram ideias criativas.
04.  A rotina acaba vencendo, então faça uma que realmente seja valiosa para o seu cérebro, que trabalha como um louco. E se cansa. Exaurido, as chances de pensar num CAMINHO ALTERNATIVO, em vem de seguir pelo conhecido, diminuem. Qualquer economia de energia pode favorecer a criatividade. É por isso que muitos artistas criam hábitos quase religiosos (olha a rotina positiva aí!?). Você elimina pequenas decisões que fazem gastar energia sem necessidade. Isso ajuda a ter uma vida mais criativa. Nesse piloto automático, as escolhas já estão feitas, então o cérebro ganha energia para brilhar em ideias incríveis. Outro objetivo em mente: FICAR SOZINHO. Uma grande ideia começa ser fabricada na solidão. E, em geral, ela só aparece FRENTE A UM PROBLEMA. Esse é o primeiro desafio: descobrir o que você quer fazer. Para aumentar as chances de ter uma ideia criativa, você precisa definir o problema: o que estou fazendo aqui? Num site, o projeto não é fazê-lo, mas analisar o público, ser bem específico. Assim fica mais fácil se concentrar. E, nessa fase, CONCENTRAÇÃO É ESSENCIAL. Em algum momento do processo criativo, eles precisam desse ISOLAMENTO. Não é à toa que introvertidos conseguem ter ideias mais criativas do que extrovertidos: eles sentem menos necessidade de interagir – e, por isso, passam mais tempo concentrados. Logo, a rotina é adorável (e o silêncio também)!
05.  Satisfaça-se: ame seu trabalho. Trabalho bom é trabalho apaixonante! Não é preciso ser nenhum gênio para dominar uma arte. Precisa-se de paciência e dedicação. “Experiência Máxima”: isso acontece quando o foco é tão grande que a pessoa se funde ao projeto. O grande truque é óbvio e não tão simples: gostar do que faz. Ou ao menos ver sentido nele, acreditar que isso se enquadra nos seus ideais ou personalidade. A paixão pelo que faz é o combustível que impulsiona a ser um dos maiores inovadores do século. Mas, antes de chegar lá, é preciso dominar o ofício. Esforço e dedicação podem levar ao domínio técnico de alguma coisa, que pode, por sua vez, conduzir à excelência criativa. É por isso que há poucas cenas mais emocionantes do que campeões olímpicos radiantes no topo do pódio. É a essência do que uma vida de dedicação significa. Gostar do que faz e se dedicar até ficar bom nisso é essencial para ter grandes ideias.
06.  Não funciono muito bem em reuniões chatas. Essa ideia de que renderiam excelentes sugestões o fato de reunir as pessoas, proibir críticas e incentivar que todos falem o que vier à cabeça é pura balela – rende mais é fofoca, abobrinha, ausência de definições e perca do tempo. As pessoas têm ideias melhores sozinhas. No falatório das reuniões, ideias predem o foco. Por isso, escolha o momento certo de compartilhá-la. Quando ela é um embrião, sua insegurança e o descrédito alheio podem arruiná-la. Quando a ideia ganha corpo, um colega pode ajudar. Ideias compartilhadas funcionam melhor. “Minhas descobertas são criadas sobre as suas”. Logo, saiba quando e como (e para quem) abrir a boca.
