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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sexta-feira, 2 de junho de 2023

Quase...

 

Episódios que ameaçaram o funcionamento do governo eleito para livrar a democracia da extrema direita golpista. Ingredientes:

- articulação política capenga;

- coalizão inconsistente;

- Legislativo guloso;

- Oposição articulada.

Ambiente político polarizado, movido a solavancos. Candidatos ao Executivo vitoriosos nas urnas esbarram em parlamentares e opositores empenhados em impor à governabilidade testes de estresse permanentes.

Marina Silva e Sonia Guajajara são vitrines do compromisso de campanha de Lula de conter o desmatamento da Amazônia e impedir o genocídio dos indígenas. O fogo amigo moveu o tratoraço da lavoura arcaica em aliança com a indústria fóssil, interessada na exploração de óleo na foz do Amazonas, litoral do Amapá.

Há feridas a curar e um país necessitado de boas e modernas políticas públicas.

Partidos e parlamentares, em particular o presidente da Câmara, precisarão aprender que política se faz com diálogo, negociação e até barganha, nunca com ameaça, emparedamento e golpismo. Quem não tem nada a perder tem menos ainda a entregar.