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“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 6 de outubro de 2024

“Sintoma de Deus”.

Um pouco de teologia existencial...

A graça habitará sua vida e sua alma para sempre, “sem ter sido convidada”.

É algo à disposição de todos, mas restrita a alguns pouquíssimos eleitos que têm o dom sagrado de percebê-la à sua volta, resultando em “o dom das lágrimas”. Isto é, uma reação espontânea diante da visão da graça.

Para acessar essa “graça”, muitos usam a mística ou a espiritualidade. Mas, é possível outro caminho de percepção, embora raro e restrito. Primeiro, a pessoa precisa ter um “sintoma” específico, bem particular, como de quem teria sido tocado por esse dom de graça – uma espécie de “sintoma de Deus”. Logo, quem ver ou recebe essa graça não é uma questão de mérito, pois esse traço constitui um elemento surpresa para “o eleito”. Então a pessoa que recebe o dom pode nem ser religiosa ou nem sequer compreender de cara o que se passa com ela (sua incursão é inesperada e invasiva).

“Deus o persegue pelas ruas, até pelos cafés, como uma tempestade que de repente cai sobre você e que, sob essa ação, parece adentrar num antigo santuário que pede silêncio absoluto”.

Ou seja, um traço definidor da graça é que ela é “de graça”. A rigor, tudo o que Deus faz é de graça, na medida em que ele o faz sem qualquer condicionamento prévio – e se não faz é porque precisa por si mesmo não fazer. Tanto é que Deus é reconhecidamente imprevisível nas narrativas bíblicas e isso incomoda muita gente. Sendo assim, essa “graça” de Deus, beleza infinita, dispara na pessoa, simplesmente contra a sua vontade e sem propriamente entender o porquê – o choro/riso sagrado. Não se trata de tristeza nem propriamente alegria, mas, sim, a percepção da beleza de Deus e sua doçura no mundo, percepção essa rara e para poucos.

É por isso que todos se frustram quando buscam “o propósito de Deus”, isto é, entender sua “personalidade” e “intenções” ao agir da forma que age. Esse caráter não motivado por qualquer necessidade nas ações de Deus se constitui num dos grandes mistérios.

“Bem aventurados os que choram, porque serão consolados”. Uma reação fisiológica espontânea e incontrolável em que a pessoa que possui esse dom chora copiosamente quando enxerga a graça no mundo, em meio a sua desgraça.

As lágrimas podem vir diante do comportamento de uma pessoa que demonstra rara generosidade, diante de um cenário sublime da natureza, diante do silêncio de um “antigo santuário”, diante de uma pessoa que não joga o jogo do mundo. Os tocados por esse “incômodo” dom, hoje, normalmente, aprendem a dissimulá-lo ao longo da sua vida.

Enfim, tudo é graça. Deus age no mundo através dela. Para os que ainda não receberam, não buscaram ou não sentiram... Esperarão o último suspiro ou o leito de morte para enxergar a graça no mundo.

“Mesmo na certeza da pouca valia que tenho, já que são os 7 pecados capitais que me caracterizam, ouso buscar a graça... E é um constrangimento sem fim”. Kkkkkkkkk

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