Nem pura natureza, nem pura cultura, nem pura psicologia... Somos uma salada biopsicossocial!
A natureza (inata) e a experiência (adquirida) formam, juntas, quem somos. A biologia e a experiência, juntas, nos criam. O comportamento social é biologicamente enraizado!
Nossa natureza humana nos predispõe a nos comportarmos de modos que ajudaram nossos ancestrais a sobreviverem e a se reproduzirem. Levamos os genes daqueles cujos traços permitiram que eles e seus filhos sobrevivessem e se reproduzissem. A seleção natural pode predispor nossas ações e reações ao namorar e acasalar, odiar e machucar, cuidar e compartilhar. A natureza também nos dota de uma enorme capacidade de aprender a se adaptar a ambientes variados. Somos sensíveis e responsivos a nosso contexto social.
Apressados de plantão afirmam que somos esmagados pela cultura. Que o homem é um produto cultural inexorável, cabendo à Natureza apenas oferecer a matéria e a Cultura moldá-la. Todavia, nosso comportamento tem bases biológicas mais fortes do que supomos. A própria psicologia social do século atual vem trazendo um entendimento cada vez mais forte nessa direção, como a neurociência social: Que áreas cerebrais permitem nossas experiências de amor e desprezo, ajuda e agressão, percepção e crença? Como o cérebro, a mente e o comportamento funcionam juntos como um sistema coordenado? O que os tempos de ocorrência de eventos cerebrais revelam sobre nosso modo de processar informações? Enfim, há uma integração de perspectivas biológicas e sociais que explora as bases neurais e psicológicas dos comportamentos sociais e emocionais.
Muitos de nossos comportamentos sociais refletem uma sabedoria biológica profunda. Desse modo, todo evento psicológico (todo pensamento, toda emoção, todo comportamento) é simultaneamente um evento biológico. É isso que torna possível examinar a neurobiologia subjacente ao comportamento social. Entretanto, isso não quer dizer que comportamentos sociais complexos (como ajudar e ferir) sejam reduzidos a mecanismos neurais ou moleculares simples. Não, não é isso! Significa que, para compreender o comportamento social, devemos considerar tanto as influências sob a pele (biológicas) como aquelas entre as peles (sociais). A mente e o corpo não é uma coisa contra a outra, mas um grande sistema.
Exemplos:
·
Os
hormônios do estresse afetam como nos sentimos e agimos;
·
O
ostracismo social eleva a pressão arterial;
· O apoio social fortalece o sistema imune, que combate doenças.
Enfim, somos organismos biopsicossociais. Refletimos a interação de nossas influências biológicas, psicológicas e sociais. Assim como a soma dos ângulos internos de um triângulo formam 180º, a nossa tríade Bio-Psico-Social forma quem somos. Às vezes, e em determinadas condições, um ângulo pode se abrir ou fechar mais, mas ele nunca anulará ou excluirá os outros ângulos. E é sob a perspectiva de diversos ângulos que devemos entender quem somos e como nos comportamos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário