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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
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“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 5 de outubro de 2024

Amor doente e Amor saudável.

Defesas psíquicas dos homens em suas vinculações erótico-amorosas. 

Os espaços masculinos vulneráveis descrevem áreas psíquicas doentes que impedem que alguns homens alcancem a maturidade necessária para se entregar a uma experiência profunda de amor. O amor sexual maduro é uma mistura de ternura e idealização, a par de um profundo compromisso com o outro (Kernberg, 1995).

O amor eleva a pessoa escolhida a um espaço psíquico que supera o ato carnal e as miragens da sedução e do namoro. Esse espaço psíquico se afina ao conceito de “erotismo sagrado” e à ideia de sublimação e ética.

·       A hipermasculinidade: é uma defesa que procura expulsar a debilidade (associada com feminilidade) e evitar qualquer possível contaminação com os líquidos femininos vulneráveis. É a a identidade do macho (inscrições genéticas de sobrevivência, arquétipos ancestrais primitivos não superados): a excessiva virilidade do homem, na sua apresentação corporal, a masculinidade hipertrofia-se. Vínculos amorosos em que predominam a sedução machista e a pulsão de domínio. A sexualidade é intensa, com a clara finalidade de dominar a presa conquistada, deixá-la inerme em sua entrega ao macho potente. A pessoa escolhida para gozo e paixão é melhor definida como vítima, para logo abandoná-la, de forma brusca ou através de pequenos golpes de despedida, precedida de intensificação de ilusões. A vingança alia-se à defesa. Costuma se associar a atitudes agressivas e até violentas. Utilizar o pênis como instrumento de submissão e poder sobre o ser escolhido converte-se numa ação imperativa e reconfortante. Uma especial atitude viril que disfarça a impotência sexual latente: a penetração visual – perfura com o olhar. A força e intensidade da mesma é um substituto do pênis, cujo desempenho é deficiente. A penetração restringe-se ao potencial visual, mediante o qual procura ele suprir a dolorosa carência.

·       O amor superficial (amores fóbicos e histéricos): Entrega parcial nas relações amorosas, com frequentes infidelidades e atitudes fugidias; superficialidade dos vínculos reforçada nos casos em que os homens não puderam projetar a figura da mãe em outras mulheres. Em vez de meu parceiro, meu troféu – o que reassegura a potência anterior da hipermasculinidade. Mediante o ato de abandono ou menosprezo, reafirmam sua virilidade deficiente (“não preciso de você”). Na histeria masculina, o homem arma um jogo sucessivo de idealização amorosa e denegridora. A mulher escolhida sobe num pedestal do qual cai estrepitosamente. O gozo sádico encobre profundas ansiedades relacionadas com a dificuldade de amar, o temor aos parceiros e o vínculo intimo afetivo. Num vínculo de comprometimento, o homem desnudaria suas carências e temeria ser ridicularizado. Nas análises, frequentemente se detectam traços depressivos subjacentes a essas superficialidades neuróticas.

·       A aquisição e o cultivo de emblemas de poder. A função pública tem sido durante muitos séculos patrimônio dos homens. Nesse terreno, circulam as estratégias dos poderes, entre os quais assomam os aspectos fálicos. O acesso à estrutura de poder outorga, a quem obtém o mesmo, gratificações narcísicas que acalmam ansiedades tanto de castração como de finitude. O poder ou sua ilusória tendência convertem-se num refúgio psíquico. Na vida amorosa de muitos homens, o desenvolvimento de seu patrimônio (dinheiro, encargos públicos de importância, objetos valiosos, excelência) funciona como um reasseguramento contra possível rejeição afetiva - ao tempo que reduz a exigência de um desempenho brilhante na intimidade da relação sexual, ao lhe garantir a condição de senhor não da produção de prazer e desejo na companheira, mas ao menos de tangíveis bens materiais para deslumbrá-la e dominá-la. O poder como veículo de amor costuma aumentar seu papel na idade adulta ou na terceira idade da vida dos homens, quando experimentam eles a diminuição da potência erétil e de suas forças. Recorrem, então, comumente, a próteses paliativas, através das quais compensam as debilidades com recursos artificiais: medicamentos para aumentar a potência, manobras estéticas dissimuladoras da idade ou aquisição de mulheres-bonecas, nas quais projetam juventude e potência diante de si mesmos e de seus congêneres. O ambiente que envolve o poder é propenso à busca da hipermasculinidade paliativa. O poder comporta-se como afrodisíaco, que ajuda a escamotear os obstáculos eróticos inibitórios. O poder se adere à imagem inconsciente do corpo e ao esquema corporal, encorajando o homem sem graça, de pouca libido, e dissimulando sua dificuldade de se expor por meio de enfeitados atributos de valor que outorgam fama, dinheiro, posições de influência, etc. As disfunções sexuais, os complexos de inferioridade e a irritabilidade narcísica mantêm-se ocultos por trás dessas “cortinas de fumaça”.

