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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Bastidores da política.

·       Sobre o Banco Master: "Tá tentando me pegar desde 2019" (diz Vorcaro à PF)É importante frisar que a investigação das irregularidades no Banco Master foi aberta pelo atual Governo Lula. Veja o montante de desvio de aposentadorias do INSS que o governo buscou investigar a raiz e o ressarcimento dos prejudicados. E tudo começou lá atrás, nas doações de campanha feitas pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022. Isso explica a crise de liquidez do Banco, com R$ 127 milhões em obrigações de curto prazo a vencer, mas apenas R$ 4 milhões em caixa, sem falar dos R$ 2 bilhões em depósitos compulsórios em atraso. Ora, como um banco de R$ 80 bilhões que deveria ter entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em títulos livres, tinha apenas R$ 4 milhões em caixa?  

·       A tática da direita e da centro-direita (PSD, Republicanos, União, PP) para 2026 é a de uma pulverização de candidaturas do campo contra Lula no primeiro turno, com reunificação posterior. Sem Tarcísio, o mercado se derrete por Ratinho. Mas, quem deveria ser o candidato bolsonarista num cenário sem Flavio? Tarcísio lidera as menções (27%), mas depois vem Ratinho (13%), na frente de Michelle (11%), Caiado (6%) e Eduardo Leite (3%). Ao manter mais de um presidenciável em jogo, Kassab preserva o partido como ativo de negociação para o segundo turno, quando apoio, palanques, tempo de TV e estrutura partidária passam a valer mais do que alinhamentos ideológicos prévios. Enfim, o PSD tenta furar a polarização Lula x Bolsonarismo, e levar 3ª via ao 2º turno, alegando alta rejeição dos dois. 

·       Com Ronaldo Caiado filiado (governador de Goiás), PSD e seu presidente, Gilberto Kassab, se firma como polo de oposição alternativa ao bolsonarismo raiz (o que significa a intensificação de agenda com o agronegócio e interlocução com o mercado financeiro). A estratégia do PSD é ocupar espaço de uma direita eleitoralmente viável fora do núcleo da família Bolsonaro, ou seja, o principal espaço de articulação fora da polarização direta entre Lula x Bolsonarismo. Filiação de governador reforça estratégia do presidente do partido, Gilberto Kassab, de liderar projeto de centro-direita descolado do bolsonarismo contra o PT de Lula. Com Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite, que será o seu candidato ao Palácio do Planalto? Em março/abril saberemos... O fato é que o PSD passa a funcionar como "zona neutra" da direita, capaz de abrigar projetos distintos até que o cenário se consolide. Enfim, há uma nítida ambição do PSD de ocupar papel central na sucessão presidencial com uma candidatura de centro-direita (o PSD é um partido que mantém laços institucionais com o PT, já que ocupa espaços no atual governo, mas existe um negócio chamado de infidelidade política ou algo mais característico de ser do "centro": não atuará como linha auxiliar nem do governo Lula nem do bolsonarismo - menos ideológica e mais pragmática). Ou seja, o partido tornou-se um dos principais organizadores do campo político fora da polarização. Essa centralidade se converterá em protagonismo eleitoral? Tomara que não!

·       Líder do PL teve R$ 430 mil encontrados em sua casa em dezembro e alegou ser fruto da venda de um imóvel. Mas registro do negócio só foi feito depois da operação. Sóstenes registrou venda de imóvel 11 dias após PF apreender dinheiro vivo. O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, reiterou que a candidatura de Flávio é irreversível e intensificou o esforço para consolidar o senador como nome de todo o campo conservador. A estratégia inclui reduzir sua rejeição, apresentá-lo como versão mais moderada do pais e nacionalizar a pré-campanha com o engajamento de Tarcísio, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira. 

·       Irã na corda bamba: fatores que levam à queda de um regime:

- revolta social;

- crise econômica forte;

- crise de legitimidade do regime;

- isolamento externo muito grande;

- humilhação militar;

- fragmentação da oposição e das elites.