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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 11 de março de 2024

Militares e Armas.

 

Condenados por tráfico de drogas e homicídio e procurados pela polícia com mandados de prisão em aberto – essas são algumas das pessoas agraciadas pelo Exército brasileiro com acesso a armamentos na condição de CACs. Escancaram-se aí a falta de cruzamento de informações e a inépcia militar em fazer cumprir a legislação, o que pode gerar sérios riscos à segurança pública. 

E a legislação é do Estatuto do Desarmamento, de 2003, que diz que o interessado em obter armas como CACs deve apresentar certidões negativas de antecedentes criminais e atestar não responder a inquérito policial ou processo criminal, além de comprovar ocupação lícita, residência e ligação a entidade de tiro ou caça. 

Entretanto, entre 2019-2022, no governo do inelegível, o Exército emitiu ou renovou registros para grupos que, pela lei, não deveriam ter acesso a armas e munições:

- Mais de 5000 pessoas cumprindo pena tiveram acesso ao registro;

- 2.690 passaram pelo crivo da Força mesmo possuindo mandados de prisão em aberto;

- 21.442 armas de fogo estão com status regular mesmo pertencendo a pessoas que morreram no período.

Enfim, urge concluir a transferência da responsabilidade por CACs, clubes de trios e lojas de armas do Exército para a Polícia Federal, marcada para janeiro de 2025 ainda. Também cabe ao Congresso Nacional rever falhas estruturais na lei, a fim de fortalecer os mecanismos de controle e de inteligência. Jair que foi deve nunca mais voltar. A mídia deve conscientizar a população a abandonar as armas e aceitar os livros.