·       Conquistas amorosas fracassam seja porque ele se cansa rapidamente delas ou porque é abandonado logo no início de uma relação.

·       RESUMO:

- sentimentos e ansiedades nos homens neuróticos, fonte de atribulação e angústia nas suas vidas amorosas ou cenários de mal-estar e de sofrimento que, durante a travessia vital, incidem nos intercâmbios e relações erótico-amorosas.

- Esses fatores conflitantes baseiam-se: no temor às mulheres; na feminilidade que, supostamente, são portadoras; a relação com seus próprios corpos; a adequada valorização do próprio pênis. A comparação com outros pênis de maior potência, as inibições sexuais e disfunções penianas e a infantil rivalidade com o pai possuidor do corpo da mãe; escolhas predeterminadas de personagens com quem viver amores.

- Em psicanálise, estamos familiarizados com os disfarces tanto das pulsões como dos afetos e das escolhas objetais. Zombar e menosprezar as mulheres pode encobrir profundos sentimentos invejosos e ciumentos; uma escolha sexual homossexual viril, com um companheiro de fortes traços masculinos ou uma escolha heterossexual com uma mulher que exerça funções imaginariamente masculinas pode mascarar ansiedades de feminilização ou de castração.

- A inveja da mãe triunfante, poderosa, pode emergir por trás da pessoa da esposa amada que deu à luz um filho. Regressão mediante esse acontecimento reaviva antigos sentimentos dolorosos de exclusão e dependência infantis, originando atuações de infidelidade ou afastamento afetivo, com o consequente decréscimo no exercício de uma paternidade salutar.

- O homem odeia sua parte feminina, odeia seu corpo desvalorizado e odeia seu pênis, do qual se envergonha em seu empreendimento sexual.

- A luta entre os gêneros instala, às vezes, cenários masoquistas nos quais se expressa o ódio a si mesmo e o consequente gozo. Esse ódio pode nascer de um sentimento de alteração da capacidade amorosa e da intensa inibição em frente a uma mulher.


Aspectos naturais e culturais do ‘ser homem’.

Homens neuróticos: sentimentos e ansiedades.

Em busca da mudança psíquica.

Vejamos alguns espaços masculinos vulneráveis que resumem alguns cenários conflitantes ou traumáticos.

·       De perto, o homem é débil, carente e frágil. A ideia de super-homem (força, domínio e supremacia) é construída no campo do estereótipo cultural e das hegemonias sociais patriarcais.

·       De longe, ser verdadeiramente homem não admitia fraquezas. O domínio sobre a natureza estendia-se, como que por tabela, ao domínio sobre as mulheres.

·       O ‘homem forte’ foi importante um dia. Hoje, perdeu o seu valor. O homem rural, braçal, era valorizado em sua intrépida hombridade e ferocidade (valente e aguerrido) na luta pela sobrevivência e provedor do sustento (raízes do “machismo”). Só que isso perdeu a vigência num mundo recheado de diversidades no que diz respeito às formas de ganhar a vida.

·       Porém, essa mesma cultura que supervaloriza o homem, também pode fragmentá-lo em sua complexidade. Ou seja, para além do binarismo e simplicidade masculina existem quadros psíquicos diversos: a bissexualidade psíquica, a desconstrução da identidade humana em facetas mistas de homem-mulher, a assexualidade, as transexualidades transitórias e outras raridades e identidades parciais, etc. Enfim, o heróico roteiro dos homens tem mudado o estereótipo masculino.

·       Quem ou o que provocaram essa quebra?

- A transformação cultural;

- As reivindicações femininas:

- A sociedade pós-industrial;

- Os estudos sobre a identidade de gênero.

·       As formas biológicas e naturais de base se reduzem a duas: homem e mulher. Mas, nelas se instalam ficções de índoles diversas e coações culturais.

·       A virilidade não é algo concedido, deve ser construída, fabricada”. Ou seja, ser homem não é uma questão tão natural como usualmente se supõe.

·       Elementos que podem ser potenciais fontes de conflito na mente dos homens: cenários neuróticos ou caracteropáticos, isto é, baseados na consideração das invejas pré-edípicas e edípicas das crianças e suas consequências psíquicas patogênicas na idade adulta nos casos em que não puderam ser elaboradas de forma saudável.

