Canibalismo sexual...
Louva-deus fêmea come o macho depois do sexo para ficar mais fértil. O sacrifício conjugal do macho ajuda a propagar seus genes. Isto é, além do material ejaculado pelo macho (aumenta o esperma), a fêmea também usa a cabeça ou o corpo inteiro do finado para aumentar a produção de seus ovos. Fêmeas que comem os parceiros botam em média 88 ovos — 50 a mais do que as que não comem. O canibalismo post coitum do louva-deus não é uma regra geral: algo como 72% dos machos escapam. E 60% das tentativas de cópula terminam com eles devorados – e sem sexo: as fêmeas só almoçam, mesmo. É por isso que os machos atacam preventivamente para imobilizar as fêmeas antes do ato (os que são dóceis morrem sem cópula). Mas, esses que viram refeição têm uma glória: aumentam bastante o número de descendentes — já que deixam mais ovos. Perdem a vida, mas propagam os seus genes.
Além do inseto louva-deus, o canibalismo sexual também ocorre entre alguns tipos de aracnídeos (aranhas e escorpiões). No ato sexual da aranha australiana Latrodectus hasselti, o macho posiciona seu abdômen junto à mandíbula da fêmea como se o oferecesse a ela. Esse suposto suicídio livraria o macho dessa espécie de uma existência difícil, já que normalmente o órgão sexual masculino se parte dentro da fêmea em pleno acasalamento.
Enfim, sexo nada frágil!
Outras
curiosidades...
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