07.  Viagens mudam vidas. Viajar amplia o leque de referências. A estradinha vicinal de ideias na sua cabeça vira um autobahn. Um bom agente de viagens sabe: viver outra cultura abre a cabeça. Se conhecer outros lugares com a arte ou a história ajuda, imagine viver para valer em outra cultura. Então, viaje para outros mundos.
08.  Relaxa e brilha: imagine a mente como uma janela aberta. A atenção consciente quer entender o que pode ver através dessa janela. Mantém o foco nisso, e deixa de lado tudo ao redor. Quando o corpo relaxa e a consciência sai de cena, o inconsciente toma as rédeas da atenção e passa a analisar elementos até então ignorados. O consciente foca só o palco iluminado, o inconsciente capta o teatro como um todo. Por isso as chances de conexões inusitadas acontecem no estado inconsciente. O inconsciente toma conta e a ideia nasce. Para o espetáculo do surgimento de ideias acontecer, o lobo frontal precisa sossegar, o que se resume em uma simples ordem: relaxe. É por isso que tantas ideias aparecem enquanto cantarolamos no banho. Ou no bar. Tato foco também cega a mente. Chega uma hora em que você precisa mandar tudo às favas e se divertir. Pessoas que beberam até três latas de cerveja, portanto mais relaxadas, ficam mais criativas. Cinema, música ou meditação funcionam da mesma forma. São atividades que, geralmente, colocam o corpo em estado de relaxamento. Nesses momentos, o cérebro voa mais e revira a caixa de memória com mais liberdade. Mas isso é um tanto pessoal. “Você precisa encontrar algo que faça seu cérebro tirar o foco do problema e ir para outros lugares”. Dessa subjetividade surgem comportamentos excêntricos. Então deixe seu cérebro voar sozinho de vez em quando. Mas tem limite. Para a ideia criar corpo, o consciente precisa retomar o lugar. É hora de agir, não de pensar. “O truque é brincar com a dinâmica do cérebro. Quando você estiver nervoso, saia para tomar um banho. Depois volte. Quanto mais relaxado, maior a capacidade de associação. Quanto mais acelerado, menos coisas você vê pelo caminho”. Relaxa e brilha.
09.  Todos têm algum tipo de medo. Mas nem todos conseguem continuar tentando. Não faça parte desses. Persista e insista. Então você precisa superar outro desafio: o medo (o seu – de ser ridicularizado – e o alheio). Mudar o mundo ou aparecer com uma ideia nova pode gerar pavor. Siga tentando. O desafio é tirar dos erros uma lição, encontrar pontos que possam ser melhorados. Com paixão e trabalho, o caminho parece mais possível. E menos assustador.
10.  Ser criativo funciona de maneira diferente para cada um. Não há receita pronta nem passo a passo perfeito. Ninguém vira gênio de uma hora para outra e nenhum gênio tem ideias brilhantes todo santo dia. Entretanto, estão aí algumas ferramentas valiosas para estimular momentos criativos. Agora que você as conhece e as entende, adapte e aplique na sua vida!

