O ano novo começou e já está indo embora. Nada mais a fazer do que encarar a realidade, tanto a que podemos fazer alguma coisa (a nossa realidade: um ano de eleições municipais no Brasil com verba de quase R$ 5 bilhões para financiar a campanha eleitoral – terá qualidade e fortalecerá a democracia ou será só mais um palco de horrores? – ainda tem os grandes eventos naturais como o El Niño e outros não tão naturais assim como as mudanças climáticas, e eles não nos darão trégua neste ano, e um debate sobre as cidades brasileiras, aliás, como anda a nossa? É preciso se adaptar, fazer planos, fortalecer a Defesa Civil, educar a população, sobretudo em áreas vulneráveis) como a que nada podemos fazer (as eleições nos EUA, o terremoto no Japão, o esforço da China para anexar Taiwan, a guerra no Oriente Médio).
O que podemos fazer? Só sofrer e reclamar? Que tal tentar alguma coisa concreta como a iniciativa oficial de vô Lula de trazer brasileiros de Israel, da Cisjordânia e da Faixa de Gaza? As mudanças climáticas estão aí, é preciso tirar gente de área de risco, preparar comunidades para uma resposta de emergência. Mas, com quais recursos? Irresponsáveis congressistas, em vez de se limitar às suas verbas de ministérios, foram mexer na chamada reserva de contingência, recursos do Orçamento sem destinação específica que podem ser usados para gastos de emergência, como ajuda financeira a municípios em situação de calamidade. Inicialmente, o governo previa guardar R$ 29 bilhões nesta modalidade, mas a tesourada do Congresso reduziu o valor para R$ 11 bilhões. Motivos e Razões? Eleições municipais 2024.
Vamos precisar de recursos, pelo visto, além dos nossos. Onde buscar? Financiamento internacional pode ser uma boa (e péssima) ideia. A realidade é que precisamos transitar para outro tipo de economia, outro tipo de produção e consumo. Anualmente, somos atingidos pelos eventos naturais, perdemos gente e quase não nos sentamos para avaliar nossa vulnerabilidade e tentar reduzi-la a tempo, com prevenção, inteligência e precauções.
Muita gente ainda não acordou para a realidade de que a tecnologia simplificou a relação com o eleitor. Imaginação e criatividade não perdem mais para grana, muita grana bruta direta. As coisas acontecem, surgem rapidamente no noticiário, desaparecem, e você se torna um chato se ficar repisando. A ideia parte do princípio de que a indisciplina faz parte de nossa natureza. Mentira! Com boa educação, tudo muda. Leis já existem, faltam investimentos e estímulos. Se começarmos um bom trabalho em escolas boas, até nós mudamos! Rsrs Só precisa do bom trabalho, dos trabalhadores bons e bem pagos e de escolas boas. Aí a motivação começa a aparecer.
O ano eleitoral começou com um terremoto à distância e previsões pessimistas sobre o El Niño, num contexto de aquecimento global. Não importam as dificuldades nem o perigo de parecer chato, mas é necessário insistir com políticos e eleitores. Alguma coisa está acontecendo. Por favor, tragam seus guarda-chuvas para a tempestade que nos espera.
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