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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Carnaval de Salvador, 2026.

Abadás x Pipocas.

684 trios elétricos, totalizando quase 1.600 horas de apresentações, com um público de 12 milhões de visitantes, passaram pelo Carnaval 2026 de Salvador, formado por três circuitos principais: Circuito Barra-Ondina (Dodô): mais turístico e elitizado; Circuito Campo Grande: mais tradicional e popular; Circuito Pelourinho: com mais manifestações culturais e blocos afros.

Com tanta gente e dinheiro circulando, o maior desafio é o de evitar que uma das maiores festas populares seja elitizada. A elitização do carnaval começa pelos abadás personalizados, idealizados por empresários que estão por trás dos principais blocos que capturam foliões endinheirados, oferecendo espaços pagos e serviços privilegiados, separados por cordas e mais próximos do trio.

“Alguns empresários se consideram os donos da fila e alugam as vagas a quem tem mais dinheiro” (Armandinho Macêdo).

Na resistência, seguem as Pipocas, os foliões que acompanham o cortejo de fora do espaço delimitado. Uma das artistas que arrasta esses foliões é Daniela Mercury.

“Temos uma história linda, muito clara, toda noticiada, documentada. A única que ficou de lá até aqui desfilando, 30 anos, apesar de tudo, fui eu. Então, por que a turma está antes de mim?” (Daniela Mercury).

Relacionando experiências individuais a contextos sociais, alcançamos uma visão mais ampla. Divertir-se no Carnaval é mais do que ir a uma simples festa. Essa diversão, aparentemente individual, conecta-se com tradições históricas, hierarquias sociais, expressões de resistência política e toda uma economia do entretenimento.

Enfim, o carnaval é um fenômeno social complexo. A festa popular que nasceu para unir, não pode segregar. A elite não se contenta em acumular riquezas, também se mete na alegria do povo. Não pode!

Aí vai um pouco de imaginação sociológica sobre o Carnaval...

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