domingo, 20 de outubro de 2013

LIÇÕES DO Ney* 04: A importância do SONO, de um bom sono...

 Por Neilton Lima
Professor, pedagogo e especialista em psicopedagogia.

“Amigos”, alerta para esta pesquisa: não ter horário certo para dormir, assim como dormir pouco, pode causar problemas comportamentais e emocionais. Assistir a um filme até tarde, passar a madrugada em chats na internet ou perder o horário só para tentar atingir a última fase de um videogame. Trocar horas de sono para realizar atividades como essas pode não provocar nenhum mal a curto prazo. Porém, se a prática se tornar um hábito, a saúde de crianças e jovens pode ser diretamente afetada. Então vai a dica: até os três anos de vida, uma criança precisa dormir dez horas a cada noite. Em idade escolar, a criança deve descansar por nove horas e um adolescente, nove horas e meia. Dormir não é capricho, nem preguiça. A falta de sono pode trazer consequências sérias a longo prazo. É preciso mudar os hábitos e estabelecer horas para repousar. Não é indicado que os jovens tenham TV ou computador em seu quarto. Quanto maior a disponibilidade dessas novas tecnologias, mais os pais têm que impor uma maneira saudável de administração. Só não devemos esperar que as próprias crianças saibam seus limites.

Dormir em horários diferentes a cada dia prejudica o relógio biológico (ciclo circadiano), levando a problemas que vão desde envolvimento em brigas com colegas até ansiedade e hiperatividade, tristeza, imprudência. Ou seja, prejudica o ciclo responsável por gerenciar o funcionamento do corpo e por regular, por exemplo, o apetite, os horários de sono e o humor. Terem horários irregulares para dormir é mais comum entre crianças de famílias de baixa renda e cujos pais possuem níveis mais baixos de escolarização. Essas crianças também estão mais expostas do que as outras a outros hábitos prejudiciais, como pular o café da manhã e passar muito tempo na frente da televisão.

Os prejuízos de dormir pouco:

01.  Diminui a capacidade de o corpo queimar calorias: A restrição do sono faz com que um indivíduo consuma mais calorias e, além disso, reduz a capacidade do corpo de queimá-las. Isso ocorre porque dormir pouco aumenta os níveis de grelina, o ‘hormônio da fome’, conhecido assim por induzir a vontade de comer, na corrente sanguínea. Além disso, o hábito promove um maior cansaço, reduzindo a prática de atividades físicas e aumentando o tempo de sedentarismo; Aumenta o apetite por comidas gordurosas: Dormir pouco ativa de maneira diferente os centros de recompensa do cérebro com a exposição a alimentos gordurosos em comparação com dormir adequadamente. Isso faz com que esses alimentos pareçam mais salientes e que a pessoa se sinta mais recompensada ao comer esse tipo de alimento. Noites de sono mal dormidas ativam com mais intensidade uma área do cérebro responsável pela sensação de apetite. Pode levar à obesidade: jovens que dormem menos de sete horas por dia têm índice de massa corporal (IMC) maior, e que isso pode estar relacionado diretamente com os hormônios grelina e leptina, que regulam as sensações de fome e saciedade.
02.  Eleva o risco de câncer de mama agressivo: dormir menos do que seis horas por dia eleva o risco de mulheres na pós-menopausa terem um tipo agressivo de câncer de mama e uma maior probabilidade de recorrência da doença;
03.  Aumenta as chances de um derrame cerebral: dormir menos do que seis horas por dia aumenta o risco de um acidente vacular cerebral (AVC) mesmo em pessoas com peso normal e sem histórico de doenças cardiovasculares;
04.  Pode desencadear sintomas do TDAH: menos horas de sono podem desencadear problemas com hiperatividade e desatenção durante o começo da infância. Esses são sintomas comuns do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
05.  Eleva o risco de impotência sexual: além do maior risco de impotência, homens que dormem pouco têm maiores chances de desenvolver problemas cardiovasculares e de engordar.
06.  Afeta o desempenho acadêmico: pessoas que vão para a cama tarde ou não possuem uma rotina noturna bem definida têm seu desempenho acadêmico afetado. Crianças em idade escolar devem dormir nove horas por noite. Menos horas de sono que o recomendado aliada a maus hábitos provocam efeitos negativos no aprendizado da língua, da gramática e da escrita – aspectos básicos para a compreensão de textos e de comunicação. “Esses conhecimentos são básicos. Se a criança tem problemas de desenvolvimento nessa área devido a falta de sono, isso terá repercussão em todas as outras áreas”.
07.  O déficit de crescimento é um dos riscos: é durante o sono que é liberado o hormônio do crescimento (GH ou somatotrofina ou somatotropina (ST)). Se não dormir o tempo necessário, poderá haver déficit de crescimento. O hormônio de crescimento nas crianças é secretado durante o sono, assim como algumas substâncias fundamentais para o sistema imunológico. Você pode se tornar mais propenso a doenças se não dormir o suficiente, e as crianças podem ter seu desenvolvimento comprometido.


Então, aí vão algumas orientações:

Ver TV antes de dormir pode ser ruim para o sono: é bom tirar a criança ou o adolescente da frente do monitor - qualquer monitor, de TV ou computador - uma hora antes de dormir. Isso sem entrar no contexto da influência dos dispositivos eletrônicos em si, mas por questões fisiológicas. Assim que começa a escurecer, ocorre a liberação da melatonina, hormônio que ajuda a iniciar e a manter o sono. Se houver algum estimulo luminoso, essa liberação é prejudicada. Por consequência, o repouso também. O ideal para ajudar a dormir é uma leitura, com foco de luz voltado para o livro.