- o temor à imagem da mãe fálica devoradora;

- a desconfiança à falsa submissão de algumas mulheres;

- o perigo à contaminação da suposta vulnerabilidade das mulheres;

- o temor à hipercompensação viril;

- os aspectos masoquistas;

- o refúgio em atributos de poder.

·       Existem cenários comuns a todos os seres humanos, construídos na trama das fantasias originárias:

- a sedução (na sua vertente histérica),

- a castração e,

- a fantasia da exclusão da cena primária.

·       Essas imagens arcaicas, reeditadas em vivências infantis, deixam vulnerável o psiquismo através de sofrimentos recalcados que são ressignificados em etapas posteriores da vida.

·       A psicanálise explora a produção de mudança psíquica e de traumatismos em qualquer idade da vida e não unicamente mediante a ressignificação das experiências da primeira infância.

·       Alguns cenários vulneráveis na vida dos homens. Especialmente em suas vinculações amorosas.

- as desvantagens de gênero:

- a dependência:

- a submissão masculina:

- a dor de ser homem.

·       Debilidades e carências, por força das hegemonias sociais patriarcais.

·       Na verdade, os homens são muito frágeis. A supremacia dos homens só existe no estereótipo cultural do homem enquanto pessoa forte e dominadora.

·       O pré-édipo nos homens:

·       A inveja primária ao ventre gestante:

·       O desejo de ser mulher:

·       O temor à mulher.

·       Ao examinar a inveja do pênis nos homens:

- o trabalho pormenoriza a complexidade da masculinidade.

- Descreve o espaço psíquico entre-homens e

·       As defesas dos homens em suas relações amorosas, tais como:

- a hipermasculinidade,

- o amor superficial (amores fóbicos e histéricos) e

- o papel que desempenha a aquisição e o cultivo de emblemas de poder.

·       O papel desempenhado pela inveja ao ventre fértil e a inveja de dar à luz um bebê nos homens:

- a inveja e frustração dos meninos ao ventre gestante e o amor subalterno: a fantasia de ter um filho no ventre é frustrada e o menino se submete ao amor materno pelo resto da vida. Isto é, o pequeno toma consciência de que sua condição de menino o impedirá de gestar.

- A inveja ao ventre fértil da mulher explica parte dos conflitos de rivalidade entre os sexos.

- A inveja da mãe fértil tem raízes no desamparo primário e no superpoder atribuído à figura materna.

- Essas emoções se expressam de diferentes maneiras nas diversas etapas evolutivas: carências e incompletudes; confrontar com restrições; afronta ao sentimento de onipotência; ciúmes dos adultos (inveja ao adulto), inveja ao pênis e ao ventre fértil. A questão é: como se dará a resolução desses conflitos? permite que o menino desenvolva suas próprias potencialidades, incorpore as riquezas psíquicas da bissexualidade e do gênero e, através da criatividade e sublimação, ascenda a novas e saudáveis organizações mentais.

- E a figura do pai para o menino, qual a importância dela?

Estabelecer masculinidade à primitiva identidade genital ou de gênero; a coexistência de identificações com o pai em seu caminho na construção de sua masculinidade e a desidentificação com a mãe. Enfim, na primitiva terra dos homens, o corpo a corpo com o pai ou substitutos, e sua presença transmissora repercutem na formação psíquica do novo ser.

·       O menino tem anseios e desejos femininos.  Mas, a natureza e a cultura vão reprimi-los. A natureza, mostrando que ele não tem ventre e outros aspectos biológicos diferenciais. A cultura, com estereótipos da masculinidade reforçados pela sociedade e pela influência patriarcal geral. Tanto a estimulada separação da órbita maternal como a socialmente aceita desvalorização das mulheres contribuem para que o menino se afaste, desvalorize e reprima seus desejos de possuir atributos femininos. Logo, na constituição saudável do ser menino, nossa preocupação deve estar mais voltada no “como”

·       O homem, seu desejo de ser mulher e seu temor às mulheres.

- todo homem sentiu quando pequeno o desejo de ser mulher e sentiu-se ferido no seu narcisismo (compensado pela retirada da libido dos objetos externos e da sobrecarga libidinal dos genitais).

- o temor a ser rejeitado e ridicularizado é um ingrediente típico na análise de todo homem, não importando qual seja sua mentalidade e a estrutura de sua neurose.

- observa-se com frequência a timidez do homem escondida sob uma fachada de autossuficiência e poder.

·       A inveja do pênis – vida psíquica.

- a representação imaginária é a de um pênis potente, ereto, grande (inclusive) e doador de prazer sexual.

- Pênis: elemento diferenciador dos sexos; falo, representa um valor narcisista máximo, ser inteiro dos homens e os apresentam, comparativamente, num lugar de maior importância e idealização do que o das mulheres, cujos genitais seriam portadores imaginários de uma carência.

