Democracia em si é um processo em movimento, e o voto secreto é uma conversa que temos com nós mesmos, são nossas convicções. Mas na política vivemos o trauma de visões do mundo bem diferentes, umas duas, bem radicais. A democracia pós-voto precisa continuar existindo e com excelência. O momento da urna é só o ponto de partida. Nossa árdua tarefa é aproximar a ideia perfeita de “democracia” com o “mundo real”, conceito e prática. Este mundo em que sentimos na carne o atendimento precário dos serviços públicos e os altos preços do atendimento particular, também nem sempre bons, seja quando faltam escolas ou hospitais, ou quando há sujeira nas ruas, desconforto e lentidão na mobilidade, temor de assalto e a falta de cuidados com o meio ambiente, entre outros, são fáceis de notar e avaliar, pois oferecem ampla visibilidade. Enfim, como fica a nossa cidadania? É plena mesmo, diante de malfeitos e niilismos de projetos? É preciso, necessariamente, conhecer nossos deveres antes de fiscalizar o comportamento de vereadores e prefeitos, eleitos e reeleitos. Estamos aqui, de volta, diante do desafio da municipalidade e seus princípios morais e legais. A política é o exercício do convívio na cidade, a eleição passou, mas ela continua aí, exigindo a participação de todas e todos, quase nunca presentes.
A história mostra: direitos e igualdade só chegam com representação e força política nas Câmaras, Assembleias e no Senado Federal. Mais pontos de vista e mais experiências sociais serão contempladas na hora de formular políticas públicas.
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