Um filme de terror ou um jogo violento é capaz de perturbar o sono dos jovens: Isso pode criar ansiedade, deixar a pessoa mais alerta quando ela deveria estar relaxada. Ao dormir, trabalhamos as memórias daquilo que vivemos no dia anterior ao sonho. Se você trabalhar uma memória estressante, ela pode se transformar em um pesadelo. Às vezes, ao ter um pesadelo, a pessoa acorda com taquicardia, suor, palidez. Para que isso tudo aconteça, o organismo gasta muito mais energia, quando ele deveria estar descansando. Quem acorda assustado, leva mais tempo para dormir novamente. Vai fazer com o que o sono perca a qualidade e fique fragmentado.

No caso daqueles que, em vez de dormir cedo para se prepararem para a aula do dia seguinte, ficam navegando na web ou assistindo à TV. As consequências disso são: Uma criança que não dorme bem fica mais irritada e agitada. Os professores percebem um comportamento hiperativo - o que altera a performance acadêmica e dificulta o aprendizado. Ela não vai querer participar das brincadeiras e jogos com os amigos. Já o adolescente vai manifestar claramente uma sonolência diurna. Ele não consegue prestar atenção na aula, vai pedir para faltar, apresentar notas ruins e evitar exercícios físicos. Quando o sono não é bom, a tendência é comer mais para compensar a falta de energia. Com isso, inicia-se o ciclo: falta de sono, mais ingestão de alimento, pouca disposição para atividades físicas e obesidade.

De quanto tempo de sono eu preciso? A maioria dos adultos precisa de sete a nove horas de sono por noite. Isso é uma média. A quantidade de horas de sono varia de acordo com a pessoa. Você, por exemplo, deve saber de quanto tempo de sono precisa para se sentir bem. A quantidade de sono necessária diminui com a idade. Um bebê recém-nascido chega a dormir 20 horas por dia. Aos quatro anos, a média é de 12 horas por dia. Aos 10, a média cai para 10 horas por dia. As pessoas mais velhas dormem cerca de seis ou sete horas por dia.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

LIÇÕES DO Ney* 03

 Por Neilton Lima
Professor, pedagogo e especialista em psicopedagogia.

Cigarro eletrônico ou e-cigarettes: nova moda, velhos problemas.

O tabagismo no Brasil alerta o consumo de cigarros pelos jovens. Os mais vulneráveis são os adolescentes (mas também as mulheres e as pessoas de mais baixa escolaridade) porque é nessa fase da vida que eles se viciam: geralmente são influenciados pelos amigos, pelo marketing publicitário e as curiosidades próprias dessa fase. Está aí um bom ponto para a atuação do nosso Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, através de políticas públicas de promoção à saúde.
Segundo levantamentos do Ministério da Saúde (ano de 2011), 77,9% dos fumantes acenderam o primeiro cigarro com menos de 20 anos; e 19,6% com menos de 15 anos. Outros dados dos pesquisadores apontam que:
- Muitos fumantes só conseguem largar o cigarro quando ficam e descobrem que estão doentes;
- Estudos do Banco Mundial mostram que os jovens são de 02 a 03 vezes mais sensíveis ao preço do que o adulto;
- A OMS afirma que metade dos fumantes vai morrer por alguma doença relacionada ao tabaco. No Brasil, são 200 mil mortes por ano (2011), devido ao tabagismo, segundo o instituto nacional de câncer. O fumante é uma pessoa que terá mais: pneumonia, tuberculose, infecções respiratórias altas, como sinusite e outras. Alterações oculares, cegueira, osteoporose e cânceres.
- O Ministério da Saúde estima que 19 milhões de fumantes precisam de tratamento para largar o cigarro. Segundo um relatório do Instituto Nacional do Câncer, 85% das pessoas que tentam deixar de fumar sozinhas têm recaídas dentro de uma semana (hábito, convivência, ambiente, vício). O tabagismo é uma dependência, a gente está falando de uma droga, então tanto a parte física, psicológica e comportamental, precisam sim de tratamento. Em geral, a relação mais longa que o fumante tem na vida é com o cigarro.
- A cada pessoa que fuma, há outra que fica exposta ao cigarro. O fumante passivo é mais prejudicado do que o fumante ativo (no Brasil, são 24,6 milhões de fumantes passivos dentro de casa, segundo dados oficiais). O fumo passivo é um problema de saúde pública em todos os países do mundo. Na Europa, estima-se que 79% das pessoas estão expostas à fumaça "de segunda mão", enquanto, nos Estados Unidos, 88% dos não fumantes acabam fumando passivamente. A Sociedade do Câncer da Nova Zelândia informa que o fumo passivo é a terceira entre as principais causas de morte no país, depois do fumo ativo e do uso de álcool;
- Uma pesquisa feita em 14 países, que representam metade da população mundial, mostra que o Brasil se destacou como segundo país com menor percentual de fumantes: Bangladesh (43%), Rússia (39%), Índia (35%), Turquia (31%), Polônia (31%), Filipinas (30%), Ucrânia (28%), China (28%), Tailândia (27%), Uruguai (25%), Vietnã (25%), Egito (20%), Brasil (18%) e México (16%). A posição do Brasil representa queda de quase a metade na comparação entre 1989 (Brasil: 32% de fumantes) e 2010 (Brasil: 18% de fumantes).

As restrições ao fumo não são as mesmas no Brasil inteiro. Muitos estados e municípios têm leis específicas, que são mais severas até que a Legislação Federal (que é de 15 anos atrás!). A Lei Federal proíbe um fumo em recintos fechados coletivos, mas autoriza áreas para fumantes (fumódromos). 07 estados brasileiros já têm legislação própria, com proibição total ao fumo em qualquer ambiente fechado (e que essa proibição seja integral a todo o Brasil).
Boa notícia: a guerra conta o fumo está sendo vencida no Brasil. Além de quem nunca fumou, hoje no Brasil já há mais ex-fumantes (26 milhões) do que fumantes (24,6 milhões) – dados de 2011. O Brasil foi o primeiro país a oferecer na rede pública medicamentos para combater o vício, mas o programa, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) só existem em 937 dos 5.565 municípios. É preciso investir em tratamentos e programas de apoio para largar o cigarro. “Começar a fumar é fácil. Parar é difícil. Mas em qualquer idade, vale a pena”.

Além de incentivar os que fumam a abandonarem o cigarro é preciso prevenir ou evitar os novos fumantes. As ações educativas são importantes, mas também são eficazes medidas mais amplas, tais como o controle ao tabaco, dificultando o acesso dos jovens ao cigarro, quer combatendo a linguagem da propaganda, a promoção das embalagens (“Este produto contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina que causa dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo destas substâncias), o aumento dos baixos preços praticados (segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde, a melhor maneira de reduzir o consumo é aumentar o preço do cigarro: em dezembro de 2012, o preço do maço ficou 20% mais caro, com preço mínimo anunciado pelo governo de R$ 3,00; neste ano, 2013, R$ 3,50; ano que vem, 2014, R$ 4,00 e em 2015, R$ 4,50) e a proibição da edição de sabores, como menta e chocolate. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

LIÇÕES DO Ney* 02

 Por Neilton Lima
Professor, pedagogo e especialista em psicopedagogia.

Leitura: isso muda o mundo!

LEITURA tem tudo a ver com a capacidade de CRIAR, com a facilidade de APRENDER, com o desenvolvimento do RACIOCÍNIO, a riqueza de VOCABULÁRIO e a fertilidade da IMIAGINAÇÃO.

A educação muda o mundo. E você também está convidado para participar dessa mudança. Leia para uma criança. Leia com um jovem. Leia para você! Incentive!!! As histórias precisam de você para fazer parte da vida das pessoas. Podem ser histórias... Elas ampliam a capacidade de criar e a facilidade de aprender. Do 0 a 5 anos, as crianças vivem um momento fundamental do seu crescimento. Ler para uma criança nessa fase ajuda a desenvolver o raciocínio, o vocabulário e a imaginação dela. Histórias facilitam o aprendizado e aumentam a capacidade de compreender o mundo. Por isso, crianças que ouvem histórias crescem mais criativas e felizes. Ler para as crianças não pode ser algo que você faz apenas de vez em quando. Para contribuir para o desenvolvimento infantil, as histórias precisam fazer parte da sua rotina com a criança. Ainda bem que ler para uma criança é simples, divertido e pode ser feito a qualquer hora, em qualquer lugar. Comece hoje mesmo a fazer sua parte para mudar o mundo: leia para uma criança. Só depende de você

“O novo tipo de professor não ensina nada. Ele é um professor de espantos. O objetivo da educação não é ensinar coisas, mas ensinar a PENSAR. Criar na criança essa curiosidade. O objetivo da educação é criar a alegria de pensar. A missão do professor não é dá as respostas prontas. A missão do professor é provocar a inteligência, é provocar o espanto, é provocar a CURIOSIDADE”. 
(Rubem Alves, escritor e educador)

domingo, 6 de outubro de 2013

LIÇÕES DO Ney* 01

A importância da comunicação no trabalho.

Por Neilton Lima
Professor, pedagogo e especialista em psicopedagogia.
Uma coisa importante na função que você exerce, seja ela qual for, é o claro entendimento das suas metas. Quando elas não estão sendo superadas, dois possíveis motivos podem ser apontados:
a) está havendo falhas no seu desempenho pessoal;
b) problemas ocorridos nos processos internos, como a precária comunicação organizacional. Ou seja, falta clareza dos executivos das empresas, principalmente do presidente e dos diretores, pois são eles que detêm as diretrizes do jogo.
Se a empresa tem um presidente que não se comunica bem, o risco de haver falhas é grande. A questão começa lá em cima, no alto escalão. O problema de comunicação se multiplica, conforme desce na hierarquia corporativa: começa como uma “marolinha” na diretoria e se torna um tsunami, quando chega ao analista. Logo, a comunicação é afetada pela cultura e pelo nível de desenvolvimento humano, no ambiente de trabalho.
Mas quem disse que somente em ambientes estáveis os resultados são alcançados de maneira sustentável? É possível que os conflitos, no ambiente de trabalho, ocasionem alguma melhoria interna. Para isso, é preciso que haja uma gestão dos conflitos. Neste caso, uma gestão que seja capaz de ligar os pontos e aperfeiçoar a comunicação recíproca de quem fala e de quem ouve, como em reuniões e conselhos.

NOTA: A hierarquia corporativa é a descrição do tipo de estrutura de poder dentro de uma organização. Faz referência ao modo como os diferentes cargos estão ordenados do menor para o maior na escada organizacional: analista, coordenador, supervisor, gerente, conselheiro ou diretor, um ou mais vice-presidente, presidente ou Chief Executive Officer (CEO) no comando dos assuntos. Os principais cargos da hierarquia corporativa são: Presidente, Diretor financeiro, Diretor de marketing, Diretor de vendas, Diretor de RH (Relações Humanas).

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A Geografia Viva no Curso Pré-Vestibular 2013

Tema Nº 01: questão científica... 

 Espaço Geográfico 

No primeiro encontro aprendemos que tanto a História quanto a Geografia estudam o homem. Porém, a História estuda o homem no tempo e a Geografia estuda o homem no espaço. Assim, o objeto de estudo da Geografia é o Espaço Geográfico.

