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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Democracia de pé, mas vigilante.

 

Neste ano de 2026, vamos lidar com um dos grandes desafios da Democracia Brasileira – o Patrimonialismo. As eleições o reforçam:

O que cabe no guarda-chuva do patrimonialismo? A apropriação privada do que é público; o predomínio das relações pessoais, de favor e de arbítrio, sobre a impessoalidade das leis; o peso do compadrio, do parentesco e da lealdade política na definição das estruturas de poder; o alheamento da burocracia em relação aos problemas concretos da população; as privatizações indiretas e as invasões diretas praticadas pelas elites financeiras, de poder e do Mercado, tomando de assalto os recursos materiais e simbólicos de povos e nações inteiras.

A falta de caráter presente no patrimonialismo da política brasileira ganhou força no governo Bolsonaro e deixou fortes sequelas na caixa-preta das emendas Pix, com a eclosão da extrema direita como opção efetiva de poder. Um fenômeno de escala mundial. Na nossa versão brasileira, a extrema direita ora disputa a hegemonia do campo conservador e reacionário com a direita convencional, ora atua ao lado dela para impor derrotas ao campo progressista e ameaçar a ordem democrática.

Será assim em 2026, muito provavelmente. Não se sabe quem estará a serviço de quem, mas a direita fisiológica e os neofascistas tendem a marchar unidos contra Lula num hipotético segundo turno, não importa quem seja o/a candidato/a. Além disso, precisamos renovar a Câmara e o Senado. Na corrupção moral infiltrada no STF, tentando se germinar como suspeita de atuação da própria Corte. Evitar a Dosimetria. Ficar de olho nas Forças Armadas. E não perder o foco nas investidas de Donald Trump na América Latina. O que vale dizer evitar o caminho de volta ao pântano. Evitar a promiscuidade, as impropriedades, as atitudes suspeitas, vale dizer, a erosão ou esculhambação da República como um romance sem heróis!

Enfim, o Patrimonialismo é um dos grandes inimigos da Democracia, presente na labuta do nosso dia a dia, ascende como desejo de um grande Império. Império contra o qual teremos de lutar para defender o que é nosso por Direito, não apenas recursos naturais, mas inclusive e sobretudo, a soberania e a própria Democracia.