· Sabendo disso, o Brasil não pode se tornar “uma fábrica” ou “um celeiro” dessas novas variantes. Por isso deve evitar três fatores que vêm atuando ao mesmo tempo no país: 1) a vacinação lenta; 2) a falta de políticas eficientes de isolamento social; 3) a grande circulação do vírus ou as altíssimas taxas de contaminação.
· Temos que baixar o número de casos, não só para conter o estresse no Sistema de Saúde, mas também diminuir a circulação da P1, e com isso minimizar as chances de mutações de escape às vacinas. Ou seja, a mistura de uma grande circulação do vírus com uma vacinação lenta, pode deixar vulnerável não só as pessoas, mas também a eficiência das próprias vacinas num futuro próximo. Isso acontece porque, essas pessoas imunizadas, principalmente aquelas que tomaram apenas 1 dose e ainda não estão com tratamento completo, elas ainda podem se infectar no meio desse caminho. E, na presença de uma imunidade incompleta ou não robusta, podem ser selecionados nessas pessoas genomas com algumas mutações ou mesmo mutantes que tenham algum tipo de resistência parcial à vacina, e encontrando muitos indivíduos ainda não vacinados ou suscetíveis, a gente pode ter uma perpetuação dessas variantes (coisa que não aconteceria se o vírus batesse com pessoas já imunizadas). Por isso que a vacinação em massa e rápida vai está bloqueando a robustez do vírus.
· Com a quantidade de vírus à solta, eles podem infectar outras pessoas, e nisso se recombinar, reinfectar e podem surgir novas mutações. Assim, a maior parte das mortes sempre crescente vai podendo ser evitada se a gente tiver vacinas e medidas adotadas para o distanciamento social. Ou seja, cada vez mais vai virando uma bola de neve maior.