Aprendemos que o Espaço Geográfico é um produto social dinâmico, resultado do trabalho transformador da sociedade sobre a natureza mediante um nível tecnológico em diferentes escalas de tempo e espaço. Essa ação modificadora produz relações motivadas por necessidades e interesses, ora contraditórios e conflituosos, outras vezes almejando a sustentabilidade. Ou seja, por trás das atitudes humanas existem valores mais individuais ou coletivos que nos responsabilizam diante dos impactos ambientais e das consequências geradas na nossa mediação com o outro.

Também vimos que a Geografia relaciona e faz seus estudos fundamentados no método científico de investigação. Partindo desse princípio, lançou-se como problema para reflexão: “Deus Existe?”. O tema abriu o espaço e o tempo de pesquisa, resultando em argumentos ora a favor da Criação Divina ora da Evolução Biológica, e em alguns momentos o esforço de convergência entre um e outro. O objetivo foi diferenciar as posições religiosas da visão científica dos fenômenos, compreendendo que existe uma diversidade de respostas, explicações e hipóteses para um mesmo problema. A intenção não foi excluir alguma posição, nem dá toda a verdade para alguma outra, mas perceber os limites e as possibilidades de cada interpretação do mundo e seus fenômenos naturais e sociais. Entretanto, como ciência social que é, a Geografia faz um recorte científico, sistemático, interdisciplinar e crítico dos fatos, viés pelo qual as questões dos exames se fundamentam.

A Geografia estuda o ser humano no espaço para compreender como ele se interage e autoproduz. Esse conhecimento é útil para apontar formas de integração do homem com a natureza de modo socialmente conjunto e sustentável.

A CIÊNCIA GEOGRÁFICA

Texto Extra I: 

Conhecer e compreender a natureza é dever e direito do homem como ser pensante. Nesse enfoque, a ciência vira irmã da arte. Apoiamos ambas por serem expressões máximas do ser humano. As pesquisas de fundamentos científicos são o combustível que acelera o progresso da humanidade. Quando uma das várias perguntas que fazemos na ciência é respondida, tudo muda para a civilização. 

O tempo biológico ou natural data o Universo com aproximadamente 13,7 bilhões de anos (tempo astronômico ou sideral). O nosso planeta tem cerca de 4,5 bilhões de anos (tempo geológico). A vida teria surgido há mais ou menos 3,8 bilhões de anos (aproximadamente 04 bilhões de anos!). Os mais antigos fósseis de procariontes (organismos com células sem carioteca) datam de aproximadamente 3,5 bilhões de anos. A crosta terrestre teria aparecido há mais ou menos 2,5 bilhões de anos (com a solidificação das primeiras rochas). Os primeiros eucariontes (as primeiras células com sistema membranoso citoplasmático, sistema golgiense, retículo endoplasmático e carioteca) devem ter surgido há mais ou menos 1,8 bilhão de anos. Os organismos foram exclusivamente aquáticos durante pouco mais de 80% desse tempo. Eis o tempo das transformações naturais. O registro fóssil do ancestral que deu origem à nossa espécie varia de 1 a 3 milhões de anos (mas os primeiros hominídeos, família de macacos comuns, como são chamados os ancestrais do homem, datam de 6 a 8 milhões de anos). A espécie que fazemos parte, o Homo sapiens (homem moderno) apareceu em torno de 150 mil e 200 mil anos. A partir das primeiras marcas que registramos no espaço (pinturas, objetos e a escrita), produzimos o tempo histórico – o tempo das transformações humanas.  
TOME NOTA: Os seres humanos atuais são o resultado da evolução de animais que viveram há milhões de anos. Nossa espécie surgiu na África e depois se espalhou por outros continentes. Nas Américas, chegou há cerca de 50 mil anos. O ser humano não descendo dos macacos, mas com eles (orangotangos, gorilas, chimpanzés) compartilha um ancestral comum (Australopithecus), que sofreu mutações genéticas e deu origem tanto aos ancestrais dos macacos quanto aos ancestrais da espécie humana. 