- objeto tanto de orgulho viril e também de angústia ante a exigência de cumprir com os requisitos funcionais de máximo rendimento, atributos de máxima valorização em sua aparência e em sua função de falo.

- O temor ao fracasso da função sexual, aos tropeços, à emergência súbita de inibições imperdoáveis, o sentimento de vergonha ao sentir que possui um pênis “feio”, nas intimidades psíquicas, um homem sofre com seu pênis e se lamenta de seu pobre desempenho erótico.

- Algumas oposições são: pênis ereto versus pênis flácido; pênis grande versus pênis pequeno; pênis potente versus pênis impotente, e pênis infantil versus pênis adulto.

·       A problemática homossexual (espaço entre-homens).

- Para Freud, resolver no homem o Édipo negativo (amor e desejo pelo pai) é uma fundamental conquista na cura da neurose.

- A boa penetração psíquica paterna é condição necessária para a instalação de um superego habilitado tanto por proibições como por saudáveis permissões. Ter um bom pai implica ter uma identificação psicocorporal masculina valorizada, o homem encontra no outro homem a transmissão transgeracional indispensável à sua estruturação masculina.

- a identificação ao pai e ao superego portador da lei não se contradiz com a fantasia inconsciente ou consciente da incorporação do pênis paterno em nível carnal. Prevalece nesta observação o caráter estruturante de uma parte corporal narcisista privilegiada no universo psíquico dos homens.

- práticas tribais nas quais a realidade da introjeção do pênis é um passo prévio à assunção da masculinidade positiva.

- A “pedagogia homossexual” se ocupa de transmitir o saber sobre a virilidade de homem para homem. A sucção oral do pênis constitui uma atividade ritual obrigatória mediante a qual o futuro homem incorpora junto com o sêmen as propriedades viris.

- Essa homossexualidade carnal dos povos primitivos desloca-se, nos povos civilizados, em ritos sublimados de contato psíquico pai-filho, ou em intercâmbios entre-homens de uma mesma geração.

- A deficiente homossexualidade sublimada manifesta-se em temores e prejulgamentos extremos contra a homossexualidade. Nessas circunstâncias, o homem pode temer o contato anal durante o coito, ou mostrar um superego excessivamente severo sob o qual subjaz o temor a um pai vivenciado como autoritário e pouco amoroso.

- Os prazeres e ansiedades homossexuais acompanham-se de fantasias que outorgam a medida da virilidade ou feminilidade da relação carnal homossexual: um homem homossexual de aspecto viril deprecia um homossexual de aparência afeminada; um homem heterossexual penetrará, numa festa sexual, em uma ‘bicha’, em divertida manifestação de suas lúdicas qualidades másculas. Homossexual é o homem que, sendo penetrado, somente brinca com seu pênis potente ao exercer uma penetração com um homem homossexual. O cenário homossexual positivo instala uma virilidade sem maiores conflitos. Na representação do pênis se ativam e incorporam propriedades psíquicas de gênero masculino.

- O mesmo não acontece quando predomina o falicismo, que orienta o sujeito em direção à expressão de sentimentos de prepotência e de violência machista.

 

O erotismo

“O erotismo é a aprovação da vida até na morte” (Bataille).

·       O erotismo apresenta muitas facetas e graus de sensibilização.

·       A cópula não é sinônimo de erotismo: pode ter lugar com mínimo prazer e satisfação pontual.

·       O erotismo implica o acréscimo da dimensão do gozo. Escorado na vivência prazerosa, o erotismo incursiona num território especial. A experiência erótica implica entrega, desapossamento, incluindo certa dose de perversão no sentido de fabricação de inventos fantasiosos que incrementam o montante pulsional erógeno.

·        Nas vivências de prazer, pulsa a pulsão de vida, nas vivências do gozo, a pulsão de vida alia-se à pulsão de morte. O gozo outorga ao jogo sexual uma dimensão entre apaixonante e perigosa, ao aproximar os seres de um limite, o abismo desconhecido.

·       O erotismo é um campo privado, íntimo. Cada um, cada dupla, cada jogo entre-corpos dá conta em sua interioridade de intransmissíveis vivências.

·       O erotismo é morte psíquica positiva ao produzir o jogo sucessivo de desaparecimento e ressurreição.

·       A sexualidade limitada a um desempenho simplesmente adequado com rejeição aos jogos preliminares e à entrega converte muitos homens em maus amantes: esses homens descarregam sua tensão sexual e temem a produção de vínculo de gozo com sua companheira. Exercem uma sexualidade pontual, medrosa e prolixa.

·       Os homens também padecem de obscuridades e de mistérios.

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