A espécie Zosimus aeneus é uma das mais venenosas das Filipinas, só encontrada em recifes de coral da região do Indo-Pacífico (não existe no Brasil ou em qualquer lugar do Oceano Atlântico, até que o aquecimento global e as espécies invasoras provem o contrário). Recebeu esse nome popular por causa da carne e carapaça, de tons vibrantes com manchas vermelhas e marrons.
Venenosa e letal para seres humanos, produz as mesmas neurotoxinas do baiacu: a tetrodotoxina e a saxitoxina, substâncias não inativadas pelo cozimento. Causam intoxicação grave em questões de horas e para elas não há antídoto. Todavia, a gravidade varia conforme a quantidade de veneno e as condições de saúde do paciente.
Assim:
·
O tratamento consiste em suporte intensivo no hospital até que o
organismo elimine a toxina;
·
As toxinas impedem que os nervos transmitam sinais aos músculos,
levando à paralisia muscular e à insuficiência respiratória;
· Em situações mais severas, a paralisia pode ser tão intensa que a pessoa desenvolve a “síndrome do encerramento” – condição em que permanece consciente, mas incapaz de se mover.
Enfim, cada presa recebeu da Natureza
seus sistemas de defesa contra predadores. Isso vale para plantas e animais.
Pelo visto, vale também para nós: não dá para brincar de “estátua” com essa espécie.
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