Quando os geneticistas dizem que compartilhamos 40% dos nossos genes com vermes, não se assuste, pois a mesma quantidade também vale para a banana. 

Qual é o elemento químico mais abundante no Universo? E na Terra? O Hidrogênio está presente em 93% dos átomos do cosmo. Os 7% dos átomos restantes no espaço afora são praticamente todos de Hélio. A soma dos outros elementos químicos conhecidos não chega nem perto de 1%. Esses elementos são simples e leves. Já na Terra, 49,78% é Oxigênio (que domina a superfície do planeta e está presente na água, em rochas e no ar); 16,78% é Ferro (principal elemento químico do núcleo da Terra); 14,64% é Silício (encontrado nas areias que margeiam e cobrem o fundo dos oceanos). Esses três elementos químicos formam, juntos, mais de 80% dos átomos da Terra. Esses elementos são mais pesados. Comparados com os outros, eles são insignificantes na grande escala universal. 

LUA: A Lua provavelmente foi formada junto com a Terra o que justifica a semelhança na composição química delas. A análise de tais amostras revelou a presença de basalto (componente de rochas), o que evidencia se tratar de uma rocha vulcânica como as encontradas aqui na Terra. O basalto, por sua vez, é composto pelos elementos: ferro, alumínio, magnésio e silício. Quimicamente também se acrescentam os silicatos, compostos formados por silício, oxigênio, metais e, eventualmente, hidrogênio. 

Já a nossa Atmosfera é formada de gases diversos: Nitrogênio 78,0800 Oxigênio 20,9500 Argônio 0,9300 Dióxido de Carbono 0,0300 Néon 0,0018 Hélio 0,0005 Metano 0,0002 Criptônio 0,0001 

Em cada uma das fases históricas da humanidade, assistimos a uma aceleração da intervenção humana nos processos naturais, ou seja, ao surgimento do tempo em sua dimensão social/histórica, que variou conforme o domínio das técnicas. 

Vale ainda ressaltar a mais cara experiência da história da ciência que durou 40 anos e custou 10 bilhões de dólares (somaram mais de 3000 físicos e engenheiros, de 38 países). Trata-se do “Modelo Padrão da Matéria”: a representação teórica mais bem-acabada para as complexas interações de energia e matéria que deram origem ao universo. Ele explica apenas 5% do cosmo, a parte composta pela matéria que conseguimos detectar por ter se organizado na forma de estrelas, planetas e seres vivos na Terra. Mas restam outros 95%, feitos principalmente de matéria e energia escuras (teoria da supersimetria: hipótese de existência de uma partícula, o neutralino, que pode explicar a criação de toda a matéria escura) sobre os quais pouco sabemos. Hoje, existe o consenso de que essa porção escura do Universo esconde a explicação final sobre as leis fundamentais da natureza. Sua existência depende de partículas ainda mais exóticas do que o Higgs (resultado de mais de 25 anos de pesquisas que exigiram o desenvolvimento de instrumentos de altíssima tecnologia): partículas elementares responsáveis pela existência da matéria visível e da matéria e energia invisível. Elas tiveram um papel nos instantes iniciais do Big Bang, a súbita expansão que deu origem ao nosso Universo (podendo assim explicar os buracos negros, a aceleração da taxa de expansão do Universo e outros grandes mistérios: como surgiu o universo e de onde viemos). 

NOTA: 
1)Cosmogonia: fala a respeito da origem ou formação do Universo a partir de mitos ou religiões. 2)Cosmologia: estuda a origem, estrutura e evolução do Universo a partir de conceitos mais científicos, como o ramo da astronomia, tal como o modelo do Big Bang. 

A evolução biológica é diferente da organização cultural e econômica das sociedades.